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O Sepe preparou nova edição do seu boletim (Edição 74), voltado para a rede estadual de ensino. A publicação convoca a paralisação do dia 09 de abril, com assembleia pela manhã no Clube de Engenharia e ato público às 14h na Alerj. O boletim traz ainda texto sobre a renúncia de Cláudio Castro e a disputa em torno do mandato tampão, artigo sobre audiências com a Seeduc e a cobertura do ato unificado do funcionalismo. Baixe o PDF e compartilhe com os grupos de escola>>

 

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No dia da mentira, 1º de abril, os profissionais da rede estadual vêm denunciar para a população fluminense as mentiras do ex-governador Cláudio Castro, um verdadeiro campeão neste quesito. Castro renunciou no dia 23 de março, às vésperas do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que culminou com sua condenação e o tornou inelegível por oito anos. Mas a manobra, que tinha por objetivo escapar da cassação do mandato e manter a estrutura de poder para garantir a sua eleição ao senado e a manutenção de políticos da extrema direita no comando da ALERJ e do Palácio Guanabara, com vistas à uma vitória nas próximas eleições de outubro, acabou barrada pelo Supremo Tribunal Federal e se encontra sub judice.

Baixe aqui o panfleto do dia da mentira!

Antes de fugir pela porta dos fundos do Palácio Guanabara, o ex-governador manteve as mentiras com as quais tentou enganar os servidores estaduais durante todo o seu mandato, arrochando salários do funcionalismo e colocando a culpa no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), na falência do Tesouro do Estado e na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Ao término da sua gestão, só a Educação acumula perdas que tornariam necessário um reajuste salarial de mais de 55% para recuperar o poder de compra de 1º de julho de 20214.

Vejamos algumas das mentiras de Castro:

Mentira!  O calote da recomposição:

No final de 2021, ele fez um acordo com os deputados na ALERJ e anunciou uma recomposição de 26,5% para cobrir as perdas salariais de 2017 a 2021 decorrentes do congelamento dos salários das categorias do funcionalismo desde 2014 (governo Pezão). Esta recomposição seria dada em 3 etapas: a primeira, de 13,5%, foi paga no início de 2022 e as duas restantes, de 6,5%, em fevereiro de 2023 e 2024. Mas Castro não pagou até hoje as últimas duas parcelas.

Mentira! A desculpa da Responsabilidade Fiscal para não conceder aumento:

Em 2026, o ex-governador foi para as redes sociais para dizer que estaria impedido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) de conceder qualquer reajuste ou mesmo pagar o calote da recomposição para os servidores. Mentira! De acordo com a Comissão de Servidores Públicos da Alerj, o estado do Rio de Janeiro teria margem no orçamento de cerca de R$ 4 bilhões em 2026 para gastos com pessoal, o que cobriria, com folga, o pagamento das duas parcelas da recomposição que deixaram de ser pagas e ainda sobraria dinheiro para dar reajuste, depois de quase três anos de congelamento. Além disso, o que a Lei proíbe é aumento real e não a recomposição de perdas.

Mentira! A farra bilionária do dinheiro do Rioprevidência para o Banco Master:

No final de 2025, Cláudio Castro, que já havia atacado o caixa do Rioprevidência em 2024 com uma lei que permite a utilização do dinheiro dos royalties do petróleo para o pagamento de dívidas do estado com a União, negou responsabilidade de estar envolvido nas negociatas com o Banco Master, liquidado pelo Banco Central em outubro daquele ano. O escândalo do Master e as investigações da Polícia Federal mostram que o governador ignorou todos os alertas do TCE e permitiu o investimento de quase R$ 1 bilhão do Rioprevidência em títulos podres deste banco fraudulento. Castro foi o segundo governante de um estado que mais investiu no Master e a direção do Rioprevidência responsável pelas operações foi inteiramente nomeada por ele.

Por essas e outras, o ex-governador Cláudio Castro merece um destaque especial dos profissionais da rede estadual neste dia 1º de abril, considerado em vários países do mundo como o Dia da Mentira. Não podemos deixar de esquecer dele, que, além de mentiroso, é considerado pela categoria como um inimigo da Educação.

