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O mural vencedor do concurso Mural Artivista, promovido pela Secretaria de Gênero e Defesa dos Direitos LGBTQIAPN+ do Sepe em homenagem ao Dia Internacional da Mulher (8 M), já foi instalado no Colégio Estadual Prado Júnior, na Tijuca.
Intitulada “Nossos passos, nossos olhares, nossas vozes vêm de muito longe!”, a proposta da arte-educadora Dione Souza Lins foi a escolhida em votação popular realizada nas redes sociais do Sepe. Para a criação da obra, a artista utilizou referências da arte indígena contemporânea, valorizando a ancestralidade, a resistência e a diversidade das mulheres.
Leia, a seguir, o texto da professora Dione sobre o seu projeto:
“Nossos passos, nossos olhares, nossas vozes vêm de muito longe! Este é o título da proposta aprovada em edital do Sepe, em abril, para a execução de um mural (instalação artística) que aborda o Dia Internacional da Mulher – o 8M.
Realizado na parte interna do Colégio Estadual Antônio Prado Júnior, na Praça da Bandeira, com técnica mista (pintura, colagem, lambe lambe e graffiti).
Como professora artista adquiri, ao longo da minha trajetória, referências em muitas mulheres artistas. Neste projeto, destaco a obra de Carmézia Emiliano, da arte contemporânea indígena.
Começo com a proposta de representar e destacar o papel da mulher professora, na nossa sociedade, como ancestral e por isso a referência na obra “Aprendendo” de Carmézia Emilano, 2020, a qual representa um espaço de aprendizagem numa aldeia indígena. Emiliano é de etnia Macuxi e no quadro de giz em sua obra aparece a palavra vovó e sua correlação na língua Macuxi e acrescento a palavra que expressa o sentido de Professora/Educadora também em Macuxi.
Ao mesmo tempo, na obra, além de crianças aprendendo, estão grupos de indígenas trabalhando nos dando a ideia de que o momento de aprendizagem na escola/educação faz parte do cotidiano de forma ampla, coletiva, inter e transdisciplinar. Destaco no painel a tecelagem com a juta (tecido brasileiro) e com um fio que tece e percorre o tempo que carrega memórias, chegando aos nossos tempos com uma mulher artista do graffiti (o lambe é feito a partir da fotografia da artista grafiteira Thainá Soares)
No centro, uma mandala com formas orgânicas pintadas, olhos e bocas de mulheres (em lambe lambe), representando nossos olhares, nossas vozes no mundo. No centro da mandala, o Sankofa, que faz parte de um conjunto de ideogramas chamados Adinkra – de origem africana, representado por um pássaro que volta a cabeça à cauda. O símbolo é traduzido por: “retornar ao passado para ressignificar o presente e construir o futuro”. Aqui, representa a importância de aprendermos com quem veio antes de nós para fortalecer a nossa luta, seja na escola, no sindicato, na vida.
A mandala e grafismos indígenas são usados através do stencil (graffiti), na composição que apresenta a cor roxa no fundo e as cores das bandeiras de luta nas questões de gênero e na defesa dos direitos LGBTQIAPN+.
Na execução do painel, convidei o amigo e camarada Ricardinho que contribuiu com sua experiência em arte urbana e graffiti, me ajudando a colocar em prática este projeto.”



Na próxima segunda-feira, 11 de maio, às 19h, será realizada a abertura do Ciclo de Debates – Curso de Formação para o Combate à Violência de Gênero e LGBTQIAPN+fobia. O evento é realizado pela Secretaria de Gênero e Defesa dos Direitos LGBTQIAPN+ do Sepe-RJ e contará com a presença da convidada Fernanda Fochi Nogueira Insfran (psicóloga e professora associada do Departamento de Fundamentos Pedagógicos da Faculdade de Educação da UFF, líder do Núcleo de Estudos Interseccionais em Psicologia e Educação e doutora em Psicologia pela UFRJ). Paulo Afonso do Prado e Caroline de Castro, do Sepe-RJ, mediarão a mesa.
A Secretaria de Gênero e Defesa dos Direitos LGBTQIAPN+ do Sepe/RJ está com edital aberto, até o dia 29/3 (próximo domingo) para a confecção de um MURAL ARTIVISTA em menção ao Dia Internacional da Mulher (8M). Podem participar educadoras filiadas de todas as redes, com propostas de pintura que provoquem a reflexão acerca da violência de gênero e/ou demais pautas do movimento feminista.
A Secretaria de Gênero e Defesa dos Direitos LGBTQIAPN+ do Sepe convoca os(as) profissionais de educação para participar do Ato 8M, que será realizado no dia 8 de março (próximo domingo), na Praia de Copacabana, marcando a passagem do Dia Internacional da Mulher. A concentração está marcada para as 10h, na Avenida Atlântica, altura do Posto 3.
Publicamos abaixo, um texto da Secretaria de Defesa dos Direitos Lgbtqia+ do Sepe-RJ para marcar a passagem do Dia Nacional da Visibilidade Trans e Travesti. O texto apresenta uma análise a respeito da questão, lembrando a luta e a conquista de direitos essenciais para o exercício da cidadania e homenageia uma professora da rede municipal do Rio de Janeiro, Arrapha, militante de base do sindicato que faz a diferença junto à comunidade com sua força e garra, enfrentando na pele os desafios diários da violência praticada pelo Estado e pela sociedade.
No dia 07 de dezembro, será realizado o Ato Nacional Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. O protesto será realizado no calçadão da Avenida Atlântica, na altura do posto cinco, com concentração marcada para as 14h. O ato terá abrangência nacional e, no Rio de Janeiro, a Praia de Copacabana foi escolhida como palanque para que os movimentos sociais e a sociedade civil organizada possam erguer a sua voz e exigir o fim da violência de gênero, que se traduz num número absurdo de agressões e feminicídios espalhados por todas as cidades brasileiras.