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Em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (10), os profissionais da rede municipal de Valença decidiram manter a greve por tempo indeterminado, por causa da falta de respostas da prefeitura para as reivindicações de professores e funcionários. Nesta quinta-feira, dia 11 de dezembro, a categoria fará um novo ato, às 8h30, na Câmara de Vereadores, quando será pedido para que os profissionais possam utilizar a tribuna para apresentar as reivindicações e a solicitação de abertura de negociação. Na sexta-feira (12), será realizada uma nova assembleia geral para discutir os rumos da greve iniciada no dia 8 de dezembro.

O prefeito Saulo Correa (PL) tem mantido uma postura antidemocrática de não abrir negociação nem apresentar qualquer proposta a respeito da pauta de reivindicações da rede municipal de Valença.

 

 

 

 

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O Sepe RJ se solidariza com o deputado federal Glauber Braga (PSOL), que foi covardemente agredido enquanto era retirado do plenário da Câmara de Deputados durante a sessão de ontem (9) por protestar por ter sido incluído na pauta do grupo de parlamentares que terão seus mandatos sob análise do plenário da casa.

Glauber e outros deputados de esquerda, assim como jornalistas, foram agredidos pela Polícia Parlamentar e obrigados a se retirar do recinto num episódio marcado pela truculência e pelo arbítrio da parte do presidente da Câmara, Hugo Mota (Republicanos). Mota mandou cortar o sinal da TV Câmara, que transmitia ao vivo a sessão e ordenou que a segurança desocupasse a mesa do plenário, que naquele momento era ocupada por Glauber para protestar contra a nova tentativa de cassação do seu mandato.

Como se não bastasse o show de horrores do final da tarde, ainda neste mesmo dia, na calada da noite, a Câmara de Deputados aprovou já de madrugada o chamado projeto da dosimetria, que visa a redução das penas dos envolvidos na tentativa de golpe de estado em 2023, inclusive do chefe dos golpistas: Jair Bolsonaro. O projeto agora irá para ser votado pelo Senado.

O sindicato condena a aprovação do projeto que pode reduzir pela metade o tempo de prisão fechada do ex-presidente golpista e fazer com que ele avance, em dois anos e meio, para o regime de prisão domiciliar, uma espécie de anistia mais branda para os graves crimes cometidos por Bolsonaro e por seus seguidores.

Também repudiamos o tratamento dado pela presidência da Câmara ao deputado Glauber, muito diferente daquele concedido ao grupo de parlamentares bolsonaristas que, em agosto, impediram os trabalhos do plenário da casa durante dois dias sob o olhar complacente de Hugo Mota.

Para Glauber, a complacência foi zero e o arbítrio e violência foram utilizados de maneira nada sutil. A segurança do Congresso fez uso até de golpes de karatê para a retirada do deputado que tentou usar o espaço da mesa da presidência por alguns minutos para marcar seu legítimo posicionamento contra a tentativa de inclusão da sua cassação na barganha oferecida por Mota à extrema direita ao incluí-lo como moeda de troca no julgamento que pode cassar os deputados Carla Zambeli (PL), Alexandre Ramagem (PL) e Eduardo Bolsonaro (PL). Os dois primeiros, já condenados pelo STF e foragidos no exterior e o último está sendo processado pelo Supremo por tentativa de interferência no julgamento dos envolvidos no golpe de estado.

Durante as 48 horas em que os bolsonaristas ocuparam a mesa em agosto passado e impediram a continuidade dos trabalhos, Mota mostrou toda a sua fraqueza política e falta de comando e foi obrigado a convocar o seu padrinho, Arthur Lira, para negociar a retirada dos extremistas de direita. Com Glauber, Mota, de forma covarde e que mostra toda a sua fraqueza de caráter, optou pela força e pelo aparato repressivo que tem a seu dispor. E conseguiu entrar para a história, com um dos espetáculos mais deprimentes vivido pelo Congresso neste século.

