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Funcionalismo de Nova Iguaçu realizou protestos no dia 23/9


Os funcionários municipais de Nova Iguaçu realizaram nessa sexta-feira,dia 23,o Dia da Verdadedenunciando a situação caótica dos serviços municipais de Nova Iguaçu.


O protesto unificado, que contou com a participação da rede municipal, foi iniciado na Praça Rui Barbosa e seguiu pela Via Light em direção a prefeitura.


Ao chegar à prefeitura, os servidores promoveram uma ocupação pacífica do prédioOs profissionais de educação da cidade, em particular, tem realizado várias paralisações  nesse períodocobrando do governo atual o pagamento dos salários em diacalendário de pagamento e demais pontos da pauta. Veja abaixo nota do Conselho Regional de Psicologia em apoio ao Movimento Unificado dos Servidores Municipais de Nova Iguaçu:


Nota de apoio do CRP-RJ ao Movimento Unido dos Servidores Públicos de Nova Iguaçu


CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA DO RIO DE JANEIRO – CRP RJ·SEXTA, 23 DE SETEMBRO DE 2016


O Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro vem a público manifestar seu apoio ao Movimento Unido dos Servidores Públicos de Nova Iguaçu (MUSP NI), que agrega servidores estatutários, terceirizados e contratados de diversas categorias e, dentre esses, muitas (os) psicólogas (os). Estes trabalhadores estão em luta para garantir seus direitos e, por extensão, garantir serviços de qualidade à população.


A Baixada Fluminense constitui-se historicamente como um território marcado por violações de direitos. Soma-se a isso o tradicional descaso do poder público em relação à saúde, saneamento básico e educação. Sabemos que a região agrega uma das áreas de grande circulação financeira pela presença de indústrias variadas, localizadas às margens da Via Dutra, gerando impostos que não se revertem em benefícios à população.


Este cenário abre espaço para que a mesma velha política venha sendo praticada, fazendo uso indevido de cargos políticos, reproduzindo a lógica do clientelismo por meio da troca de serviços ao cidadão pelo voto. Neste sentido, o trabalho técnico e especializado dos profissionais perde seu valor e espaço. Os serviços públicos acabam por funcionar na esteira dos interesses partidários, negando o acesso da população aos seus direitos. Vale lembrar que o Estado deve estar a serviço do povo, não devendo esta lógica ser invertida.


A histórica precarização das condições de trabalho e a fragilidade dos vínculos empregatícios somam-se ao panorama do atual momento político, econômico e social que tem sido utilizado como justificativa para atrasos nos pagamentos dos salários do funcionalismo público deste município e de outros da Baixada Fluminense.


Assim, a Psicologia, como ciência e profissão, deve afirmar o seu compromisso social na luta por direitos! A bandeira desses trabalhadores deve ser a nossa bandeira, reafirmando uma Psicologia coletiva e alinhada ao processo sócio-histórico em consonância com nosso Código de Ética Profissional.