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O Sepe publicou a edição nº 84 do seu boletim, para a rede municipal do Rio de Janeiro. O informativo convoca a categoria para a assembleia geral do dia 28 de novembro, em defesa de reajuste — as perdas acumuladas entre 2019 e maio de 2026 chegam a 27,22%, segundo o Dieese —, demais pautas econômicas e pedagógicas e contra as violências contra os educadores. A edição também cobra a retomada das negociações com a Secretaria Municipal de Educação.

A publicação traz ainda notícia sobre a Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público  para enfrentar a carência de professores na rede, que também questiona a Lei da Minutagem, e um resumo dos resultados do levantamento do Sepe sobre os impactos da medida. Mais de 2 mil docentes responderam ao formulário e 97,3% disseram que os profissionais de suas escolas estão mais adoecidos.

O boletim traz ainda informações sobre o procedimento aberto pelo MPRJ para apurar denúncia de possível assédio eleitoral na rede; o adiamento da abertura da janela de migração do Plano de Saúde do Servidor Municipal (PSSM); a plenária sobre o Plano Municipal de Educação; e o 45º Encontro Estadual de Aposentadas(os) do Sepe.

Leia e compartilhe o boletim com os profissionais da sua escola

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Os profissionais da Escola Municipal Francisco Jobim (Rua Adriano 310, Todos os Santos) farão uma paralisação no dia 30 de setembro (quarta-feira) para protestar contra a violência, o abandono e a falta de profissionais na unidade escolar. Neste dia, os professores e funcionários irão até a Coordenadoria Regional de Educação (3ª CRE), às 11h30m para denunciar os problemas da EM Francisco Jobim e exigir do órgão e da prefeitura melhores condições de trabalho.

A comunidade escolar tem denunciado o agravamento da violência no cotidiano escolar e a falta de agentes educadores na escola, que poderiam minorar o problema. Mesmo acionadas pelos profissionais a prefeitura e a 3ª CRE não apresentaram respostas efetivas até o presente momento.

Para os profissionais, a situação da escola da rede municipal do Rio de Janeiro chegou a um limite insustentável. Os professores e funcionários denunciam o agravamento dos episódios de violência e a ausência de uma política efetiva da Prefeitura para enfrentar os conflitos que vêm comprometendo o funcionamento da EM Francisco Jobim e colocando em risco a vida de estudantes e trabalhadores.

Dentre as denúncias sobre o cotidiano da violência, os xingamentos, ameaças, agressões, brigas entre estudantes, saídas constantes de sala de aula e enfrentamento aos profissionais que atuam na escola são uma constante.

O resultado disto é que, em determinadas turmas, poucos estudantes consigam efetivamente permanecer em sala e participar das atividades.

A unidade enfrenta também uma grave insuficiência de profissionais. O número de agentes educadores é absolutamente insuficiente para atender às demandas da escola. Hoje, há apenas um profissional efetivamente disponível para acompanhar e organizar os estudantes.

Segundo os profissionais, a equipe da escola já tentou fazer a sua parte, realizando diferentes ações para enfrentar a situação: projetos pedagógicos, intervenções educativas, registros de ocorrências, reuniões com responsáveis, encaminhamentos à rede de proteção e diversas outras iniciativas.

No ano passado, a própria comunidade escolar já havia procurado a Coordenadoria Regional de Educação e apresentado formalmente as dificuldades enfrentadas pela unidade, depois de sucessivas tentativas de diálogo.

Mesmo assim, os problemas permanecem e vêm se agravando.
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Mais uma operação policial no Complexo da Maré, no início da manhã de ontem (28) deixou pelo menos 16 pessoas baleadas e pelo menos três homens mortos, após diversos tiroteios e apreensão de grande quantidade de armamento e drogas. Por causa desta operação, informações da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro dão conta que 41 escolas municipais não abriram ontem. Também fecharam as portas 4 unidades de saúde básica na região.

Das 13 pessoas feridas a bala durante a operação policial e os confrontos com os traficantes locais, dois adolescentes, de 15 e 12 anos ficaram feridos e foram atendidos em hospitais públicos da região.

