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O presidente Lula editou uma Medida Provisória (MP) que reajusta em 5,4% o piso nacional do magistério para o no de 2026. Com a medida o piso passará de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 em 2026. Este percentual representa um ganho real de 1,5 ponto percentual acima da inflação e a MP determina que o piso será sempre atualizado e que o reajuste nunca poderá ser inferior à inflação do período (ano) anterior, apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). A MP foi assinada por Lula na última quarta-feira (dia 21 de janeiro). O reajuste, por causa da MP, passa a valer imediatamente.

Desde o início do ano, os profissionais de educação estavam mobilizados para exigir do governo federal a apresentação de uma proposta de reajuste diferente daquela que vinha sendo especulada pelo Congresso e que previa um reajuste de 037%, índice que representaria um aumento simbólico de cerca de R$ 18 no valor do piso nacional. Com a pressão da categoria, o governo federal anunciou o reajuste de 5,4% ontem (21). A MP também prevê novos critérios para cálculo do piso salarial. A atualização do piso será publicada em portaria do ministro da Educação, Camilo Santana, e foi calculada com base nas mudanças previstas na Medida Provisória.

O texto novo determina que a atualização anual do piso seja feita a partir da soma do INPC do ano anterior e de 50% da média da variação percentual da receita real, com base no INPC, relativa à contribuição de estados, Distrito Federal e municípios ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), realizada nos cinco anos anteriores ao ano da atualização. Este percentual nunca poderá ser inferior à inflação do ano anterior apurado pelo INPC. O MEC informou que a MP pretende fazer uma adequação à Lei do Novo FUNDEB instituída pela Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que o criou em setembro de 2020.

Desde o início do ano, profissionais da educação pressionavam o governo por um reajuste justo. O Congresso especulava um índice de apenas 0,37%, que representaria cerca de R$ 18. A mobilização foi decisiva para garantir os 5,4%.

Agora é iniciar 2026 com muita luta para pressionar o governador Cláudio Castro e prefeitos para que paguem o novo valor do piso respeitando os planos de carreira. E cobrar dos ministros do STF que retomem o julgamento do piso. No dia 07/03, participe da assembleia da rede estadual.

 

 

 

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A abertura do 35º Congresso da CNTE foi realizada na tarde de ontem (15), no auditório Master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. A cerimônia contou com a presença de representantes de diversas entidades ligadas ao setor educacional, centrais sindicais, parlamentares e do ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilherme Boulos.

A abertura contou com um cortejo comandado pelo grupo folclórico Boi do Seu Teodoro, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Distrito Federal, por expressar a força das tradições populares brasileiras como manifestação de identidade, diversidade e   pertencimento. A apresentação de música e dança antes da abertura oficial teve por objetivo simbolizar o diálogo entre cultura, educação e democracia, valorizando os saberes populares e a memória coletiva do povo brasileiro.

O secretário-geral da Presidência, Guilherme Boulos, abriu o evento com uma saudação a todos os profissionais de educação e destacou o papel da educação na garantia da soberania nacional e da democracia.  Boulos lembrou que, antes de tudo, é um professor e pertence à categoria e falou da importância da valorização dos profissionais como um todo e os ataques dos governos de direita e extrema direita contra a educação e condenou a disseminação de escolas do tipo cívico-militares pelo país. Também condenou o avanço do imperialismo e chamou de vira latas os políticos da extrema direita e da direita que pregam a sujeição do Brasil ao imperialismo americano.

O presidente da Internacional da Educação, que congrega mais de 450 entidades representativas dos educadores pelo mundo, Mugwena Maluleke, afirmou que a CNTE tem um papel de destaque no movimento de luta contra o avanço do fascismo no Brasil e parabenizou os educadores e educadoras brasileiros pela conquista do Piso Nacional do Magistério.  Maluleke também elogiou o apoio da categoria ao povo da Venezuela, que é mais uma vítima do avanço do imperialismo norte-americano sob a liderança do presidente Donald Trump. Ele também agradeceu o apoio dos educadores brasileiros à luta do povo palestino. “Fiquemos juntos contra a privatização e a favor da escola pública. A educação pública não é um movimento, é uma revolução. Os professores educam o mundo e  o nosso desejo é que todas as crianças tenham acesso à uma escola pública de qualidade”, afirmou o presidente da IE.

