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O Sepe RJ publica um estudo do Departamento Jurídico (DJ) do sindicato a respeito do não pagamento do Acordo de Resultados de 2024, comumente denominado como uma espécie de 14º salário pela categoria, que deixou de ser creditado pela prefeitura do Rio de Janeiro para parte dos professores e funcionários no dia 30 de dezembro de 2025. O Sepe contestou em nota publicada em nosso site no dia 30 de dezembro a exclusão dos profissionais que fizeram a greve da rede municipal em 2024 e aqueles que tiveram que se ausentar do trabalho por causa de licenças-médicas (adoecimento ou acidente de trabalho e demais casos omissos).

O não pagamento para esta parte dos profissionais gerou uma série de protestos no final do ano e motivou o sindicato a realizar reunião extraordinária nesta segunda-feira, dia 05 de janeiro, para discutir o assunto. A direção também marcou um ato, com Protocolaço, para o dia 7 de janeiro, na prefeitura, às 10h para exigir o pagamento para todos e o fim da política de punição do prefeito Eduardo Paes e do secretário Renan Ferreirinha contra aqueles que lutam por direitos e valorização profissional.

Veja abaixo o parecer do DJ do Sepe sobre a questão:

Questionado pela direção do sindicato sobre a entrada com um pedido de liminar durante o plantão judiciário, que vai até o dia 20 de janeiro, para questionar o não pagamento do Acordo de Resultados para toda a categoria, o DJ do Sepe esclarece o seguinte:

1 – Diante das repetidas ações antissindicais da parte da prefeitura do Rio de Janeiro contra os profissionais de educação e que ferem a liberdade e autonomia sindical e o direito de greve garantidos pela Constituição de 1988 e definido pela Organização Mundial do Trabalho como um dos direitos fundamentais do trabalhador, o sindicato  pode entrar com uma interpelação judicial, primeiro junto à prefeitura, à Secretaria Municipal de Educação (SME RJ) e à comissão de avaliação responsável pela premiação por resultados para que eles justifiquem, ou não, as razões para o não pagamento do benefício para parte da categoria.

2 – O DJ do Sepe lembra que, por conta da Resolução 244 do Conselho Nacional de Justiça, o expediente do Poder Judiciário se encontra em recesso de 20 de dezembro a 20 de janeiro, período no qual  está garantido somente o atendimento aos casos urgentes por meio dos plantões judiciários, que só atendem aos pedidos de medidas de caráter de urgência. E que o caso do não pagamento do Acordo de Resultados não se enquadra no rol de atribuições do referido plantão. O DJ lembra que no caso presente é necessária a produção de provas para saber o total e quem são os profissionais que ficaram de fora da gratificação para garantir a ampla defesa e permitir que as partes apresentem as evidências para o juiz que for designado para julgar a questão. Veja no link abaixo o formulário eletrônico disponibilizado no nosso site para preenchimento dos profissionais não contemplados:

https://forms.gle/qhgrGNCDCqoWjWPr8

3 – Diante do exposto e da gravidade da punição infligida pela prefeitura e pela SME RJ aos profissionais e pela Justiça se encontrar em pleno recesso forense, o Jurídico do Sepe ratifica a necessidade do protocolaço individual e o protocolo institucional a serem realizados no dia 7 de janeiro para garantir política e juridicamente a devida reparação aos educadores, que não podem ser penalizados pelo exercício do legítimo direito de greve e, também do afastamento do trabalho mesmo portadores de licenças médicas.

Leia nota do Sepe a respeito do não pagamento do Acordo de Resultados no link do site do Sepe abaixo:

https://seperj.org.br/nota-do-sepe-rj-de-repudio-a-politica-de-exclusao-de-paes-e-ferreirinha-que-pune-quem-luta-aposentados-e-quem-adoece-no-exercicio-do-trabalho/

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A empresa terceirizada pela prefeitura do Rio de Janeiro Agile Serviços Especializados, integrante do Consórcio Alimentar, colocou uma série de merendeiras de aviso prévio para posterior demissão. O fato ocorreu na véspera do ano novo e esta empresa que já foi investigada por acusações de irregularidades trabalhistas continua prestando serviços para a prefeitura do Rio.

