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Chegamos ao início de 2019 com uma conjuntura bastante adversa para a classe trabalhadora, marcada por uma crise econômica no país em que joga o papel de recuperação dos lucros da burguesia para a nossa classe. A chegada de Bolsonaro e Witzel aos governos federal e estadual, tende a intensificar os ataques aos trabalhadores, ataques estes que já caminhavam a passos largos com seus antecessores, Temer e Pezão. Para atingir esses objetivos, os governos tentarão acelerar a aprovação da reforma da previdência, fragilizar os direitos trabalhistas, bem como a CLT; medidas que se somam à reforma trabalhista aprovada em 2017 e ao aumento da alíquota previdenciária no Estado do Rio de Janeiro, que aumentou a contribuição dos servidores estaduais. Estas medidas tornarão ainda mais precárias as nossas condições de trabalho e afetarão diretamente a saúde dos trabalhadores e por tabela, a saúde dos profissionais da educação.


A secretaria de Saúde e Direitos humanos do Sepe,  percebendo no cotidiano as enormes dificuldades trazidas pela categoria, decidiu por expandir a sua organização construindo o Coletivo de Saúde do Sindicato,- que começou a se organizar em 2017 – integrado pelos diretores da secretaria e por militantes voluntários que decidiram participar deste espaço. Nosso principal objetivo era o de expandir para a categoria uma discussão acerca de todos os fatores que afetam nossa saúde, estabelecendo uma relação direta com o nosso trabalho.


Ainda em 2015, no início da gestão, conseguimos firmar um convênio com o Laboratório de Estudos em Políticas Públicas, Trabalho e Sociabilidade (LEPPTras) da Escola de Serviço Social da UFRJ, coordenado pela professora Alzira Guarany, com o qual nos capacitamos para fazer as discussões sobre Saúde do Trabalhador. Desde este início, começamos atividades de Rodas de Conversa com a categoria, mantidas até o presente momento. Se no início esta atividade estava restrita à sede do Sepe Central, conseguimos expandi-la, realizando- a em outros municípios, como Mangaratiba e Barra do Piraí. A maior dificuldade encontrada para estas atividades foi a rígida estrutura escolar que impede que a categoria consiga se organizar para realizar debates. Não foram poucas às vezes que rodas de conversa marcadas para serem realizadas em colégios foram, na prática, inviabilizadas pela impossibilidade de encontrar horários adequados. Pode parecer um problema menor, mas esta é apenas uma demonstração de  como o trabalho recai sobre nossas vidas. É bastante difícil de disponibilizarmos poucas horas por mês para discutirmos questões fundamentais sobre nossas vidas, que a estrutura profissional inviabiliza formas mais simples de organização de nossa classe.


Pudemos observar, que é esta estrutura que recai sobre os professores e afeta diretamente sua saúde. Não foram raras as vezes em que rodas de conversa se tornaram uma espécie de divã para os educadores abrirem todas os seus problemas em forma de catarse coletiva, e possivelmente este tenha sido o maior ganho para nós: os trabalhadores perceberem que seus problemas não são problemas individuais, mas um problema de uma coletividade que sofre com as mesmas condições de trabalho, permitindo que se entendam enquanto classe.


Nesse mesmo passo, realizamos uma pesquisa junto à categoria, durante o congresso do SEPE em setembro de 2017, em que ficou evidenciado que os problemas relacionados a saúde mental estão entre os maiores transtornos que afetam nossa vida profissional. Responderam ao questionário passado, 242 profissionais. Constatamos que cerca 90% dos participantes identificaram que sofrem de cansaços mentais permanentes, sendo este um dos sintomas da Síndrome de Burnout (síndrome do esgotamento profissional) e outros 80% sentem-se emocionalmente exaustos, mais de 2/3 dos educadores não estão motivados com a profissão e manifestaram desejo de mudar de ramo, não estando dispostos a aperfeiçoar-se em sua área de formação sendo que 65% não observa perspectiva de futuro e mais da metade sente-se frustrado com sua vida profissional. A sobrecarga de trabalho atinge cerca de 80% dos profissionais da educação, tanto pelas horas trabalhadas quanto pelo desvio de função. O resultado é que 45% de nossa categoria toma remédios continuamente e outros 38% esporadicamente. Esses são alguns dos alarmantes dados sobre os trabalhadores da educação, uma categoria que adoece conforme aumenta a exploração sobre nossas atividades laborais. O uso individual de medicação tende a não surtir efeito na medida em que as condições de nosso espaço e de nossas condições de trabalho não forem modificadas.