Após as falas de todos os convidados para a mesa de abertura, o presidente da CNTE declarou aberto o 35º Congresso de Educação da entidade.


 

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O Sepe RJ publica um estudo do Departamento Jurídico (DJ) do sindicato a respeito do não pagamento do Acordo de Resultados de 2024, comumente denominado como uma espécie de 14º salário pela categoria, que deixou de ser creditado pela prefeitura do Rio de Janeiro para parte dos professores e funcionários no dia 30 de dezembro de 2025. O Sepe contestou em nota publicada em nosso site no dia 30 de dezembro a exclusão dos profissionais que fizeram a greve da rede municipal em 2024 e aqueles que tiveram que se ausentar do trabalho por causa de licenças-médicas (adoecimento ou acidente de trabalho e demais casos omissos).

O não pagamento para esta parte dos profissionais gerou uma série de protestos no final do ano e motivou o sindicato a realizar reunião extraordinária nesta segunda-feira, dia 05 de janeiro, para discutir o assunto. A direção também marcou um ato, com Protocolaço, para o dia 7 de janeiro, na prefeitura, às 10h para exigir o pagamento para todos e o fim da política de punição do prefeito Eduardo Paes e do secretário Renan Ferreirinha contra aqueles que lutam por direitos e valorização profissional.

Veja abaixo o parecer do DJ do Sepe sobre a questão:

Questionado pela direção do sindicato sobre a entrada com um pedido de liminar durante o plantão judiciário, que vai até o dia 20 de janeiro, para questionar o não pagamento do Acordo de Resultados para toda a categoria, o DJ do Sepe esclarece o seguinte:

1 – Diante das repetidas ações antissindicais da parte da prefeitura do Rio de Janeiro contra os profissionais de educação e que ferem a liberdade e autonomia sindical e o direito de greve garantidos pela Constituição de 1988 e definido pela Organização Mundial do Trabalho como um dos direitos fundamentais do trabalhador, o sindicato  pode entrar com uma interpelação judicial, primeiro junto à prefeitura, à Secretaria Municipal de Educação (SME RJ) e à comissão de avaliação responsável pela premiação por resultados para que eles justifiquem, ou não, as razões para o não pagamento do benefício para parte da categoria.

2 – O DJ do Sepe lembra que, por conta da Resolução 244 do Conselho Nacional de Justiça, o expediente do Poder Judiciário se encontra em recesso de 20 de dezembro a 20 de janeiro, período no qual  está garantido somente o atendimento aos casos urgentes por meio dos plantões judiciários, que só atendem aos pedidos de medidas de caráter de urgência. E que o caso do não pagamento do Acordo de Resultados não se enquadra no rol de atribuições do referido plantão. O DJ lembra que no caso presente é necessária a produção de provas para saber o total e quem são os profissionais que ficaram de fora da gratificação para garantir a ampla defesa e permitir que as partes apresentem as evidências para o juiz que for designado para julgar a questão. Veja no link abaixo o formulário eletrônico disponibilizado no nosso site para preenchimento dos profissionais não contemplados:

https://forms.gle/qhgrGNCDCqoWjWPr8

3 – Diante do exposto e da gravidade da punição infligida pela prefeitura e pela SME RJ aos profissionais e pela Justiça se encontrar em pleno recesso forense, o Jurídico do Sepe ratifica a necessidade do protocolaço individual e o protocolo institucional a serem realizados no dia 7 de janeiro para garantir política e juridicamente a devida reparação aos educadores, que não podem ser penalizados pelo exercício do legítimo direito de greve e, também do afastamento do trabalho mesmo portadores de licenças médicas.

Leia nota do Sepe a respeito do não pagamento do Acordo de Resultados no link do site do Sepe abaixo:

https://seperj.org.br/nota-do-sepe-rj-de-repudio-a-politica-de-exclusao-de-paes-e-ferreirinha-que-pune-quem-luta-aposentados-e-quem-adoece-no-exercicio-do-trabalho/

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