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Em assembleia virtual realizada nesta terça-feira (10 de novembro), os profissionais das escolas municipais do Rio de Janeiro, por ampla maioria, decidiram manter a Greve em defesa da Vida e contra o retorno às atividades escolares presenciais, anunciado pela prefeitura e pela Secretaria Municipal de Educação para esta quarta-feira (dia 11 de novembro). A categoria também decidiu pela manutenção do ensino remoto que vem sendo aplicado aos estudantes.

A categoria fará nova assembleia da na segunda-feira, dia 16, às 14h. Já na quinta-feira (12 de novembro), o Sepe RJ realizará uma Plenária Virtual Comunitária, que contará com a participação de profissionais de educação da rede municipal, responsáveis e demais integrantes das comunidades escolares da rede municipal do Rio, a partir das 18h.

A plenária virtual dessa terça que decidiu pela manutenção da greve contou com a participação de 883 profissionais da rede municipal, que votaram da seguinte maneira (gráfico ao lado):

1 – 647 profissionais (73%) votaram sim para a greve em defesa da saúde, da vida e contra o retorno às atividades escolares presenciais. Por essa votação, entram em greve os profissionais da educação convocados para as atividades presenciais, mas com a manutenção das atividades online e de home office.

2 – 167 (19%) votaram sim para a greve em defesa da saúde e da vida contra o retorno às atividades escolares presenciais. Por essa votação, os profissionais da educação entram em greve e também suspendem todas as atividades online e de home Office.

3 – 19 (2%) votaram a favor da suspensão da greve.

4 – 50 (6%) se abstiveram de votar em qualquer das propostas.

Com isso, a categoria decidiu, por 73% dos votos manter a Greve Pela Vida, abrangendo todos os profissionais da rede (professores e funcionários administrativos) e todas as atividades presenciais, SEM A PARALISAÇÃO DO ENSINO REMOTO PARA OS ALUNOS, com o objetivo da manutenção de vínculo com os estudantes. 

Ainda hoje (dia 10 de novembro), o Sepe RJ entrou na Justiça para barrar o retorno dos professores e funcionários às escolas para preservar a vida dos profissionais, alunos, responsáveis e demais integrantes das comunidades escolares e da população em geral. A justificativa do sindicato para o ingresso na Justiça é a necessidade da manutenção das medidas de isolamento social, única maneira eficaz preceituada pela comunidade científica de impedir a disseminação do coronavírus e da pandemia na cidade do Rio de Janeiro.

Sobre a Plenária Comunitária dessa quinta (12), esta tem o objetivo de discutir com todas a comunidade escolar os problemas enfrentados nas escolas ao longo do ano de 2020, marcado pela pandemia e pela ausência de políticas públicas voltadas para o setor educacional visando o oferecimento de uma educação pública de qualidade neste momento em que a disseminação do coronavírus continua oferecendo riscos à saúde da população carioca – saiba como participar da plenária.

SEPE RJ – SINDICATO ESTADUAL DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO DO RIO DE JANEIRO

Leia o relato sobre a audiência do Sepe com a SME RJ na segunda (09).

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A diretoria do Sepe se reuniu com a secretária municipal de Educação do Rio de Janeiro, Talma Romero, na segunda-feira (09/11). Na audiência, o Sepe reafirmou a política aprovada pela categoria em três assembleias: a suspensão do retorno presencial para todos os professores e funcionários nesse momento da pandemia; declaração da SME sobre o não retorno presencial em 2020 com a manutenção somente das atividades online e impressas; e que esse final de ano deveria se voltar para reorganizar o calendário letivo de 2021 e atender remotamente os estudantes dos anos finais.

Além disso, o sindicato questionou, veementemente: as informações caóticas que circularam pelas redes sociais desde o Decreto de 03/11, que colocava em risco a saúde e a vida de todos os funcionários e professores, especialmente os do grupo de risco, devido ao retorno presencial. A maior exploração do trabalho docente com a convocação de profissionais, que deverão trabalhar com outras turmas que não são as suas além da manutenção do trabalho remoto. A inexistência de documento escrito e a permanência de um decreto que afirma ser facultativo o retorno presencial de profissionais da educação e estudantes.

