Saúde e DDHH
28/05/2019
Sindrome de Burnout é incluída pela OMS na lista oficial de doenças

Uma doença que acomete uma série de trabalhadores, inclusive os profissionais de educação, a chamada "síndrome de burnout", acaba de ser incluída pela Organização Mundial de Saúde (OMS) na lista oficial de doenças da entidade. A lista, elaborada pela OMS, é baseada nas conclusões de especialistas de todo o mundo e utilizada para estabelecer tendências e estatísticas de saúde. A nova versão da classificação entra em vigor em 2022.

Segundo o portal G1, a inclusão foi realizada durante reunião dos estado membros da organização de saúde, ocorrida no dia 20 de maio, em Genebra (Suíça). Segundo o porta-voz da entidade é a primeira vez que o esgotamento profissional entra na classificação de doenças.

A Classificação estabelece uma linguagem comum que facilita o intercâmbio de informações entre os profissionais da área da saúde ao redor do planeta. O "burnout", que foi incluído no capítulo de "problemas associados" ao emprego ou ao desemprego, recebeu o código QD85.
 
Nos últimos anos, o Sepe já vinha denunciando que as condições de trabalho nas escolas públicas do Rio de Janeiro favorecem o surgimento de uma série de doenças do trabalho e o estresse e o esgotamento por causa das condições precárias nas unidades escolares, que caracterizam a síndrome é um dos principais motivos de afastamento de professores e funcionários.
 
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Acréscimo da Secretaria de Saúde do Sepe:
 
Nesta semana, a Organização Mundial de Saúde (OMS) finalmente incluiu na lista de doenças reconhecidas a Síndrome de Burnout. Mais conhecida como síndrome do esgotamento profissional, está diretamente relacionada ao trabalho e atinge a milhares de profissionais de educação. Condições de trabalho adversas que envolvem baixos salários, excesso de turmas e alunos dentro de sala de aula e lidar com público. As consequências são quadros de estresse crônico, cansaço permanente e deixar de dar importância ao trabalho no dia a dia (o que os especialistas chamam de cinismo).
 
Em pesquisa realizada pelo coletivo de saúde do SEPE durante o último congresso da entidade, cerca 90% dos participantes identificaram que sofrem de cansaços mentais permanentes e 80% sentem-se permanentemente exaustos. Outros 65% não veem perspectivas de futuro na profissão. Estes apresentam desejo de mudar de ramo profissional apontando frustração com o magistério - os números da pesquisa podem ser encontrados nesta notícia.

O reconhecimento da OMS precisa acarretar uma série de normas e leis que garantam os mais diversos direitos para aqueles que sofrem de Burnout. A secretaria de saúde e direitos humanos do SEPE e o coletivo de saúde - que retoma suas atividades em breve - vem promovendo uma série de debates sobre o tema que serão divulgados na página do sindicato.
Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ
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