Ele conseguiu  de uma só tacada ressuscitar a censura ao promover o apagão da TV Câmara para que a sociedade não pudesse assistir a sua pusilanimidade e desnudar todas as tramoias e jogos de poder daqueles que se aliam às forças antidemocráticas que ali reinam para fazer passar a redução do tempo de cadeia para aqueles que tinham o claro objetivo de destruir as instituições democráticas no Brasil. Mota é a verdadeira face de um Congresso dominado por uma maioria de direita que claramente não gosta do povo, nem do Brasil. Apenas dos seus bolsos e dos seus interesses mesquinhos, como demonstram as suas votações ao longo deste mandato inteiro. A História não vai se esquecer disso. O povo brasileiro também não.

Sem anistia para golpistas!   

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Numa vitória que mostra a força da mobilização dos funcionários das escolas e das entidades representativas dos direitos destes trabalhadores da Educação, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, no dia 9 de dezembro, em caráter conclusivo, o piso salarial nacional para profissionais da área técnica, operacional e administrativa da educação básica pública.

O Projeto de Lei 2531/2021 agora segue para votação no Senado e caso seja aprovado, prevê que os funcionários e técnicos de escolas, passarão a receber 75% do piso salarial dos professores.  

A Secretaria de Funcionários do Sepe RJ saúda a aprovação na CCJ, muito aguardada pelo conjunto deste segmento dos profissionais de Educação. Ao longo dos últimos anos, o Sepe marcou presença em Brasília, participando de atos promovidos pela CNTE e pelas demais entidades representativas dos educadores, além de atividades de convencimento dos parlamentares do Congresso sobre a justa reivindicação da criação do piso nacional dos funcionários da Educação Pública.

Agora, a mobilização tem que continuar para que o PL 2531 seja aprovado pelo plenário do Senado.

 

LEIA TAMBÉM
Nota de solidariedade do Sepe RJ ao deputado federal Glauber Braga e de repúdio à aprovação no Congresso do projeto da redução das penas para golpistas

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O governo estadual cancelou a audiência prevista para hoje (9) para tratar sobre a pauta econômica da rede estadual, que seria realizada com a direção do Sepe, SEEDUC, Secretaria de Estado de Planejamento e Secretaria de Estado da Casa Civil. A audiência de hoje, agora cancelada, havia sido apontada pelos assessores da SEEDUC que participaram da última audiência com o Sepe, realizada no dia 1º de dezembro e que tratou da pauta pedagógica.

 Naquele encontro a confirmação da Secretaria de Educação foi dada, mas foi ressaltado pela assessoria de Roberta Barreto que ainda faltavam as confirmações do Planejamento e da Casa Civil, responsáveis pelos estudos a respeito das reivindicações da pauta econômica dos profissionais de educação.

O Sepe lamenta mais este cancelamento da audiência que tem como objetivo a apresentação pelo governo dos estudos sobre o impacto de um reajuste e da recomposição na folha salarial do estado. Esta audiência foi proposta pelo próprio governo em uma das diversas reuniões que o sindicato teve com a SEEDUC ao longo deste ano e o seu cancelamento é um sério golpe nas expectativas da categoria que sofre há anos sem reajuste para a recomposição das perdas salariais.

O sindicato vai continuar insistindo junto à Secretaria para a marcação desta audiência, importante para que o governo do estado apresente os impactos e uma proposta concreta que contemple as nossas reivindicações. 

 

 

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A Secretaria de Aposentados do Sepe RJ saúda a decisão do Ministério Público Estadual (MPE RJ) de recomendar ao governo do estado para que a Secretaria Estadual de Fazendo e o Rioprevidência criem medidas para proteção do patrimônio do nosso fundo de previdência, que corre o risco de colapso após a série de aplicações financeiras a fundo perdido em instituições envolvidas em escândalos financeiros como o Banco Master, liquidado pelo Banco Central no final de outubro.

Os promotores do Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal propuseram o afastamento cautelar dos agentes diretamente envolvidos nos investimentos do Banco Master, os quais, segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCE) envolveriam somas milionários que chegariam a R$ 2,6 bilhões na Instituição financeira do banqueiro Daniel Vorcaro, que chegou a ter prisão preventiva decretada e, depois, revogada por uma decisão da Justiça Federal.

