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AUDIÊNCIA PÚBLICA NA ALERJ MOSTRA AS TERRÍVEIS CARÊNCIAS NOS QUADROS DA REDE ESTADUAL DE EDUCAÇÃO

No dia 28 de março, às 10h, foi realizada, na Alerj, a 5° audiência pública (em modo híbrido) da Comissão de Educação daquela casa sobre as carências de profissionais nas redes SEEDUC e FAETEC, além da questão dos concursos públicos.

Na audiência, a superintendente de Pessoal da SEEDUC, Patrícia Reis, apresentou números que comprovam a gravidade da situação da educação pública em nosso estado: em 11 anos, cerca de 30 mil professores deixaram o trabalho – e mesmo com os contratos temporários e mais 15 mil GLPs, ainda existem 16 mil turmas, em todo o estado, com algum tipo de carência.

Coordenadora geral do Sepe, Helenita Bezerra, presente à audiência pública na Alerj que discutiu a carência de profissionais na rede estadual. A coordenadora geral Rosimar Silveira (Rosi) acompanhou de modo on-line

A direção do Sepe esteve presente na audiência e vai mobilizar a categoria e a sociedade para pressionarem o governo a convocar todos os concursados que estão na fila de espera e realizar novos concursos. Além disso, vamos reforçar ainda mais a nossa campanha salarial 2022, para que os salários da categoria tenham como referência o Piso Nacional do Professor e o piso regional do estado (para os funcionários). Afinal, sem salários dignos, o esvaziamento da rede só se aprofundará.

MAIS NÚMEROS SOBRE A SEEDUC E A FAETEC

Foi relatado que existem 12.071 concursados aguardando convocação (concursos de 2013 e 2014), além de 910 Inspetores de Alunos (concurso de 2013). A SEEDUC solicitou a autorização para chamar 7.806 concursados, que entrariam nas vagas atuais, substituindo os profissionais falecidos, exonerados e aposentados. Foi informado também que a GLP vai sofrer um reajuste, retroativo a março, e que será pago na folha de abril, pago agora em maio.

Em relação à FAETEC, foi relatado que em 2021, 4.527 professores da FAETEC se aposentaram e que a previsão é de mais 2.890 professores se aposentarem até 2030.

Este é o quadro aterrador, não há outro termo, da educação estadual do estado do Rio de Janeiro, consequência de anos de arrocho salarial e poucos investimentos na área ao longo dos governos. O Sepe vem denunciando esse quadro também há muito tempo, mobilizando a categoria e até mesmo buscando a Justiça para tentar reverter a situação.

Lembrando que no caso da FAETEC, mês passado o governador publicou um decreto visando a tornar aquela rede um braço da escola cívico-militar, em total contradição com a existência da fundação o sindicato não aceita essa imposição.

A direção do Sepe participou desta audiência, tendo ficado na mesa do plenário a coordenadora geral, professora Helenita Bezerra, e de modo on-line também participaram a coordenadora geral, professora Rosimar Silveira (Rosi).