A arte educadora Dione Souza Lins teve a sua proposta escolhida em votação popular pelas redes do Sepe no concurso para a confecção de um “Mural ARTIVISTA” em menção ao Dia Internacional da Mulher (8M).
Intitulada “Nossos passos, nossos olhares, nossas vozes vêm de muito longe!”, a obra de Dione Lins utilizou referências da arte indígena contemporânea, inspirada nos trabalhos das artistas Daiara Tukano e Carmézia Emiliano.
O concurso foi idealizado pela Secretaria de Gênero e Defesa dos Direitos LGBTQIAPN+ do Sepe RJ e contou com a participação de diversas educadoras filiadas de todas as redes de ensino, que apresentaram suas propostas de pintura com objetivo de provocar a reflexão acerca da violência de gênero e/ou demais pautas do movimento feminista.
A votação foi feita pelas redes sociais do sindicato e a vencedora executará o seu projeto de mural em uma escola que enfrente ou tenha enfrentado situações relacionadas à violência de gênero.
A proposta vencedora apresenta os seguintes objetivos:
* Abordar como o papel da mulher na sociedade e na escola precisa ser destacado, valorizado e respeitado.
* Sugerir reflexão para a construção coletiva na luta cotidiana.
* Incentivar o debate, desmistificar conceitos construídos para impor medo e subalternidade em nós, mulheres.
* Criar uma rede que construa memórias de quem fomos, somos e o que queremos para o futuro.
Veja abaixo, um depoimento da vencedora do concurso “Mural ARTIVISTA”, professora Dione Lins, sobre a sua proposta, que ficou em primeiro lugar na votação popular realizada pelas redes do Sepe RJ:
“Como professora artista adquiri, ao longo da minha trajetória, referências em muitas mulheres artistas. Neste projeto, destaco Daiara Tukano e Carmézia Emiliano, ambas da arte contemporânea indígena. Fragmentos de suas obras, ora surgem como camadas em lambe lambe, ora com técnicas do graffiti em formas de grafismos ou stencil.
A proposta é representar e destacar o papel da mulher professora, na nossa sociedade, como ancestral e por isso a referência na obra “Aprendendo” de Carmézia Emilano, 2020, a qual representa um espaço de aprendizagem numa aldeia indígena. Emiliano é de etnia Macuxi e no quadro de giz em sua obra aparece a palavra vovó e sua correlação na língua Macuxi e acrescento a palavra que expressa o sentido de Professora/Educadora também em Macuxi.
Ao mesmo tempo, na obra, além de crianças aprendendo, estão grupos de indígenas trabalhando nos dando a ideia de que o momento de aprendizagem na escola/educação faz parte do cotidiano de forma ampla, coletiva, inter e transdisciplinar.
Destaco no painel a tecelagem com a juta (tecido brasileiro) e com um fio que tece e percorre o tempo que carrega memórias, chegando aos nossos tempos com uma mulher artista do graffiti. No centro, uma mandala com formas orgânicas pintadas, olhos e bocas de mulheres (em lambe lambe), representando nossos olhares, nossas vozes no mundo.
No centro da mandala, o Sankofa, que faz parte de um conjunto de ideogramas chamados Adinkra – de origem africana, representado por um pássaro que volta a cabeça à cauda. O símbolo é traduzido por: “retornar ao passado para ressignificar o presente e construir o futuro”. Aqui, representa a importância de aprendermos com quem veio antes de nós para fortalecer a nossa luta, seja na escola, no sindicato, na vida. A mandala, elementos da natureza e grafismos indígenas são usados através do estêncil (graffiti), na composição que apresenta a cor roxa no fundo e as cores das bandeiras de luta nas questões de gênero e na defesa dos direitos LGBTQIAPN+. Destaco a importância de usar os elementos da natureza como uma forma, também, de afirmar que nós somos a natureza e que tudo está conectado”.

O Sepe/Conceição de Macabu, a Defensoria Pública do RJ (DPRJ) e a Equipe do deputado estadual Professor Josemar (PSOL), da Comissão de Igualdade Racial da ALERJ, estão pressionando a prefeitura de Santa Maria Madalena para a inclusão de cotas para negros (pretos e partos) e indígenas no Concurso Público Municipal de 2025.
A Secretaria de Combate à Discriminação Racial e dos Povos Originários do Sepe-RJ convida os profissionais de educação para uma visita conjunta à exposição “Pretagonismos”, na próxima quinta-feira, às 14h. A mostra está sendo realizada na Galeria BNDES em parceria com o Museu Nacional de Belas Artes. A mostra tem como curador o professor Reginaldo Tobias de Oliveira, que será entrevistado no dia da nossa visita conjunta.
A Secretaria de Combate à Discriminação Racial e dos Povos Originários do Sepe RJ e o Sinpro-Rio convidam a categoria a participar da confraternização de final de ano, na frente do Sinpro, na Praça dos Professores e Professoras (Rua Pedro Lessa, 35 – Cinelândia), onde será realizado o evento “Culminância do Novembro Negro 2024 do Sepe RJ e Sinpro”, no dia 13 de dezembro, próxima sexta-feira, a partir das 18h30.
O Dia Internacional dos Povos Indígenas, dia 9 de agosto, foi criado em 1995 pela ONU e é um instrumento de apoio e de luta pelas causas dos povos originários em todos os países do mundo. A ONU também criou, em 2007, uma Declaração sobre os Direitos dos Povos Indígenas, apresentando um conjunto de direitos universais para as populações indígenas dos diferentes países do globo. A Declaração é composta por 46 artigos, que buscam apresentar todos os direitos básicos das populações indígenas mundiais. Entre os principais pontos defendidos por ela estão: igualdade de condições perante as leis internacionais; autodeterminação dos povos; combate a qualquer tipo de discriminação; direito aos territórios; respeito às cultura, língua e religião tradicionais.
No dia 03 de julho de 1951 o Congresso aprovou a primeira Lei contra o racismo no Brasil, tornando a discriminação racial uma contravenção penal. E, por isso mesmo, o dia 3 de julho foi escolhido para ser o Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial. A Lei 1.390/1951, de autoria do então deputado federal Afonso Arinos foi criada por causa do caso da bailarina americana Katherine Dunham, uma afrodescendente quer foi barrada em um hotel em São Paulo por causa da sua cor de pele. O fato teve grande repercussão no exterior e trouxe à tona a pauta da questão do racismo no país.
O Sepe convoca Os profissionais da educação para a Plenária do Coletivo Estadual de Combate à Discriminação Racial e dos Povos Originários, que acontecerá no sábado, 04/05, às 14h.
A Secretaria de Antirracismo e dos Povos Originários do Sepe realizou uma atividade no dia 20 de abril (sábado) na Aldeia Mata Verde Bonita, em Maricá. Os representantes da Secretaria e convidados foram celebrar com os moradores do local a passagem do dia 19 de abril, Dia dos Povos Indígenas e firmar um compromisso de parceria numa interação e mobilização decolonial, antirracista e de promoção de vida plena aos Povos Originários.