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 A pandemia do COVID 19 marca as nossas vidas desde 16/03/20. Há um ano professores e funcionários lutam:

– Pelos seus direitos arrancados pelos governos federal, estadual e municipal;

– Pelo acesso online dos alunos(as), muitos excluídos das atividades escolares;

– Pela segurança alimentar dos estudantes abandonados pelos governos durante meses;

– Pelo auxílio emergencial nacional, estadual e municipal para que as famílias desempregadas, muitas em condição de miséria, tivessem mais proteção;

– Pela reestruturação das escolas que hoje não têm condições de cumprir os protocolos sanitários da pandemia;

– Pelas ações efetivas da prefeitura e do governo do estado RJ para diminuir os níveis da pandemia;

– Pela vacinação imediata, gratuita e através do SUS de toda a população;

– Pela vacinação de professores e funcionários no grupo prioritário diante da emergência educacional e da necessidade de retorno presencial.

Até o momento, os governos falam em retorno presencial, mas nada fazem para que ele seja realizado com segurança.

As vacinas acabaram. Não há compra de novos lotes previstos pela prefeitura ou governo do estado. As escolas permanecem sem a reestruturação necessária para seguir os protocolos. Muitas delas reabriram sem funcionários, outros tantos estão sem receber salários há mais de 3 meses. Em muitas unidades falta limpeza e há problemas na água.

E a pandemia?

No Brasil e no Rio de Janeiro ela continua em alta, alcançando números de mortos e contaminados do início de 2020. Todos os bairros da cidade do Rio estão com alto risco de transmissão de covid e o retorno às aulas pode contribuir para o colapso do SUS.

Não existe preocupação com o transporte, precários e lotados como sempre, ampliando ainda mais os riscos de contaminação no trajeto escolar.

A sala de aula aumenta a probabilidade de contágio. Não há garantia do distanciamento entre adolescentes e, sobretudo, entre crianças nas escolas. Como atender uma criança mantendo a distância? Impossível! Estudantes e professores(as) contaminados, famílias contaminadas.

Diante dessa situação e do descaso dos governos, professores e funcionários de diversas redes municipais e estadual RJ decidiram entrar em greve pela vida, caso aconteça o RETORNO PRESENCIAL ÀS ESCOLAS.

A greve pela vida é a última medida da categoria para defender a saúde e a vida da comunidade escolar e exigir que os governos rapidamente resolvam essa situação dramática.

Todos os profissionais da educação em greve vão manter o trabalho remoto, online ou impresso, pois não somos responsáveis pela grave situação educacional da nossa cidade e do estado. Pelo contrário, professores, funcionários e estudantes são a solução do problema. Mas os governantes não querem nos ouvir.

Mais do que nunca a comunidade escolar precisa estar unida. Garantir a vida é um direito de todos! Não podemos aceitar a morte como uma fatalidade! Nossos estudantes têm direito aos recursos necessários para que eles fiquem em casa até que a pandemia esteja controlada e a vacinação avançada.

Comunidade escolar: exija e acompanhe a reestruturação da sua escola!

Estamos em luta pois não aguentamos mais o luto!

Estamos em luta pois não podemos abrir mão dos nossos direitos!

SINDICATO ESTADUAL DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO RJ – SEPE

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Os profissionais de educação das redes estadual, municipal RJ e demais redes municipais devem preencher uma declaração, informando à direção de sua unidade escolar dos motivos pelos quais aderiu à greve pela vida convocada pelo Sepe. Neste link, o profissional pode baixar e preencher o modelo de declaração que o Sepe recomenda ser entregue à sua escola – clique aqui para baixar.

No modelo recomendado pelo Sepe, traçamos os principais motivos para a deflagração da greve pela, entre os quais (trecho do documento):

“(..) Diante da convocação indevida por parte da administração pública para o retorno de atividades presenciais nas escolas durante a pandemia da COVID-19, em que há uma grave insegurança sanitária com uma 2ª onda de pico de contágio e mortes, que contraria a orientação da comunidade científica de distanciamento social; da impossibilidade de medidas de distanciamento social no ambiente escolar em razão da natureza da própria escola, da infância e da juventude; da falta das condições necessárias de estruturação de higiene e de segurança das unidades
escolares; da inexistência de um tratamento eficaz ou da Vacinação de todos para a segurança do retorno do trabalho presencial, sendo certo que, a circulação e a concentração nas escolas a partir do trabalho presencial aumentarão o risco de contágio, adoecimento e morte, que coloca em risco minha vida e saúde e toda a coletividade (…)”.

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