O Sepe lamenta a perda de vidas e os confrontos em localidades mais carentes que sempre resultam em ferimentos e, muitas vezes na morte de inocentes. Mais ainda quando se trata de jovens em idade escolar que tombam em meio aos tiroteios que acontecem neste tipo de operação, muitas vezes mal planejadas e em horários de circulação da população a caminho do trabalho ou das escolas.
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Um levantamento realizado pelo Sepe com 2.008 professores e professoras da rede pública municipal de ensino do Rio de Janeiro mostra uma realidade crítica dos efeitos da chamada “minutagem” — criada com a Lei Complementar Municipal 276/2024, de autoria do então prefeito Eduardo Paes, implementada em 2025, na gestão de Renan Ferreirinha, e que alterou as atribuições e a jornada de trabalho da categoria docente, sem a correspondente valorização remuneratória e sem a preservação adequada do tempo destinado às atividades extraclasse, como planejamento, preparação de aulas, avaliação e formação continuada.

A coleta de dados foi realizada no site do Sepe ao longo de 21 dias, entre 12 de agosto e 1º de setembro de 2026. Diante da dimensão e da gravidade das constatações, o sindicato encaminhará o relatório ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

O documento deverá subsidiar a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pela 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Proteção à Educação da Capital, que questiona a constitucionalidade da lei e busca enfrentar a carência de docentes na rede. Inclusive, dados iniciais dessa pesquisa do Sepe já foram usados pelo MP para a produção da referida ação. 

Baixe aqui o relatório completo (PDF)

PERFIL DOS PARTICIPANTES

A pesquisa abrangeu profissionais de diferentes etapas da Educação Básica, com expressiva predominância dos anos finais do Ensino Fundamental:
– Ensino Fundamental II (EF2): 68,8%;
– Ensino Fundamental I (EF1): 27,4%;
– Educação Infantil (EI): 3,2%;
– Educação de Jovens e Adultos (EJA): 3%;
– Educação Especial: 0,5%;
– Outros segmentos: 0,2%.

A questão permitia múltiplas respostas, pois um mesmo participante poderia atuar em mais de um segmento.

Em relação ao perfil demográfico, 58,6% das pessoas participantes declararam-se mulheres cisgênero.

PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO E PERDAS FINANCEIRAS

A implementação da norma alterou drasticamente a rotina dos profissionais e das unidades escolares. Segundo os dados:
– 27,9% dos professores foram transferidos ou passaram a trabalhar em mais de uma unidade da rede;
– 84,8% afirmaram que a minutagem causou muito muito impacto na rotina familiar;

– 77% avaliaram que sua situação profissional ficou “muito pior” após a medida;
– 97% consideraram que sua situação profissional ficou “pior” ou “muito pior”.

O impacto econômico também atingiu a categoria de forma expressiva: 93% dos docentes relataram alguma perda financeira. Desse total, 30,1% passaram a gastar mais com deslocamento; 29,6% perderam a dupla regência; e 24,7% deixaram de ministrar aulas particulares por falta de tempo.

REDUÇÃO DO TEMPO EXTRACLASSE E PREJUÍZO À QUALIDADE DO ENSINO

Um dos pontos centrais denunciados pelo levantamento é o estrangulamento das horas dedicadas à preparação pedagógica. Após a implementação da minutagem, 63% dos professores passaram a não ter o tempo extraclasse plenamente garantido dentro da unidade escolar.

Como consequência direta:
– 62,7% avaliaram que a qualidade das aulas foi muito prejudicada;
– 86,4% apontaram como principal motivo para a queda no desempenho em sala de aula o cansaço e o esgotamento físico e mental. Em segundo lugar, com 78,2%, foi apontada como razão a piora no planejamento das aulas e atividades em razão da redução do tempo disponível;
– 87,9% relataram aumento da pressão e das cobranças por documentos, metas, relatórios e outras demandas nas escolas.

ADOECIMENTO GENERALIZADO E AUMENTO DO DESEJO DE DEIXAR A REDE

O estudo acende um grave alerta sobre as condições de saúde física e mental dos profissionais. Para 97,3% dos participantes, os profissionais docentes de suas unidades de ensino estão mais adoecidos após a minutagem.
– 92,8% afirmaram que sua saúde mental foi bastante ou muito afetada;
– 68,9% declararam que a saúde mental foi muito afetada; enquanto 50% relataram que a saúde física foi muito afetada;
– 43,9% dos que responderam precisaram tirar licença de saúde após a implementação da medida.
Além disso, 91,7% dos participantes observaram aumento das ausências, faltas, licenças e exonerações em suas unidades.

