Recepção: (21) 2195-0450. Agendar atendimento no Jurídico: (21) 2195-0457 / 0458 (11h às 16h).

O Departamento Jurídico do Sepe informa aos profissionais da rede estadual que se aposentaram nos últimos 5 anos e trabalharam em Regime Especial de Trabalho (RET) nos anos de 1994, 1995, 1996, 1997 e/ou 1998, que eles podem ter direito à incorporação da gratificação para quem atuou neste regime de carga horária nas suas aposentadorias.

O que o(a) profissional de educação deve fazer?

Resposta: siga o passo a passo listado a seguir:

1° passo: Verifique se seus contracheques de 1994 a 1998 possuem a rubrica RET ou Encargos RET. Se constar este tipo de lançamento nos contracheques, vá para o segundo passo.

2° Passo: Providencie os documentos abaixo:

– Comprovante de filiação ao SEPE/RJ;

– Identidade e CPF;

– Comprovante de residência;

– Diário Oficial da publicação da aposentadoria;

– Contracheques de 1994 a 1998;

– Três últimos contracheques para análise do pedido de gratuidade de justiça;

Se o profissional for portador de doença grave, deverá trazer um laudo médico correspondente recente.

3° Passo: Após providenciar a documentação entre em contato com o Departamento Jurídico do Sepe, no fone: (21) 2195-0457, e agende seu atendimento, de forma virtual, com a dra. Juliana que irá atender durante todo o mês de março, às quintas-feiras, das 10h às 17h.

Quando posso ligar para agendar?

Resposta: a partir de segunda-feira, dia 02 de março, às 10h.

ATENÇÃO: no momento, o Sepe está com suas linhas telefônicas sem funcionar desde o dia 19/02 – incluindo a que disponibilizaremos para essa questão do RET. A empresa telefônica responsável informou que as linhas voltarão a funcionar até sexta-feira, dia 27/02. No entanto, caso o problema persista, informaremos à categoria como se dará o contato.

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A prefeitura de Santa Maria Madalena, na Região Serrana do estado do Rio de Janeiro, tentou impossibilitar o trabalho de base do Sepe na Abertura do ano letivo, dentro de Creches e Escolas Públicas – inclusive com a absurda chamada da Polícia Militar para intimidar diretores(as) do sindicato. Provocado pelo Sepe, o Ministério Público do Trabalho (MPT) conseguiu fazer justiça e obrigar a prefeitura a assinar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) para garantir a liberdade sindical na Rede Municipal de Educação.

O Núcleo do Sepe, com sede no município de Conceição de Macabu, vizinha a Santa Maria Madalena, agradece ao MPT, que ao longo desses últimos 12 meses realizou um trabalho sério, através de investigações e proposições de acordos com previsão de multas para a prefeitura mediante descumprimentos e ou novas ameaças a liberdade sindical.

O Sepe segue firme na luta por democracia através da nossa organização sindical.

Informe do Sepe Núcleo Conceição de Macabu.
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A secretária estadual de Educação, Roberta Barreto, foi exonerada nesta terça-feira (24) pelo governador Cláudio Castro. Após uma gestão de três anos, a saída de Barreto faz parte de um rearranjo nos quadros da SEEDUC, iniciada em 27 de janeiro, com a exoneração de 23 assessores da Subsecretaria de Gestão de Ensino em meio a uma disputa pelo comando do órgão. Barreto foi indicada pelo ex-presidente da ALERJ, deputado Rodrigo Bacellar (UNIÃO), rompido com o governador desde o ano passado e afastado do cargo por decisão do STF por suspeita de vazamento de informações sobre operações policiais no caso da prisão do ex-deputado TH Jóias. Para o lugar da secretária exonerada foi indicada a assistente social Luciana Martins Calaça, que deixa o cargo de presidente da Fundação Leão XIII para assumir a pasta da Educação.

Luciana foi candidata a deputada federal nas últimas eleições pelo REPUBLICANOS, mas não se elegeu. Informações apontam que ela foi indicada pelo deputado federal Altineu Cortes, uma das lideranças do PL no estado, num movimento mais amplo de ocupação de espaços estratégicos pelo partido do governador em órgãos da administração direta do estado do Rio de Janeiro.

Roberta afirmou que a sua exoneração foi realizada a pedido, para se candidatar nas eleições de outubro deste ano para a Assembleia Legislativa. Mas a troca já vinha sendo especulada desde o ano passado por causa da disputa de Cláudio Castro com o ex-presidente da ALERJ. A SEEDUC deve passar por uma reformulação nos seus quadros com a substituição da assessoria por nomes ligados ao partido.