No dia 9 de abril, os profissionais de educação da rede estadual vão paralisar as atividades por 24 horas, em luta por recomposição salarial e implementação do Piso Nacional do Magistério e do piso dos funcionários, entre outras.

Paralisação de 24h dia 9 de abril, com assembleia da rede estadual, às 10h, no Clube de Engenharia (Edifício Edison Passos, Avenida Rio Branco, nº 124), e ato em seguida, em frente à ALERJ.

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No dia 9 de abril, os profissionais de educação da rede estadual vão paralisar as atividades por 24 horas, em luta por recomposição salarial e implementação do Piso Nacional do Magistério e do piso dos funcionários, entre outras.

A assembleia da rede estadual do dia 09/03 será no Clube de Engenharia – Edifício Edison Passos, Avenida Rio Branco, nº 124 (Centro do Rio de Janeiro), às 10h. Logo após a assembleia geral, os profissionais estaduais farão um ato de protesto em frente à ALERJ – nesse mesmo dia 9 de abril, a rede municipal vai paralisar também, com assembleia às 14h, na Cinelândia. Leia mais sobre a rede municipal.

Segundo o Sepe-DIEESE, para que os salários dos profissionais das escolas estaduais, em 1º de fevereiro de 2026, retornassem ao mesmo poder de compra de 1º de julho de 2014, o reajuste necessário sobre os salários de janeiro de 2026 seria de 55,96% pelo INPC-IBGE e de 56,74%, de acordo com o IPCA-IBGE.

A categoria reivindica o cumprimento do acordo de recomposição feito com a Alerj ainda no final de 2021 — 26,5% como reposição das perdas de 2017 a 2021, divididas em três parcelas. A primeira parcela, de 13,5%, foi paga em janeiro de 2022, e as duas restantes, que deveriam ter sido pagas em fevereiro de 2023 e fevereiro de 2024, até hoje não foram pagas.

Os servidores também reivindicam um reajuste para cobrir os três anos de congelamento salarial (o último reajuste foi concedido em 2023, de 5,35%) e a implementação do Piso Nacional.

É a segunda paralisação da rede este ano – a rede já havia paralisado no dia 18/03.

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Os profissionais de educação da rede municipal do Rio de Janeiro vão paralisar as atividades por 24 horas, no dia 9 de abril (quinta-feira). Neste dia, a categoria fará uma assembleia/Ato (agitativa) na Cinelândia, às 14h, com ato às 15h. A categoria reivindica reajuste salarial e uma extensa pauta de reivindicações pedagógicas, além da abertura de negociações com a prefeitura — Paes, em seus quase oito anos de gestão, nunca recebeu o Sepe.

No mesmo dia 9, a rede estadual também irá paralisar as atividades, com assembleia às 10h, no Clube de Engenharia e, em seguida, ato na ALERJ – leia a matéria aqui.

É a segunda paralisação das escolas municipais este ano – a rede já havia parado no dia 12/03.

Estudo do Dieese-Sepe mostra que a perda salarial da categoria, de 1º de março de 2019 a 31 de dezembro de 2025, alcançou a marca de 19,40% – isso mostra o quão insignificante foi o reajuste concedido pelo prefeito Eduardo Paes, ao final do mês de dezembro de 2025, de apenas 4,71%. De acordo com o levantamento do Dieese, o reajuste necessário em 1º de janeiro de 2026 para recompor as perdas salarias de 2019 para cá teria que ser de 24,07% (IPCA-IBGE).

PAES RENUNCIA SEM DEIXAR SAUDADES NA PREFEITURA DO RIO

O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, renunciou ao cargo para concorrer às eleições de outubro para governador — foram quatro anos de mandato sem qualquer negociação ou audiência com o funcionalismo municipal, que sofre com as perdas salariais decorrentes do arrocho e com um vale-alimentação no valor de R$ 12, congelado desde que foi criado há 14 anos.