Esse cenário também gerou uma insatisfação generalizada quanto à permanência no serviço público municipal: 92,6% dos educadores afirmaram que pensam em deixar a rede “com alguma frequência”, “com bastante frequência” ou “o tempo todo”. Esse mesmo percentual, antes da minutagem, era de 50,6%, segundo o levantamento.



Um dado alarmante é o do percentual de professores que afirmam pensar “o tempo todo” em deixar a rede municipal, que saltou de 1,7%, antes da implementação da lei para 40,1% após a minutagem.

O Sepe está preparando e divulgará em momento posterior uma seleção mais ampla dos depoimentos enviados na pesquisa, sob anonimato, bem como cruzamentos de dados, como por gênero.

Baixe aqui o relatório completo

 

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O Sepe convoca os profissionais da rede municipal RJ para a assembleia geral híbrida, que será realizada no próximo sábado, dia 26 de setembro, às 10h.

A parte presencial do evento acontecerá no Auditório Marco Tulio Paolino, no Sepe-RJ (Rua Evaristo da Veiga, nº 55 / 7º andar – Centro – RJ).

Para participar on-line, bastar acessar: https://rio.seperj.info

Veja os temas que serão discutidos na plenária do município do Rio:

Vale congelado em R$ 12; Minutagem; Adoecimento; Perdas;  Tempo da pandemia congelado;

PAEIs sem o piso na carreira; Educação Infantil sem enquadramento; Funcionários(as) desvalorizados(as); Aeis sem enquadramento como professoras; AEE: formação para lidar com alunos especiais e enquadramento no PCCS.

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A Secretaria de Saúde do Sepe convoca a categoria para a atividade “Enfrentando o esgotamento profissional nas escolas do Rio de Janeiro”.

O evento marca o início de uma iniciativa do Sindicato com o Instituto de Psicologia da UERJ, através do programa de extensão organizado pelo Professor Felipe Salvador Grisolia, docente do instituto.

A parceria tem o objetivo de montar grupos de discussão para identificação de problemas relacionados ao cotidiano escolar e as causas do adoecimento da categoria, bem como elaborar formas de intervenção no espaço.

Serviço:

Data: 6 de outubro

Horário: 18h

Local: Auditório do Sepe (Evaristo da Veiga, 55, 7° andar)

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A Regional IX do Sepe-RJ realiza, no dia 30 de setembro, às 17h, um ato local em defesa da educação. A mobilização será realizada no centro de Santa Cruz, na estação de BRT, na entrada da linha Alvorada, em frente às Casas Pedro.

A atividade reunirá profissionais da educação e a comunidade para defender a educação pública e reivindicar melhores condições para trabalhadores e estudantes.

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O Sepe realizou no início da tarde desta quinta-feira (03/09), um abraço simbólico na Escola Municipal Orsina da Fonseca, na Tijuca, Zona Norte do município do Rio de Janeiro. O ato contou com a presença de profissionais da escola e alunos, além de educadores de outras escolas e da direção do Sepe Estadual e de regionais. Um grande cordão foi feito em frente à escola, com a comunidade pedindo o fim da violência. O sindicato também distribuiu panfletos e adesivos na troca de turno.

A escola foi o local de uma agressão contra um professor no dia 10 de agosto, na qual um aluno esfaqueou o profissional. O caso só não teve piores consequências porque o estudante foi detido pelos próprios colegas que o dominaram, impedindo a continuação dos ataques.

Infelizmente, não é um caso isolado. Na mesma semana, uma professora contratada foi vítima de agressões em sala, por um aluno, após ter pedido silêncio. A docente ainda precisou permanecer trabalhando até o final da manhã.

O ato na Orsina da Fonseca também marcou o lançamento da campanha Basta de violências contra quem educa! Pela valorização, contra a precarização e o adoecimento dos profissionais de educação das escolas municipais. O sindicato denuncia as diversas violências, resultado da política de ataques à educação implementada pelo ex-prefeito Eduardo Paes e seu então secretário de Educação – política que continua sendo implementada na atual administração, de Eduardo Cavalieri.


Confira mais imagens do protesto, no instagram do Sepe

 
 
 
 
 
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A 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Proteção à Educação da Capital, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) contra a prefeitura do Rio de Janeiro com o objetivo de enfrentar a carência de professores na rede municipal de ensino.