Vorcaro e capangas têm que permanecer na cadeia

A Secretaria de Aposentados do Sepe lamenta a decisão de soltura do banqueiro preso pelos escândalos envolvendo O Master, em investimentos que envolveram diversos fundos de previdência de servidores estaduais e municipais, entre eles o Rioprevidência, e o Banco Regional de Brasília em operações de risco que contaram com o suporte e o apoio de políticos de partidos ligados ao chamado “Centrão” do Congresso. Na avaliação do sindicato, o habeas corpus concedido ao banqueiro pode colocar em risco as investigações da polícia federal e das instituições ligadas ao setor financeiro sobre as irregularidades nos investimentos ligados ao Banco Master e a participação de lideranças políticas que pressionaram para evitar a sua insolvência.

O Sepe continua acompanhando com preocupação o noticiário envolvendo as operações do Fundo de Pensão dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência), o qual fica com a saúde financeira a cada dia mais enfraquecida, a despeito das nossas mobilizações contra a má administração, gestão temerária dos nossos recursos e a ingerência do governador Cláudio Castro, que insiste em atacar o dinheiro do caixa do órgão por meio de desvios das verbas a ele destinadas, como no caso dos royalties do petróleo.

Devassa imediata nas contas do Rioprevidência

Para o sindicato, inclusive, é fundamental a realização de uma devassa nas contas do Rioprevidência e nas ligações políticas do governo estadual e os membros da direção do órgão, ligados ao partido União Brasil, que faz parte do Centrão no Congresso Nacional, e indicados por Castro poucos meses antes da autarquia aplicar, naquilo que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) chamou de “notável coincidência”,  os aportes em letras financeiras do agora liquidado banco. As nomeações de três integrantes da direção do Rioprevidência, inclusive o seu presidente, aconteceram entre julho e outubro de 2023 e foram as seguintes: 

Deivis Marcon Antunes, diretor-presidente; Eucherio Lerner Rodrigues, para a Diretoria de Investimentos; e o gerente de investimentos Pedro Pinheiro Guerra Leal. Os aportes no Master começaram no início de novembro daquele ano. Só Antunes e Leal continuam hoje na autarquia. E segundo uma reportagem do Jornal O Globo todas estas indicações partiram da liderança do União Brasil, partido da base de apoio do governador e foram endossadas por Cláudio Castro.

Claúdio Castro tem culpa no cartório

A prova da responsabilidade do governo estadual pela nomeação da direção do Rioprevidência envolvida com os investimentos bilionários do nosso fundo de pensão em operações temerárias com um banco com problemas denunciados pelas autoridades financeiras há tempos. é um documento do TCE que destaca que a nomeação de Eucherio saiu no Diário Oficial do estado no dia 4 de outubro de 2023, mesma data em que o Master enviou um e-mail solicitando credenciamento junto ao Rioprevidência — medida necessária para que recebesse aportes do órgão público. E neste mesmo dia foi aberto um procedimento para analisar o pedido.

Mas a coisa ainda pode ser pior, já que o governador Cláudio Castro foi informado pelo TCE das supostas irregularidades nos investimentos antes da liquidação do Master. O Tribunal de Contas chegou a ironizar a questão, chamando de “notável coincidência” os aportes em letras financeiras do agora liquidado banco no mesmo período em que ocorreram estas nomeações.  Questionado pela imprensa, Castro afirmou que nomeou Antunes pelo “seu currículo e comprovada competência técnica”.

Ou seja, não é necessária uma bola de cristal para ver que, num futuro próximo, o caixa do Rioprevidência pode quebrar de uma vez, dada a quantidade de escândalos, desvio de finalidade das verbas e o confisco dos royalties do petróleo que sustentam a sua liquidez. Quando isso acontecer, os quase 250 mil aposentados e pensionistas do estado já sabem bem onde tem que bater na porta para cobrar o pagamento das suas aposentadorias e pensões: Rua Pinheiro Machado s/n – Laranjeiras. Mais conhecido por todos como Palácio Guanabara, local onde pode ser localizado um dos responsáveis pelo problema: o governador Cláudio Castro.