De acordo com denúncias recebidas pelo Sepe, o objetivo da demissão destas profissionais é o de substituição por outras trabalhadoras, contratadas de acordo com interesses políticos, visando as eleições do próximo ano. Ainda conforme as denúncias que têm chegado ao sindicato, muitas delas estariam sendo obrigadas a fazer vídeos de agradecimento depois da sua admissão.

O Sepe já está apurando os fatos e está apoiando as profissionais demitidas, que irão participar do protesto da rede municipal na prefeitura, na quarta-feira (dia 07 de janeiro), às 10, na prefeitura. Neste protesto, seguido de um Protocolaço, a categoria vai cobrar o pagamento do 14º salário para todos os profissionais das escolas municipais e o fim do revanchismo contra aqueles que lutam por uma escola pública municipal de qualidade e valorização para a categoria. Neste dia, também denunciaremos as demissões destas profissionais terceirizadas da cozinha das escolas.

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Com respeito ao ataque americano contra a Venezuela na madrugada do dia 03 de janeiro, que resultou no sequestro do presidente Nicolas Maduro e sua esposa Cilia Flores e na morte de mais de 80 pessoas, as Frentes Povo sem Medo, Brasil Popular e Frete de Esquerda Anti-imperialista em Solidariedade à Venezuela e outras entidades do movimento social convocam para um ato que será realizado nesta segunda-feira, dia 05 de janeiro, a partir das 16h, na Cinelândia em solidariedade ao povo venezuelano e pela libertação do presidente deste país e sua companheira.

O ato contra o imperialismo americano, denominado “Fora Trump – Venezuela se respeita!” visa denunciar a política imperialista do presidente americano Donald Trump e a investida criminosa dos Estados Unidos sobre um país soberano para assumir a gestão das reservas de petróleo venezuelano, as maiores do mundo, com mais de 300 bilhões de toneladas de reservas em seu território e costa e depor seu presidente. As manifestações contra a agressão das forças armadas americanas e em defesa da Venezuela também estão marcadas para serem realizadas hoje (05) em diversas capitais do país.

 

 

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O Departamento Jurídico (DJ) do Sepe já está preparando um ofício solicitando uma audiência com o governo municipal para deixar clara a nossa posição contra tal tipo de política punitiva e excludente contra os profissionais das escolas municipais que lutam, assim como para com os que se encontram de licença médica e os aposentados.

Também realizaremos uma reunião da direção do sindicato, no dia 05 de janeiro de 2026, para avaliar as medidas judicias cabíveis contra este ataque de Paes e Ferreirinha. Nesta reunião, será construído um documento para ser protocolado na SME, no dia 7 de janeiro, às 10h e convocamos a categoria para participar deste protesto para reivindicar o pagamento imediato do 14º salário para todos, sem exceções.

Convém lembrar que, ao longo de 2025, o Sepe teve diversas iniciativas em busca de diálogo com a prefeitura, todas sem resposta. Foi solicitado, por exemplo, o abono das faltas relativas à greve tanto à justiça quanto ao executivo em vários ofícios. Essa ausência do código de greve, que a rede estadual possui, mas o município não, é de responsabilidade exclusiva da prefeitura que se nega a garantir esse direito aos servidores municipais. Pontuamos, ainda, que durante o ano de 2025, o Sepe por diversos meios institucionais entregou a pauta de negociação junto à Prefeitura e jamais obteve qualquer resposta. O Sepe já tem uma ação judicial que continua correndo e o DJ agora se prepara para recorrer à segunda instância.

O Sepe RJ seguirá mobilizado para garantir que nenhum direito seja retirado e que a educação pública seja tratada com dignidade. E seguiremos denunciando mais esta atitude antissindical da prefeitura. Nenhum direito a menos. GREVE É DIREITO. Valorização já!
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