A SME RJ respondeu:

1. SOBRE A GREVE PELA VIDA E O RETORNO PRESENCIAL DAS ATIVIDADES NAS ESCOLAS:

Não há mais motivos para a manutenção das escolas fechadas conforme a avaliação do Comitê Científico, que afirma que é seguro voltar agora. Ao abrir as escolas, atende a uma vontade das Comunidades e sana as angústias de profissionais devido à falta de convívio social.

Apenas 427 escolas irão abrir para atender alunos: 38 mil no 9°/ 12mil PEJA/ 9 mil projetos Cariocas.

Há levantamento de quantas e quais escolas têm condições sanitárias de abrir (o sindicato requereu esse documento).

Existe previsão de entrega de EPIs até o fim da semana. Serão 3 máscaras de tecido por aluno e por profissional. Afirma que cloro, álcool e água já foram encaminhados às UEs.

A SME afirmou que escolas sem condições de reabertura não vão reabrir. Questionamos essa listagem e a observância de todos os protocolos.

A secretária de educação afirmou que vai respeitar a decisão dos CECs sobre fechamento das escolas embora essa não seja a orientação. Obs: em consulta à SME, após a edição da circular 03/2020 (09/11/2020), não houve a confirmação dessa afirmação.

Todos os profissionais que assim desejarem serão testados para o COVID-19.

Terceirizados não foram convocados para o retorno. São 480 especialmente da limpeza.

Casos de COVID durante a reabertura: 14 dias de afastamento dos profissionais que tiveram contato com o contaminado e todos aqueles que tiveram contsa. A escola també será passara por processo de limpeza.

Turmas de PEJA: escola decide se abrirá somente à tarde para fazer tarde/noite ou se trabalha pela manhã e volta à noite.

Escolas com 2 turnos: 2 dias de manhã e 2 dias à tarde.
Escola de turno único: 2 dias de 4h

Obs: O SEPE questionou as afirmações da secretária de educação sobre a possibilidade de compra de material tecnológico para as atividades online dos estudantes, saída que garantiria em parte o acesso estudantil: a SME afirmou que há R$ 200 milhões do MEC para a compra de tablets e computadores. Houve má gestão no período da sua saída, que não garantiu a apresentação do projeto e a aprovação do MEC, impedindo o envio das verbas. Espera liberar o dinheiro ainda neste ano.

2. SOBRE OS GRUPOS DE RISCO:

Quem permanecerá em trabalho home Office e não retornará presencialmente?
Grupo de risco por idade (60 anos ou mais) e comorbidade (Asma/Bronquite/ Diabetes/ Renal/ Cardíaco/hipertensão/ Transplantado/ imunodepressivos/ Obesidade/ Bariátrica/ Gestante/ Lactante/ Câncer. Todos os profissionais que possuem carga horária reduzida também não retornarão presencialmente.

O SEPE questionou a situação dos profissionais que convivem com familiares do grupo de risco. Não tinham informações se essa questão será incorporada pela Subisc (Subsecretaria de Serviços Compartilhados- órgão que atua no Sistema Municipal de Administração).


3. SOBRE O DECRETO 48.165/2020, de 03/11:

Houve erro na Publicação quando se afirma que o retorno é voluntário. Voluntário apenas para as famílias, mas obrigatório para os profissionais que não tenham comorbidades.

Houve erro na interpretação de CRES e direções de escola.

Um novo Decreto será publicado amanhã (10/11), antes do retorno presencial na quarta e quinta feiras (11 e 12/11).

O não comparecimento de alunos não coloca em risco sua vaga nem seu recebimento do repasse da alimentação escolar.