A gestão de Roberta Barreto foi marcada por escândalos com investigações do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Ministério Público (MPE) sobre compras superfaturadas de livros paradidáticos, kits de robótica e aluguel da nova sede da Secretaria, na Cidade Nova. Todas as denúncias envolveram gastos de milhões de reais, e denúncias de irregularidades nos processos de compra. Seu nome também esteve ligado ao escândalo de gastos no CEDERJ, tendo sido uma das nomeadas em cargos secretos, no esquema que pode custar o cargo de Cláudio Castro.

O escândalo mais recente, que teve ampla cobertura da imprensa pouco antes do carnaval, envolveu a contratação de empresas de fachada para reformas nas escolas estaduais, através do Sistema Descentralizado de Pagamento, ao custo de R$ 1 bilhão nos últimos dois anos. Por meio destas contratações, algumas das empresas de construção civil e reformas que ganharam a concorrência possuem o mesmo dono, endereço, consultor e engenheiro. Nas denúncias, o genro da secretária, Yurie Ormond Andre, bombeiro, e outro oficial da corporação, o capitão bombeiro Marcelo da Silva Reis, são apontados como envolvidos no esquema. Enquanto o gasto neste tipo de reforma cresceu de forma exponencial, as escolas seguem com problemas estruturais crônicos, incluindo a cruel ausência de climatização nas escolas.

Roberta Barreto deixa o cargo com saldo bastante negativo. Questões importantes para a categoria não tiveram resposta ou solução por parte da Secretaria, a começar pela pauta econômica. Nossa categoria recebe um dos piores salários do País e parte dos professores e funcionários está hoje com vencimentos-base abaixo do salário mínimo nacional. Desde a greve da rede estadual de 2023, Roberta, junto com o governador Cláudio Castro, vem afirmando que não é possível pagar o piso nacional nas carreiras ou melhorar os salários, aprofundando a situação de perdas históricas que afeta profissionais da ativa e aposentados da educação. Ao mesmo tempo, recursos da Educação e do Fundeb eram comprometidos.

Do ponto de vista pedagógico, sua gestão foi marcada pelo grave retrocesso com a implementação da aprovação automática, que mascara os dados para permitir que o Estado alcance melhores posições em indicadores nacionais. No mesmo modo que, no apagar das luzes de sua gestão, criou o Diário de Classe Eletrônico, sem garantir condições e sob ameaça para quem deixar de lançar as notas. Uma gestão que adiou a implementação de uma nova grade para o Ensino Médio, com a volta das disciplinas, após a mudança no Congresso Nacional, mesmo com o Sepe e movimentos de Educação terem apresentado proposta alternativa para nova grade que garantisse a qualidade e a oferta das disciplinas em todos os anos e com o mínimo de dois tempos, tema que inclusive fez parte de acordo judicial de greve.

Sua gestão foi marcada pelo aprofundamento da crônica carência de profissionais nas escolas, como professores, inspetores e porteiros; ampliada pela ausência de concurso público – o último foi há 10 anos. A migração de parte dos professores para a jornada de 30 horas, o que poderia ampliar a presença em sala, não parece ter sido suficiente para mitigar a carência, sendo apenas um novo destino para os tempos ocupados por GLPs. Em vez de convocar o banco de aprovados e iniciar a preparação de novos concursos, Barreto escolheu ampliar a terceirização e precarização, começando o ano anunciando 1.750 contratos temporários, visando atingir o percentual de 30% de temporários na rede aprovado pela Alerj.

Compromissos não cumpridos

Há temas nos quais sua gestão vinha negociando, inclusive com grupos de trabalho e compromissos assumidos com a categoria, mas que a gestora deixa pendente. Como a regularização da situação funcional dos animadores culturais; a migração dos servidores da antiga FAEP aos quadros da FAETEC, e o abono funcional de dias de greves e paralisações, inclusive descontados indevidamente, e as férias no mesmo período das redes municipais.

Do ponto de vista pedagógico, destaca-se ainda em sua gestão o aumento da perseguição política a educadores, com a instalação de uma corregedoria formada por militares, que levou a uma média de uma sindicância aberta a cada dia e culminando em punições e na demissão do professor João Paulo Cabrera. Perseguição que pode ser intensificada com a chegada na pasta de um partido que defende projetos marcadamente antidemocráticos e contra a liberdade de cátedra dos profissionais de educação como o chamado “Escola sem Partido” e o projeto das escolas cívico militares, pautas defendidas pelo presidente da Comissão de Educação da Alerj.

Nova gestão

O Sepe acompanha o processo de redesenho e reformulação dos quadros da Secretaria de Educação e vê com preocupação o fato de fatores políticos estarem, mais uma vez, tendo prioridade na hora da composição e estruturação do órgão. Outro ponto negativo, no nosso entender é o fato da nova secretária anunciada não integrar a categoria: ela é assistente social, formada pela UFRJ e esteve como presidente da Fundação Leão XII desde dezembro de 2022, tendo pautado a sua experiência profissional na área social e não na educacional.

