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Assistente social sofre perseguição pelo prefeito de Nova Iguaçu


A assistente social e funcionária da prefeitura de Nova Iguaçu, Malú Vale, vem sofrendo uma campanha aberta de calúnias e perseguição política pela administração do prefeito Nelson Bornier (PMDB), que chegou ao absurdo da abertura de um processo administrativo que pode culminar em sua demissão. Nesse sentido, diversos companheiros e companheiras têm organizado uma campanha de solidariedade e em defesa da liberdade de organização política e sindical. Segue o manifesto com a denúncia e a respectiva conta do Facebook ao fim do texto:

À Prefeitura de Nova Iguaçu e sua Secretaria de Assistência Social

Nós, trabalhadores, estudantes, movimentos e entidades abaixo-assinados repudiamos, veementemente, o assédio e a abertura de Processo Administrativo Disciplinar contra a servidora, assistente social Malú Vale pela Secretaria de Assistente Social da prefeitura do município de Nova Iguaçu.

Por conta do recorrente atraso no pagamento do salário de servidores, aposentados, pensionistas, cargos comissionados e terceirizados, descaso que vem desde setembro de 2015, um forte movimento de resistência e luta foi organizado para reivindicar seus direitos, Movimento Unificado dos Servidores Públicos Municipais da Prefeitura da Cidade de Nova Iguaçu (MUSP-NI). Entre suas exigências, estão: o imediato estabelecimento de um calendário de pagamentos; cumprimentos dos planos de cargos e salários; abertura de concursos públicos, e; fim do assédio moral e transferências não justificadas.

Após, ter recebido ordem para retirar um adesivo do MUSP-NI, a servidora explicou que tem seu direito de liberdade de expressão e organização assegurados pela Constituição Federal. Ao divulgar tal ordem, a servidora Malú Vale está sendo acusada pela chefia de ofensa pública e pessoal nas redes sociais.

Em outros setores, os servidores foram constantemente interpelados por suas chefias sobre suas adesões às paralisações convocadas pelo MUSP-NI e entidades sindicais.

A única atitude de Malú e demais servidores em luta foi defender seus direitos e de seus colegas, denunciando o atraso nos pagamentos de salários, aposentadorias e pensões, bem como os assédios sofridos por suas chefias.

Defendemos os direitos a liberdade de expressão e organização, e, que a luta não pode ser criminalizada de forma alguma. Exigimos, que se retire, imediatamente, o Processo Administrativo Disciplinar aberto contra Malú e que cesse imediatamente a perseguição contra os servidores em luta. Além disso, exigimos que o Governo Bornier atenda de imediato as reivindicações do movimento unificado dos servidores de Nova Iguaçu!

Clique aqui para ler o manifesto no Facebook.