Tirem as mãos da nossa previdência!

Aposentados e aposentadas do Sepe RJ na luta pelos nossos direitos!

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A ALERJ revogou a prisão preventiva do presidente da casa, deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil), ocorrida na semana passada por suspeita de vazamento de informações na operação que resultou na prisão do então deputado TH Jóias em setembro, por ligações do mesmo com a facção criminosa Comando Vermelho. Bacellar foi preso na última quarta-feira (3) pela Polícia Federal a mando do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e do procurador geral da República, Paulo Gonet. O placar da votação que derrubou a ordem de prisão do STF foi de 42 a 21.

A despeito das graves acusações que pesam sobre o presidente da ALERJ, apontado pela Polícia Federal de ter repassado informações para TH Jóias sobre a operação policial que resultou na prisão do último, Bacellar contou com o apoio de deputados de diferentes bancadas para ter revogada sua prisão, mas a votação não decidiu sobre sua volta para a presidência do legislativo fluminense. Esta decisão ficará a cargo do ministro Alexandre de Moraes, que também pode determinar outras medidas cautelares contra Bacellar, como o uso de tornozeleira eletrônica, por causa da gravidade das acusações contra ele de suposto envolvimento com o crime organizado.

O Sepe espera que as investigações sobre o caso sejam aprofundadas e que as autoridades continuem apurando as ligações de parlamentares de todas as esferas do legislativo e até mesmo do executivo estadual com o crime organizado. Para o sindicato, é inadmissível que aqueles que têm o dever de zelar e propor leis para garantir o bem-estar da sociedade favoreçam ou se envolvam com a corrupção e facções criminosas que eles deveriam combater ao invés de se aliarem em ações que trazem grandes prejuízos ao Estado.

COMO VOTARAM OS DEPUTADOS E OS PARTIDOS




 

 

 

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O Sepe RJ repudia com veemência os fatos reportados pela mídia em geral no dia de hoje, 09 de dezembro, que mostram, no Paraná, uma macabra “exposição de fuzis e outros armamentos” nas dependências do Colégio Estadual Vinicius de Moraes, em Colombo, uma das escolas cívico-militares da rede estadual paranaense na Região Metropolitana de Curitiba.  Em tempos complicados, onde o aumento da cultura da violência nas redes sociais e no cotidiano das nossas cidades, em que chacinas, agressões  e outros casos de violência e racismo dentro e fora do ambiente escolar tem ceifado vidas ou ferido pessoas, só podemos ver como um atentado à razão e à lógica humanista – que deveriam prevalecer dentro de uma escola – a exibição para os alunos de armamento pesado e letal no pátio de uma unidade escolar, como se estivesse sendo realizada uma pacata feira de ciências.

Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Paraná, em reportagem do portal G1, a atividade teria foco em “prevenção, informação e aproximação responsável com a comunidade”, seja lá o que esta fala queira representar. As autoridades de segurança também apresentaram a desculpa esfarrapada na reportagem de que os jovens não puderam manusear os armamentos. A Secretaria Estadual de Educação não comentou o caso, segundo o veículo de comunicação.

O Sepe torna público o seu espanto para com tanta falta de sensibilidade do governador Ratinho Júnior, um daqueles que se juntaram ao governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro para comemorar a matança de 122 pessoas durante uma operação das forças de segurança do Rio de Janeiro nos Complexos da Penha e do Alemão no dia 28 de outubro, de permitir que eventos deste tipo aconteçam nos espaço de unidades escolares da rede estadual do Paraná. É bom lembrar que, há poucos dias, um vídeo viralizou nas redes com alunos de uma outra unidade escolar cívico-militar paranaense (CE João Turin, de Curitiba) com imagens de alunos marchando e cantando músicas com apologia à violência.