Conseguimos dar um pontapé inicial para o coletivo e o desafio que fica é trabalhar para  expandir para os núcleos, regionais e escolas as atividades que foram iniciadas nesta gestão. Deixamos em aberto um contato com a Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Fiocruz para futuras parcerias. O coletivo começa a ter uma dinâmica de funcionamento própria e identificamos que é fundamental a continuidade deste trabalho, afirmando-se na estrutura sindical, montando acervo com atas, relatórios, fotos e outros documentos. As direções do sindicato passam, mas a categoria fica e construir uma política de saúde permanente para os educadores é tarefa prioritária.


 Coletivo de Saúde e Direitos Humanos do SEPE.
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A Secretaria de Saúde e Direitos Humanos do Sepe promoverá, no dia 12 de fevereiro, uma roda de conversa para marcar o lançamento do Coletivo de Saúde e Direitos Humanos que funcionará no sindicato como uma parceria desta secretaria. O evento será realizado no auditório do Sepe, a partir das 18h e contará com a participação  da assistente social Iorrane Cunha, um professor da rede estadual, Josemar Barbosa, e um representante da categoria de funcionários que ainda será escolhido.


A conjuntura que se coloca diante de nós tende a tornar as condições de trabalho dos profissionais da educação cada vez mais precárias. Os governos Bolsonaro e Witzel já anunciaram uma série de ações que afetarão diretamente nossos direitos, tais como a flexibilização das leis trabalhistas, aumentando a terceirização, que hoje já atinge de forma ampla os funcionários de escola; o incentivo a educação privada, deixando ainda mais carente a educação pública, o que acarretará numa continuidade da falta de funcionários e professores, que terão que se desdobrar para dar conta do seu trabalho; o projeto Escola sem partido, que joga aluno contra professor, dentre outras medidas.


Se a situação já é difícil, tende a piorar, e é neste momento que precisamos reconhecer tudo o que recai sobre nosso cotidiano de trabalho. Encontramos nos últimos anos uma categoria adoecida; crescem os relatos de depressão, suicídio de professores e funcionários; desânimo com a carreira, cansaços físicos e emocionais.


Para dar uma resposta a esta situação, a Secretaria de Saúde e Direitos humanos do Sepe fará o lançamento oficial do Coletivo de Saúde e DH do sindicato,- do qual todos poderão ser integrantes – para ampliar a discussão e discutir ações em defesa da saúde dos profissionais da educação. É neste sentido que convidamos toda a categoria a participar deste evento, que será uma roda de conversa para dividirmos experiências sobre tudo o que nos cerca no chão da escola.
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A Regional V do Sepe está realizando uma campanha de solidariedade aos aposentados de várias redes municipais (Sâo João de Meriti, Belford Roxo e Duque de Caxias), que se encontram com os salários atrasados. Para tanto, a Regional V estará recebendo doações de alimentos e outros produtos não perecíveis, do dia 13/1 até o dia 18/1, das 10h às 16h, que serão encaminhados para os núcleos para distribuição aos aposentados que se encontram nesta situação. Maiores informações para as doações podem ser obtidas junto à Regional (Rua Amaral Costa 478 – Campo Grande) ou pelo telefone 3402-0116. ou pelo email: seperegional5@gmail.com.

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A Secretaria de Saúde e Direitos Humanos do Sepe promoverá, no dia 12 de fevereiro, uma roda de conversa para marcar o lançamento do Coletivo de Saúde e Direitos Humanos que funcionará no sindicato como uma parceria desta secretaria. O evento será realizado no auditório do Sepe, a partir das 18h e contará com a participação da assistente social Iorrane Cunha, do professor Josemar Barbosa e de um representante dos funcionários, cujo nome ainda será definido.
 
A conjuntura que se coloca diante de nós tende a tornar as condições de trabalho dos profissionais da educação cada vez mais precárias. Os governos Bolsonaro e Witzel já anunciaram uma série de ações que afetarão diretamente nossos direitos, tais como a flexibilização das leis trabalhistas, aumentando a terceirização, que hoje já atinge de forma ampla os funcionários de escola; o incentivo a educação privada, deixando ainda mais carente a educação pública, o que acarretará numa continuidade da falta de funcionários e professores, que terão que se desdobrar para dar conta do seu trabalho; o projeto Escola sem partido, que joga aluno contra professor, dentre outras medidas.
 
