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De 26 a 29 de março de 2026, Porto Alegre vai sediar a 1ª Conferência Internacional Antifascista pela Soberania dos Povos. O encontro nasce como um ato político diante do avanço global da extrema-direita e da escalada autoritária que ameaça direitos, liberdades e a própria democracia.

Uma delegação do Sepe estará presente ao evento, reunindo dezenas de profissionais da educação. É importante que a categoria participe não apenas para conhecer experiências antifascistas internacionais, mas também para compartilhar no evento sua própria trajetória de resistência a governantes neoliberais e de viés fascista — realidade enfrentada, infelizmente, no Estado do Rio ao longo da história do sindicato, que completará 50 anos de lutas em 2027.

Organizada por forças antifascistas de diversos países, visando fortalecer os movimentos sociais, a juventude e a militância popular na construção de uma solidariedade internacional e do combate ao fascismo, com os seguintes temas de discussão: ascensão da extrema-direita, o avanço do imperialismo, as mudanças climáticas e as múltiplas formas de resistência e solidariedade dos povos do mundo — incluindo as lutas feministas, antirracistas, pela Palestina e da classe trabalhadora.

Também ocorrerá uma marcha dos participantes a ser realizada nas ruas de Porto Alegre.

A organização da Conferência, com caráter de construção coletiva, está composta inicialmente pelos partidos políticos PSOL, PT, PCdoB e por entidades representativas dos trabalhadores, como o Centro de Professores do Rio Grande do Sul (CPERS), Sindicato Intermunicipal de Professores das Instituições Federais de Ensino Superior do Rio Grande do Sul (ADUFRGS) e MST.

Em sua convocatória, a organização do evento afirma:

“Estamos em meio a uma intensa disputa pelos rumos da sociedade. O povo brasileiro enfrentou a tragédia do governo Bolsonaro, extraindo lições sobre o caráter autoritário de seu projeto. Através de uma intensa mobilização social e política, conseguimos derrotá-lo nas urnas. Porém, o bolsonarismo ainda mantém uma presença significativa na sociedade e nas esferas institucionais. Este, no entanto, não é um problema brasileiro, mas atinge direitos da classe trabalhadora e dos povos no mundo inteiro. A extrema direita governa ou se encontra em situação de chegar ao governo em quase toda a Europa. Governa a maior potência militar do planeta e também a Índia”.

A conferência pode ser acompanhada através de seu site – https://antifas2026.org/

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O Sepe condena veementemente o lamentável episódio ocorrido na manhã desta quarta-feira, dia 25 de março, quando um oficial da Polícia Militar (Batalhão de Choque) agrediu estudantes dentro do Colégio Estadual Amaro Cavalcanti, no Largo do Machado, durante uma manifestação. As agressões foram gravadas em vídeo e tiveram grande repercussão nas redes sociais, mostrando o policial atacando com socos e pontapés dois estudantes, entre eles a presidente da Ames-RJ, Marisol, dentro de uma sala da unidade, mesmo sabendo que sua atuação destemperada estava sendo registrada em vídeo.

As agressões continuaram do lado de fora da escola, onde ocorria uma manifestação pacífica dos estudantes, desta vez com uso de spray de pimenta e novos socos e pontapés, redundando na prisão de dirigentes de entidades estudantis, que foram levados para a 9ª Delegacia Policial.

Ao todo, três pessoas foram detidos: a presidente da Associação Metropolitana dos Estudantes-RJ e um diretor do DCE da UFRJ e outro estudante que se encontrava no local apoiando a manifestação dos estudantes do Amaro Cavalcanti que convocaram o ato de hoje (25) para apoiar um abaixo-assinado que pedia o afastamento de um professor acusado de assédio. Segundo a AMES, a Secretaria Estadual de Educação havia autorizado o acesso dos representantes das entidades estudantis na escola, mas a direção do colégio tentou barrar os dirigentes e chamou a PM.

O Sepe repudia tal tipo de acontecimento dentro do ambiente escolar, local onde deveria primar o espírito democrático e o diálogo, embora saibamos muito bem que esse tipo de comportamento violento por parte da Polícia Militar, embora repugnante, já não surpreenda mais ninguém. O agressor, mesmo sabendo que estava sendo filmado, não se furtou de desferir tapas e pontapés nos estudantes, um deles a presidente da AMES-RJ, uma mulher. As vítimas tentavam simplesmente argumentar com ele e em nenhum momento demonstraram qualquer agressividade, a não ser que se entenda a defesa do direito de manifestação como um comportamento capaz de gerar a violência demonstrada pelo descontrolado oficial.

O sindicato se coloca ao lado dos estudantes agredidos e detidos e das entidades representativas do movimento estudantil que participaram do lamentável episódio de hoje para exigir do governo estadual e das autoridades de segurança a punição exemplar para o oficial e todos os outros PMs que apoiaram a ação desmedida, violenta e arbitrária contra o direito democrático de estudantes protestarem dentro de uma unidade escolar da rede estadual do Rio de Janeiro.

Lutar não é crime!

Não à violência dentro do ambiente escolar!

Abaixo a repressão contra o livre direito de manifestação!

Veja o vídeo da agressão do oficial do BP Choque contra os dirigentes estudantis hoje no CE Amaro Cavalcanti pelo link:
https://www.instagram.com/p/DWTwPL-jikz/

 

 

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou nesta terça-feira, 24/3, a inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro (PL) por oito anos, condenando-o por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Castro não poderá se candidatar ao Senado, como vinha anunciando.

A decisão foi tomada por 5 votos a 2 e também deixou inelegíveis o deputado estadual Rodrigo Bacellar, afastado do comando da Alerj acusado de ligação com o tráfico; e Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente da Fundação Ceperj, principal alvo da denúncia, que teria mantido uma folha de pagamento secreta com milhares de pessoas, apontadas como cabos eleitorais em 2022.

A condenação era esperada e foi adiada pelo pedido de vista no dia 10/3 do ministro Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro, que paralisou o julgamento e deu tempo para que Castro pudesse renunciar e evitar também a cassação. Desta forma, a escolha do governador para um mandato “tampão” será feita pela Alerj, em votação secreta, e não pelo voto direto da população. Castro ainda pode recorrer ao STF.

O Sepe comemora o resultado do julgamento, que pune crimes eleitorais e irregularidades gravíssimas. E alerta para a sucessão de escândalos e crimes envolvendo a cúpula do poder no estado, que levou vários parlamentares e a cinco ex-governadores presos e dois cassados, e que se repetiu no mandato de Castro, com denúncias de desvios de recursos e, ao final, o uso de quase R$ 1 bilhão em aplicações no Banco Master. Exigimos que as investigações prossigam e que todos os culpados sejam punidos.

Da mesma forma, chamamos a atenção da sociedade para o tratamento dado para os profissionais da Educação e o conjunto do funcionalismo público durante o governo Castro, que foi simbolicamente “enterrado” pelos servidores no dia 18/3. Seguiremos em luta! No dia 09/4, a Educação vai parar e fará um ato na Alerj cobrando a recomposição salarial, o pagamento do piso nacional e a defesa do Rioprevidência, entre outros pontos.
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