4. SOBRE A AUTODECLARAÇÃO:

Profissionais com comorbidade não retornarão e continuarão amparados pelo código 152, sem necessitar de BIM, mantendo as duplas e o VR. Isso valerá até nova publicação da SUBISC (não se afirmou qual o conteúdo da mesma).


5. PROFESSOR EM ATENDIMENTO A OUTRAS TURMAS:

A escola funcionará 4 horas. Todos os profissionais convocados para o trabalho presencial trabalharão 4 horas. No caso dos professores, trabalharão durante 2 dias (3h) em sistema de rodízio.

O docente que não possui anos finais trabalhará atendendo outra turma, “tirando dúvidas”. Exceção PEI, P2 e PEF anos iniciais (esses futuramente poderão atender interagindo ou “tirando dúvidas” dos alunos e pais de suas turmas). Com a carga horária restante da sua jornada de trabalho vai continuar atendendo os alunos de forma remota.

Sobre as férias de janeiro: a SME confirmou, mas deixou em aberto possibilidades de mudança devido a possíveis regulamentações do MEC.


6. OUTRAS DEMANDAS DA CATEGORIA:

Obs: essa parte aconteceu no final da reunião, de forma muito rápida e a SME se comprometeu em voltar a discutir esses temas após as eleições.

CONCURSADOS: assim que voltarem as aulas presenciais, retornarão os cursos na Paulo Freire (chamada de mais 90 para o banco). Está autorizada a convocação de 317 professores (PEI/ PEF AI/ PEF AF de Inglês, Matemática, Geografia, educação física e Língua Portuguesa). Ainda não possuem o levantamento do CODESP de setembro e outubro para continuar chamando conforme as vagas.

1/3 de atividade extraclasse: vai garantir para todos em 2021 deixando por escrito.

Em estudo, coordenador pedagógico para EDIs e creches.

Secretários escolares: o decreto não permite as reivindicações solicitadas. Não mencionou possíveis mudanças no decreto.

AEI: ficou de discutir após as eleições uma proposta do executivo para reconhecer a decisão do STF.

Migração: o SEPE será convidado a participar do GT que construirá critérios.

Origem dos professores nos ginásios cariocas e PEJAs: terminando de escrever o documento que reconhece esse direito.

13º salário: Vai pagar

Abono de todas as paralisações desde a gestão de Eduardo Paes: após 29/11, volta a tratar do abono das paralisações.

Confirmação da devolução dos descontos do secretário escolar descontado devido à greve pela vida: Já encaminhou a correção para a SUBISC.
 

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REDE MUNICIPAL RJ:

SEPE CONVOCA PROFISSIONAIS, ESTUDANTES, PAIS E RESPONSÁVEIS PARA PLENÁRIA VIRTUAL DA COMUNIDADE ESCOLAR DIA 12/11, 18H

O Sepe RJ convoca todos os integrantes das comunidades escolares da rede municipal do Rio para a Plenária Virtual, que será realizada nesta quinta-feira (dia 12/11), a partir das 18h, pelo aplicativo ZOOM. Na plenária discutiremos os problemas enfrentados na nossa rede ao longo do ano de 2020, marcado pela pandemia e pela total ausência de políticas públicas de educação da parte dos governos federal, estadual e municipais para o oferecimento de uma educação pública de qualidade para toda a população.

Agora, com o ano de 2020 chegando ao seu final, a Secretaria Municipal de Educação do Rio ainda não conseguiu dar conta dos desafios que a educação tem pela frente.

Por este motivo, convocamos toda a comunidade escolar da rede municipal – professores, funcionários e estudantes – para a Plenária da Comunidade escolar, com o objetivo de debater sobre nossas demandas, nossa saúde e os rumos da educação no município do Rio de Janeiro.

O link para participar no dia 12 é este: https://us02web.zoom.us/j/82823550238?pwd=TEdyblFFRkpodm1qNkwxY0huZUNSZz09

Ou clique aqui para acessar diretamente o link.

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