Esperamos que, ainda assim, a nova gestão se paute pela negociação efetiva com a categoria e iniciativas que busquem a valorização dos profissionais e a qualidade do ensino.

O sindicato também espera que as investigações envolvendo os escândalos da atual gestão, como os acima mencionados, tenham prosseguimento e que as denúncias de corrupção na SEEDUC sejam apuradas e que todos os responsáveis sejam punidos com o rigor da lei.
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O Sepe informa que as linhas telefônicas que compõem a mesa do sindicato, que se encontram sem funcionar desde o dia 19/2, se encontram em processo de manutenção. O problema continua impossibilitando o recebimento e a realização das chamadas e o reparo para religação das linhas já foi solicitado.

O prazo dado pela companhia telefônica é de 72 horas a contar de hoje, dia 24/2, para regularização do nosso sistema de telefonia. O sindicato pede desculpas pelo problema e aguardamos a regularização no mais breve tempo possível.

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O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) julgou, nesta segunda-feira, (23/02), o dissídio coletivo da greve dos profissionais de educação da rede municipal de Macaé, realizada em junho de 2024. Na análise da Secretaria de Assuntos Jurídicos do Sepe, o sindicato obteve uma vitória parcial, com o reconhecimento da pertinência do direito de greve exercido pela categoria.

Mesmo com o TJRJ mantendo decisões anteriores contrárias à categoria, o julgamento abriu a possibilidade de o Sepe recorrer para que a prefeitura devolva os 12 dias descontados durante a paralisação dos profissionais de educação de Macaé. Infelizmente, a Justiça em nosso estado tem se mostrado bastante refratária ao direito de greve dos servidores públicos. Ainda assim, a abertura ocorrida no julgamento de hoje cria uma possibilidade de recurso.

O Sepe Central e o Núcleo do Sepe Macaé, acompanhados pelo Departamento Jurídico, estiveram presentes na sessão e aguardarão a publicação dos votos dos desembargadores para definir como se darão os recursos do sindicato, com o objetivo de garantir a devolução dos valores descontados e corrigir, ao menos em parte, a injustiça cometida contra aquela rede municipal, que entrou em greve em defesa de seu direito legítimo e constitucional de reivindicar melhores condições de trabalho.

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Com base em decisão proferida em fevereiro deste ano pela 10ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), reconhecendo o direito à redução de carga horária de trabalho para conciliação da mesma com as terapias e consultas médicas necessárias ao desenvolvimento do filho de uma profissional de educação com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o Sepe RJ, por meio do seu Departamento Jurídico (DJ), levanta uma questão importante para aqueles(as) profissionais pais ou responsáveis por menores com a mesma condição sobre o direito à jornada de trabalho reduzida, sem diminuição da remuneração, para o acompanhamento do tratamento de seus filhos.

O DJ do Sepe chama a atenção da categoria para este direito para conciliação com acompanhamento de terapias e consultas médicas necessárias. Para tanto, a Constituição Federal, em seu artigo 227, parágrafo 1º, diz que é garantida a proteção, com absoluta prioridade, à criança e ao adolescente, em especial aqueles com deficiência.

O Jurídico do sindicato lembra que é importante sublinhar que a pessoa com Espectro Autista é considerado, para todos os efeitos legais, pessoa com deficiência, nos termos do parágrafo 2º do artigo 1º da Lei nº 123.764/2021, que instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA.

No âmbito da Rede da Capital, a redução de 50% da carga horária de trabalho do servidor municipal está expressamente prevista pelo artigo 177, da Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro e pelo artigo 1º da Resolução CVL 166/193, que diz o seguinte: “são assegurados aos servidores públicos do Município: redução de 50% da carga horária de trabalho do servidor municipal, responsável legal, por decisão judicial com deficiência ou de patologia que levem à incapacidade temporária ou permanente”.

O DJ destaca que, mesmo que não houvesse no município do Rio de Janeiro previsão legal do benefício, o Supremo Tribunal Federal, em julgamento do Recurso Extraordinário nº 1.237.867, com repercussão geral reconhecida, firmou entendimento no sentido da possibilidade de redução da jornada de trabalho do servidor público que tenha filho dependente com deficiência, aplicando em caso de omissão legislativa, por analogia, a Lei nº 8.112/1900 (Tema 1097), cumprindo ao poder público facilitar e incentivar a adoção de todas as medidas necessárias para garantir a efetivação desses direitos fundamentais em favor da pessoa com deficiência e sua família.

O DJ também lembra que o próprio Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro já se manifestou em algumas ocasiões de forma favorável à concessão do benefício da redução de carga horária em casos deste tipo.

O Departamento Jurídico do Sepe se coloca à disposição da categoria para assegurar a possibilidade de reivindicação da redução da carga horária para estes tipos de caso de acompanhamento de menores diagnosticados com TEA.

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