Na educação, foram muitos os ataques do prefeito, como o famigerado pacote de maldades do final de 2024, que tem como destaque negativo a contestada Lei da Minutagem. Com isso, o legado de Eduardo Paes para o funcionalismo é o da falta de disposição para o diálogo e para a negociação, além do arrocho salarial.

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Os milhares de ativistas de mais de 40 países dos cinco continentes reunidos em Porto Alegre para a 1ª Conferência Internacional Antifascista Pela Soberania dos Povos, de 26 a 29 de março, publicaram, no último dia do evento a “Carta de Porto Alegre: Unidade Contra o Fascismo e pela Soberania dos Povos”. A Carta de Porto Alegre, aprovada na plenária final do evento, no dia 29 de março, sintetiza as principais deliberações do encontro e reafirma a necessidade de unidade internacional no enfrentamento à extrema direita e ao imperialismo.

O Sepe participou da Conferência, com uma delegação de 70 militantes, que foram a Porto Alegre se juntar aos milhares de militantes do Brasil e de vários países do mundo para debater estratégias de luta e de mobilização contra o avanço do fascismo no mundo.

Veja pelo link abaixo o inteiro teor da Carta de Porto Alegre, aprovada neste domingo (29/3) na plenária final do evento:

https://antifas2026.org/carta-de-porto-alegre-unidade-contra-o-fascismo-e-pela-soberania-dos-povos/

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O Sepe saúda a forte mobilização das agentes de Educação Infantil (AEIs) que, no último dia 27 de março, protagonizaram um importante momento de luta na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Após mais de uma década de organização, resistência e enfrentamento, a categoria demonstra sua força coletiva ao exigir o reconhecimento profissional e a implementação efetiva da Lei 15.326/26. A conquista da lei é fruto da luta, mas sabemos que nenhum direito se garante apenas no papel: é preciso mobilização permanente para que seja cumprido na prática.

A presença massiva e combativa das agentes reafirma um princípio que o Sepe defende historicamente: a valorização de todos os profissionais da educação é condição fundamental para a construção de uma educação pública de qualidade.

É inaceitável qualquer tentativa de descumprimento ou distorção da lei. Exigimos do poder público, em especial da Prefeitura do Rio, o imediato cumprimento da legislação e o devido reconhecimento das Agentes de Educação Infantil como parte essencial da educação básica.

O Sepe se soma a essa luta e reafirma seu compromisso com a valorização da categoria, a defesa dos direitos e a construção de uma escola pública digna para trabalhadores e estudantes.

Só a luta garante direitos!

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Num momento em que o país e o mundo em geral assistem a um alarmante aumento de casos de violência de gênero, uma portaria assinada pelos ministérios da Educação (MEC) e das Mulheres, no dia 25 de março, pode ser uma boa notícia para auxiliar na prevenção a todas as formas de violência contra crianças, adolescentes e mulheres. Na portaria de regulamentação das Lei Maria da Penha Vai à Escola (Lei nº 14.164/2021) fica determinada a inclusão de conteúdos sobre prevenção à todas as formas de violência contra estes segmentos da população nos currículos da educação básica.

De acordo com o texto da legislação, a produção de material didático relativo aos direitos humanos e à prevenção da violência contra a mulher deve ser adequada a cada nível de ensino. Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, é preciso dar início à discussão sobre a prevenção à violência contra as mulheres com as crianças e jovens estudantes dentro das escolas no Brasil.

Para o ministro, ao formar a nova geração com base no respeito, na equidade e na justiça, se afirma um projeto de país, onde meninas não precisem viver com medo e as mulheres possam ocupar todos os espaços e onde o conhecimento seja instrumento de libertação e não de exclusão.

Para Santana, não há futuro possível sem a garantia plena de direitos para meninas e mulheres e a educação é o caminho mais poderoso para transformar essa realidade.

O projeto contará com o suporte de instituições públicas que assinaram um protocolo de intenções para prevenção e enfrentamento da violência contra as mulheres e acolhimento nas instituições públicas de ensino superior e rede federal de educação profissional, científica e tecnológica. De acordo com o documento, ficam estabelecidas orientações para que as instituições de ensino públicas não sejam omissas em eventuais situações de violência de gênero no ambiente acadêmico.

