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GREVE NA REDE ESTADUAL: MOÇÃO DE APOIO DO DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA DO COLÉGIO PEDRO II


COLÉGIO PEDRO II DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA MOÇÃO DE APOIO A GREVE DOS DOCENTES E FUNCIONÁRIOS DA REDE ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO E DA REDE FAETEC.

O Departamento de Geografia do Colégio Pedro II reunido no seu Colegiado Pedagógico no dia primeiro de março de 2016 no Campus São Cristóvão II vem a público anunciar o apoio à greve dos professores do Estado do Rio de Janeiro e da Rede FAETEC. O movimento grevista é decorrente da divergência em torno das medidas anunciadas pelo Governo do Estado, que norteia as ações da Secretaria de Educação (SEDUC/RJ) e da Rede FAETEC atingindo diretamente os trabalhadores da educação. Compreendemos que o projeto de reforma previdenciária encaminhado à Assembleia Legislativa (Alerj) e defendido pelos órgãos administrativos do Governo do Estado caracteriza-se como a expressão de uma concepção de gestão neoliberal que responsabiliza os trabalhadores, aposentados e pensionistas pela crise financeira e pelo desperdício dos recursos públicos ao longo dos quase dez anos dos governos Cabral e Pezão. Cabe registrar também que o Departamento de Geografia do Colégio Pedro II julga a greve como um instrumento legítimo da categoria na defesa de uma política salarial diante de quadro inflacionário crescente, na defesa do plano de carreira, na luta contra as alterações no calendário de pagamento, no parcelamento de salários e do décimo terceiro. Vale ressaltar que a questão salarial é importantíssima na medida em que expõe os frágeis alicerces da estrutura do ensino público e da carreira do magistério no estado do Rio de Janeiro. Tal fragilidade é, sobretudo, política, posto que as diretrizes da proposta governamental distanciam-se do cotidiano da comunidade escolar e dos demais servidores públicos. Dessa forma, o dissenso entre os professores e a Secretaria da Educação expõe um panorama que integra a questão salarial, mas a ultrapassa. Consideramos que a resistência dos docentes ao projeto que aumenta a contribuição previdenciária dos servidores e congela salários deve ser avaliada no interior de um quadro muito mais amplo, que diz respeito à interrogação sobre as políticas educacionais em nosso Estado baseada na meritocracia e a redução dos direitos sociais dos servidores públicos. É preciso questionar a viabilidade de um conjunto de medidas no campo administrativo que, ignorando as conquistas históricas e os anseios dos professores e da sociedade, restringe, a médio e longo prazo, a possibilidade de aperfeiçoamento intelectual dos mesmos e se mostra incapaz de dialogar com a comunidade escolar. Aguardamos uma proposta concreta à categoria, com vistas à valorização da docência, à perspectiva de carreira e, sobretudo, alicerçada no projeto de educação pública de qualidade, direito de todos os cidadãos brasileiros. Colegiado Pedagógico do Departamento de Geografia do Colégio Pedro II 01/03/16.