Saúde e DDHH
02/08/2012
IERP Nova Iguaçu resiste a Cabral – situação do colégio foi discutida na audiência pública


Fonte: Sepe Nova Iguaçu:

Ontem, dia 01/08, a audiência Pública realizada na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro foi mais um registro dos 60 dias de resistência dos profissionais e alunos do Instituto Rangel Pestana, que permaneceram durante todo o recesso firmes e fortes na luta. A tenda montada no calçadão de Nova Iguaçu foi um importante instrumento de denúncia contra a política ditatorial de Sergio Cabral.

A audiência pública teve como principal objetivo sabatinar a SEEDUC sobre os reais motivos para as quinhentas e quatorze exonerações de diretores gerais e adjuntos nas unidades escolares de Rede Estadual do Rio de Janeiro. A reunião contou com a participação de representantes do Sepe, UPPE, Comissão de Educação da ALERJ, Parlamentares e SEEDUC, representada pelos subsecretários Sergio Mendes e Luiz Carlos Becker. No debate sobre o principal tema da audiência ficou evidente a postura autoritária e contraditória da SEEDUC, que estabeleceu o concurso como um dos critérios para os futuros gestores das 1.370 unidades da rede, mas antes mesmo deste acontecer, centenas de diretores foram exonerados e substituídos por outros que também não passaram pelo crivo do concurso.

Apesar de a audiência ter sido convocada para tratar de todas as exonerações, ela acabou se debruçando apenas sobre o caso do Rangel Pestana, em função de ser esta a única escola presente. Os questionamentos feitos à SEEDUC sobre os reais motivos da exoneração da diretora Luiza Leopoldina não foram respondidos de modo satisfatório, já que todos as justificativas dadas como prestação de contas e desempenho dos alunos nas avaliações externas foram derrubadas mediante apresentação das devidas documentações, além das notas dos alunos que estão acima da média, contrariando as afirmações da SEEDUC.

No decorrer da audiência, os representantes da Secretaria de Educação não responderam, entre outras coisas, o questionamento do SEPE sobre a utilização do espaço da Metropolitana que fica nas dependências do IERP pelas empresas Facilite e Nova Rio.

As denúncias apresentadas pelo Sindicato, alunos e professores sobre a representação no Ministério Público em relação à postura truculenta do sr. Paulo Fortunato, quando esteve na unidade. Entre outras hostilidades, ele desferiu xingamentos e palavras de baixo calão contra os alunos nas reuniões realizadas na escola. Essa denuncia causou indignação nos presentes, provocando, a partir disso, pedido de exoneração do superintendente por todos os parlamentares presentes, inclusive os da base do governo. Ao final da audiência, os profissionais aproveitaram para entregar o abaixo assinado com mais de três mil assinaturas e a ata da eleição realizada na escola pela comunidade para escolha um diretor para U.E. O subsecretário Luiz Becker disse que lamentava o fato e tomaria as providencias cabíveis quanto ao episódio do Sr. Paulo Fortunado e estava aberto para receber uma comissão para tratar do caso do Rangel Pestana.

 


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