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Sepe repudia ataques lesbofóbicos em Petrópolis e se solidariza com vereadora
13 de agosto de 2025
O Sepe se solidariza com a vereadora Professora Lívia Miranda (PCdoB), vítima de ataques virtuais lesbofóbicos nas redes sociais. No dia 11 de agosto, a parlamentar foi até a Cidade da Polícia no Rio de Janeiro para prestar queixa na Delegacia de Crimes de Informática depois que foi alvo de ataques com conteúdos de ódio, discriminação de gênero e incitação à violência sexual. Segundo ela, uma publicação nas redes sociais distorce um projeto de lei feito por ela que versava sobre doação de leite humano e convocou homens para praticarem atos obscenos na porta do seu gabinete.
A página onde foi feita a postagem é volta para atacar e descridibilizar a atuação da vereadora por causa da sua orientação sexual: Lívia é a primeira parlamentar assumidamente lésbica de Petrópolis. A delegacia enquadrou o caso como difamação, mas a advogada da vereadora solicitou que o ataque seja classificado como violência política de gênero.
Os profissionais de educação do Rio de Janeiro se colocam ao lado da vereadora Professora Lívia Miranda, expressando toda a nossa solidariedade a ela e repúdio contra as redes de ódio que infestam o mundo virtual, onde os criminosos atuam maculando e atacando a imagem das pessoas com atos que, na verdade, são crimes e como tais devem ser punidos com todo o rigor da lei.
Casos como o da parlamentar são uma prova do quanto é necessário que o Congresso Nacional crie uma legislação sobre a regulamentação das mídias digitais, que impeça que estas continuem sendo utilizadas por criminosos para disseminar o ódio, os atos antidemocráticos, a desinformação e a intolerância. Em pleno mês da visibilidade lésbica, o ataque contra a professora Lívia Miranda, além de toda a violência do conteúdo destilado nas mensagens é um incentivo claro para a perpetuação do cometimento de agressões virtuais deste tipo, que muitas vezes levam à sua concretização no mundo real.
