Saúde e DDHH
02/05/2017
NOTA DO SEPE SOBRE A VIOLÊNCIA DA PM NO RIO DE JANEIRO CONTRA A GREVE GERAL DE 28/04


(FOTO DESSA MATÉRIA DA PARTICIPAÇÃO DO SEPE NO ATO DO DIA 1º DE MAIO, NA CINELÂNDIA, EM DESAGRAVO À VIOLÊNCIA DO DIA 28)

Os trabalhadores e trabalhadoras do Estado do Rio de Janeiro protagonizaram a grandiosa Greve Geral nacional neste dia 28 de abril.

A mobilização, participação e diversidade se deram em números muito expressivos. Infelizmente o número foi expressivo também em repressão, desrespeito e abuso de autoridade! Um ataque à democracia, fomos impedidos de nos manifestar e marchar contra as reformas dilacerantes do governo Temer.

O Sindicato Estadual dos profissionais da Educação (SepeE) vem por meio desta denunciar que as forças de segurança tentaram calar nossa voz. Deixamos aqui o nosso mais profundo apoio às vítimas (dentre elas, vários companheiros e companheiras educadores/as de nossa categoria) desta ação descabida de violência e perversidade e repudia, veementemente, o COMANDO DA POLÍCIA MILITAR DO RIO DE JANEIRO do governo Pezão e a FORÇA DE SEGURANÇA NACIONAL de Temer, pela irresponsabilidade e abuso de força.

Não podemos nem afirmar pela forma como “A TROPA” se comportou em ação que o excesso desmedido de força foi resultado de uma sucessão de equívocos e desmandos da corporação.

Os oficiais da lei e da ordem sabiam exatamente o que estavam fazendo: dirigiram com precisão suas armas ditas “não letais” contra a democracia, o direito de livre expressão e o livre direito de manifestação e miraram direto no respeito ao estado de direito, quando orquestraram verdadeiras caçadas humanas pelas estreitas ruas do Centro do Rio, alvejavam à queima roupa com suas aterrorizantes escopetas de balas de borracha militantes desarmados, não respeitando sequer convenções mínimas de controle de distúrbios urbanos, realizando selvageria, como perseguir o carro de som alugado por este sindicato, com viaturas do choque lançando bombas de gás sobre a imprensa, trabalhadores da empresa do carro e diretores que ali se encontravam.

Os policiais encurralaram trabalhadoras e trabalhadores na Avenida Rio Branco de forma truculenta, com a intenção clara de promover um massacre sem deixar sequer espaço para dispersão. A brutalidade de lançar uma chuva de bombas sobre a Cinelândia, onde se concentravam milhares de pessoas que cantavam o hino nacional, provocou o sentimento de pânico desespero em cada companheira e companheiro que ali estava.

O Sepe denuncia o crime vergonhoso que foi cometido e exige responsabilizações imediatas. Não podemos admitir que após anos de reconstrução do processo democrático as forças da lei, mesmo que sem nenhuma autoridade moral diante das últimas denúncias de corrupção em nível estadual e federal, ameacem e violem nosso direito de lutar.

A ação das forças de segurança, ao que nos parece, possuía como objetivo primário ofuscar o brilho da grande RESISTÊNCIA e DISPOSIÇÃO em barrar as nefastas propostas governistas de arrancar direitos trabalhistas e previdenciários que trabalhadoras e trabalhadores do estado do Rio de Janeiro demonstraram naquele dia 28 de abril.

A GREVE GERAL mostrou sua eficácia como instrumento da insatisfação popular na luta pela garantia de seus direitos.

Parabenizamos a todos os manifestantes que se dispuseram a lutar e enfrentar o governo.

NÃO NOS CURVAREMOS, NÃO NOS ABATEREMOS - trabalhadores da educação lutarão: NENHUM DIREITO A MENOS.

TEMER!

FORA TEMER!

FORA PEZÃO!

 


Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ
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