A ACP também questiona a constitucionalidade da Lei Complementar Municipal nº 276/2024, mais conhecida como Lei da Minutagem. De acordo com a ação, a lei ampliou atribuições e a carga de trabalho dos professores sem a correspondente valorização remuneratória e sem a preservação adequada do tempo destinado às atividades extraclasse, como planejamento, preparação de aulas, avaliação e formação continuada.

Destaque-se a iniciativa do Sepe, que se reuniu, no dia 27 de julho, com a promotora da 1ª Promotoria da Educação, Rosana Cipriano, para tratar especialmente do cumprimento do 1/3 de planejamento, os impactos da chamada “minutagem” e a necessidade de convocação de concursos públicos. Já em agosto, o Sepe apresentou ao MPRJ os dados parciais do levantamento realizado pelo sindicato sobre os impactos provocados pela “minutagem” nas escolas. O sindicato irá entregar ao Ministério Público o relatório final do levantamento, que já conta com a participação de mais de 2 mil professores.

INVESTIGAÇÃO DO MPRJ

Para fazer a ação, além dos subsídios do Sepe, o MPRJ contou com a investigação feita pelo Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Tutela Coletiva da Educação (CAO Educação), na educação municipal.

O MPRJ também destaca a falta de professores e de como o aumento das exigências sobre os docentes tem contribuído para o adoecimento físico e mental da categoria – uma denúncia feita pelo Sepe. Com isso, o aumento dos afastamentos agrava ainda mais a carência de profissionais e a sobrecarga dos docentes que permanecem em atividade.

Segundo o MPRJ, a falta de profissionais é um problema estrutural que vem se repetindo ao longo dos anos e compromete o direito à educação. A ação também cobra maior transparência da Secretaria Municipal de Educação (SME-RJ) em relação aos dados sobre a lotação de professores. Para o Ministério Público, a falta de publicidade dessas informações dificulta o acompanhamento da política educacional e o controle social.

O MP, na ação, lembra, também, que a situação afeta diretamente os estudantes, prejudicando a continuidade das atividades pedagógicas, o planejamento e o acompanhamento individualizado dos alunos.

Com a ação, segundo o site do MPRJ, a instituição esclarece que “busca assegurar não apenas a recomposição do quadro de professores, mas sobretudo a construção de uma política pública permanente, racional e transparente, capaz de garantir estabilidade, continuidade e qualidade à educação pública municipal e de promover a efetiva valorização dos profissionais da educação” – leia a matéria no site do MP.
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O Departamento Jurídico do Sepe apresenta uma importante atualização sobre o processo judicial que exige a nomeação dos aprovados no concurso de 2019 para Professor Adjunto de Educação Infantil (PAEI).

  1. O que estamos cobrando na Justiça?

Entramos com uma Ação Civil Pública contra a prefeitura do Rio de Janeiro para barrar as contratações temporárias irregulares. O nosso objetivo é garantir que as vagas nas escolas sejam preenchidas pelos candidatos que foram aprovados no concurso público e estão no cadastro de reserva, valorizando a carreira e a educação pública.

  1. Vitória importante: O Ministério Público está do nosso lado!

Tivemos um grande avanço no processo. O Ministério Público (MP) analisou o nosso pedido e deu um parecer favorável aos concursados. O MP concordou que a prefeitura agiu de forma ilegal ao abrir processos seletivos para temporários enquanto ainda havia prazo de validade do concurso e profissionais aguardando convocação. Com isso, o MP pediu à Justiça que condene o Município a nomear os professores adjuntos aprovados.

  1. Onde está o processo agora?

O nosso processo foi transferido para a 9ª Vara de Fazenda Pública. Isso aconteceu por um motivo positivo: a Defensoria Pública também entrou com uma ação semelhante, cobrando a falta de professores. A lei determina que processos parecidos sejam julgados juntos pelo mesmo juiz. Isso une forças e evita decisões contraditórias.

  1. Próximos Passos

O nosso Jurídico continuará atuando com firmeza, agora na 9ª Vara, para que o juiz dê logo uma decisão, obrigando a prefeitura a convocar os aprovados. Seguimos vigilantes e manteremos a categoria informada sobre cada novo passo dessa luta.

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