Se a situação já é difícil, tende a piorar, e é neste momento que precisamos reconhecer tudo o que recai sobre nosso cotidiano de trabalho. Encontramos nos últimos anos uma categoria adoecida; crescem os relatos de depressão, suicídio de professores e funcionários; desânimo com a carreira, cansaços físicos e emocionais.
 
Para dar uma resposta a esta situação, a Secretaria de Saúde e Direitos humanos do Sepe fará o lançamento oficial do Coletivo de Saúde e DH do sindicato,- do qual todos poderão ser integrantes – para ampliar a discussão e discutir ações em defesa da saúde dos profissionais da educação. É neste sentido que convidamos toda a categoria a participar deste evento, que será uma roda de conversa para dividirmos experiências sobre tudo o que nos cerca no chão da escola. 
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No dia 9/1/19, às 15h, realizou-se uma reunião entre a direção do Sepe e um grupo de Peis da rede municipal do Rio, a partir da solicitação feita pelas mesmas. Estiveram presentes mais de vinte professoras. O grupo apresentou muitas demandas e críticas, pois as professoras não se sentiam contempladas pelas ações construídas pelo sindicato na educação infantil. Diante de propostas de campanhas de desfiliação, o grupo optou por estabelecer um diálogo com o Sepe.
 
Os temas discutidos foram diversos: a pouca divulgação das atividades do Sepe e a comunicação muito ruim entre sindicato e categoria; a existência de maior atenção a um determinado segmento da EI em detrimento das Peis; problemas graves como o desrespeito ao direito à hora de almoço dentro da carga horária; a precarização e adoecimento das professoras devido às péssimas condições de trabalho na EI; a situação dramática das professoras da pré-escola, sozinhas em sua maioria com mais de 25 alunos; o desrespeito às atividades de planejamento nos centrinhos e a não aplicação correta do 1/3 de atividade extraclasse; o problema do planejamento na hora do “soninho”; a ampliação dos turnos parciais na EI; os descontos nas paralisações da rede; a concordância do grupo com a criação do cargo de PAEI para garantir a bidocência; o mau atendimento na perícia da prefeitura. 
 
Os diretores do Sepe, em resposta, concordaram com algumas demandas trazidas pelas professoras sobre as dificuldades vivenciadas no trabalho com a educação infantil e também a deficiente e precária comunicação do sindicato com a categoria. Ressaltou, por diversas vezes, que o caminho correto era o da participação unificada no sindicato e a sindicalização ao mesmo, levando as demandas para as assembleias. Também explicou aos presentes as ações realizadas pelo sindicato e ressaltou que a diretoria do Sepe defende a pauta aprovada pela categoria nesses fóruns deliberativos. 
 
Que as questões citadas são constantemente tema de todas as audiências com a SME. Que muitos casos individuais são acompanhados pelos diretores procurando soluções concretas. Que já houve no MP denúncias sobre as condições precárias na educação infantil através de uma representação direcionada à convocação imediata de concursados Peis. Que no ano de 2017, o MP havia recebido o sindicato para discutir as condições de trabalho péssimas da educação infantil da rede municipal do Rio e dos Peis, em particular. Que a ação do 1/3 é uma luta do sindicato, cuja ação já está em fase de execução. Que, embora os centrinhos parciais sejam uma conquista parcial e fruto da reivindicação emergencial do sindicato, a luta política e judicial pela implantação correta do 1/3 continuava sendo cobrada vigorosamente.  Que o Sepe defendeu contra a votação do novo cargo de PAEI no fim do ano de 2018, pois compreendia que o mesmo não havia sido amplamente discutido com a categoria da educação, com o sindicato e até mesmo com os vereadores.  Que essa discussão deve ser feita com muita cautela, pois a prefeitura criou uma série de cargos com erros históricos, que exigem hoje uma luta pela sua correção.  Que esse cargo pode se tornar uma armadilha para as próprias Peis, visto que pode ser mais lucrativo realizar somente concurso para um cargo com a mesma jornada de 40h mas com salário reduzido à metade.
 
Houve proposta de realização de um seminário da educação infantil, e foi entregue ao Sepe um texto do grupo com propostas discutidas e elaboradas sobre a luta na EI do Rio de Janeiro. A direção do sindicato finalizou saudando a iniciativa desse encontro, convidando todas as Peis à sindicalização, à participação nos encontros do Núcleo de Estudos da Educação Infantil, espaço este de conhecimento das legislações e das lutas da categoria, e à participação na próxima assembleia da rede municipal do Rio. 
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