Durante a cerimônia de apresentação da lei, a minstra das Mulheres, Márcia Lopes, classificou como importantes as medidas de proteção às meninas e mulheres, no âmbito da educação, porque vão do ensino básico ao superior. Lopes citou o pedagogo Paulo Freire, lembrando que “a educação não transforma o mundo. A educação muda as pessoas e as pessoas transformam o mundo.”

A ministra ainda defendeu que os currículos e os planos pedagógicos de cada curso de graduação e de pós-graduação abordem conteúdos de combate e enfrentamento de todo tipo de violência contra as mulheres.

Com: Agência Brasil

 

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Os profissionais que integram a delegação do Sepe RJ na 1ª Conferência Internacional Antifascista Pela Soberania dos Povos, que se iniciou ontem, dia 26 de março, em Porto Alegre (RS), participaram da marcha de abertura realizada no centro da capital gaúcha. O Sepe enviou uma delegação de 70 pessoas para participar das discussões e da formulação de estratégias para conter o avanço das forças fascistas e da extrema-direita ao nível mundial, apoiadas por grande parte importante do capital financeiro internacional.

A marcha contou com a participação das delegações participantes da Conferência, que encheram as ruas do centro de Porto Alegre com faixas e bandeiras contra o fascismo e defendendo a soberania dos povos.

 

 

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O Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) acaba de anular a sessão que elegeu Douglas Ruas (PL) como novo presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj).

A decisão foi tomada horas após a realização da sessão extraordinária, convocada pelo presidente em exercício da Casa, Guilherme Delaroli (PL), no fim da manhã desta quinta-feira (27/03), que elegeu Ruas a toque de caixa – leia nota anterior do Sepe.

O TJ entendeu que o processo eleitoral na Alerj só poderia ser iniciado após a retotalização dos votos pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), já que o ex-presidente da casa, Rodrigo Bacellar, foi cassado pelo STF no dia 24 e sua cadeira está vaga.

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Deputados da base do ex-governador Cláudio Castro e do ex-presidente da ALERJ, Rodrigo Bacellar (cassado pelo TSE no dia 24/03), escolheram a jato (a sessão durou apenas meia hora) nesta quinta-feira (26/03) o novo presidente da Casa, passando por cima do regimento e até do Tribunal Regional Eleitoral, que ainda não realizou o cálculo para determinar quem seria o substituto da cadeira de Bacellar — o que só deverá ocorrer na próxima semana.

O eleito, com 45 votos, foi o deputado Douglas Ruas (PL), ex-secretário estadual de Cidades na gestão de Castro. Pela linha sucessória, e diante da vacância atual do cargo de governador, Ruas deverá assumir interinamente o Palácio Guanabara — em mais um episódio que evidencia o quanto o estado está submetido a práticas políticas marcadas pelo mandonismo, com a população afastada das principais decisões.

Partidos de oposição informaram que entrarão na Justiça contra essa eleição.

Na condição de governador, Ruas tende a dar continuidade ao desastroso governo de Castro, especialmente na área da educação, que enfrenta salários rebaixados, denúncias de má gestão e ausência de políticas pedagógicas consistentes.

O novo presidente da ALERJ é filho do Capitão Nelson, prefeito de São Gonçalo — município onde atuou como secretário de Projetos Especiais. Segundo a imprensa, a cidade foi a quinta do país que mais recebeu recursos das chamadas “emendas do orçamento secreto”, posteriormente extintas pelo Supremo Tribunal Federal.

O Sepe protesta contra a forma açodada e sem transparência com que a ALERJ vem conduzindo a sucessão. Trata-se de um grave ataque à democracia fluminense. Diante da profunda crise institucional, política e econômica enfrentada pelo governo, o mínimo que se espera é que os deputados debatam a situação dentro dos marcos legais. No entanto, o que se observa é uma tentativa de manutenção do poder a qualquer custo.

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