Não é à toa, que o Sepe sempre se mostrou um adversário política de criação dessas escolas cívico-militares, que ganharam um grande incentivo no período do governo Bolsonaro e se espalharam como praga pelo país, inclusive no Rio de Janeiro. Como educadores, não podemos aceitar a introdução da ideologia do militarismo dentro do espaço escolar regular, pois ela incentiva comportamentos e ideais que pouco tem a ver com a democracia e as condutas pedagógicas, que devem ser o padrão de uma escola pública, gratuita e de qualidade destinada a formar alunos com uma consciência mais crítica sobre o papel que eles têm a desempenhar perante a sociedade.

Por conta do acima exposto, exigimos do Ministério Público e dos demais órgãos da Justiça ligados à defesa dos direitos das crianças e adolescentes uma investigação severa e dura para apurar todos os fatos e impedir a exposição dos nossos alunos ao incentivo do armamentismo e da violência gratuita, representada pelas armas em exposição dentro do ambiente escolar. Qualquer pessoa dotada de um mínimo de sensibilidade e razão e de conhecimento da legislação sabe que é uma obrigação dos nossos governos proteger as crianças de adolescentes de tais atividades que promovem o uso de armas de fogo.       

 

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Os profissionais da rede municipal de Valença, entraram em greve por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira, dia 08 de dezembro. Em assembleia realizada no início da manhã de hoje (8) os profissionais referendaram a decisão da plenária anterior que decidiu pela entrada em greve por tempo indeterminado até que a prefeitura atenda a reivindicação de professores e funcionários das escolas municipais de respeitar a lei e cumprir a data-base da categoria e oferecer melhores condições de trabalho nas unidades escolares municipais.

Neste momento, os profissionais promovem uma ocupação pacífica da Secretaria Municipal de Educação e reivindicam ser recebidos em audiência pelo prefeito Saulo Corrêa (PL) para que ele retome as negociações e cumpra a data-base da categoria. A secretária de Educação não se encontra no prédio da secretaria e o Sepe Valença aguarda uma resposta do governo para a realização de audiência.

Veja abaixo a carta à população distribuída pelos profissionais da rede municipal, apresentando as razões da greve:

“Nós, profissionais da Educação do município de Valença, viemos a público comunicar que estamos em greve a partir do dia 8 de dezembro.

Essa decisão não é fácil, mas tornou-se necessária diante do cenário de profundo desrespeito e desvalorização que atinge a nossa categoria.

Neste ano de 2025, a Educação em Valença sofreu ataques graves. Sete escolas do campo foram fechadas, comunidades inteiras perderam o direito ao ensino próximo de suas casas e decisões têm sido tomadas de forma autoritária pela Secretaria Municipal de Educação, sem diálogo e sem respeito às comunidades escolares e educadores. A reposição inflacionária (Data Base), que é um direito
básico assegurado por lei, não foi cumprida pelo governo municipal, empurrando ainda mais os profissionais para a precarização.

Essa realidade tem adoecido e massacrado os educadores. Não há como oferecer um serviço público de qualidade quando quem educa está sobrecarregado, desrespeitado e forçado a complementar renda para sobreviver. Um educador sem valorização é um profissional que, apesar da dedicação, vive sob estresse constante, muitas vezes dependente de remédios para enfrentar jornadas de trabalho cada vez mais pesadas. E isso afeta diretamente toda a população — especialmente as crianças e adolescentes que dependem da escola pública.

Por isso, pedimos o apoio da população valenciana. A luta da Educação é uma luta de toda a cidade. Pressionar o prefeito Saulo Corrêa para que cumpra os direitos dos educadores significa defender uma creche e escola pública forte, com trabalhadores valorizados e capazes de garantir um ensino de qualidade para os nossos estudantes.

Seguiremos firmes, de cabeça erguida, porque acreditamos que Valença merece mais. E a Educação também.

Valença, dezembro de 2025.”

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Há 1 ano, a Câmara de Vereadores aprovou o PL 186/24 (que virou a Lei Complementar nº 276/2024, sancionada pelo prefeito Eduardo Paes no dia 26 de dezembro de 2024), o chamado “pacote de maldades de Paes e Ferreirinha” contra a Educação municipal.

As medidas propostas por Paes e votadas a toque de caixa pelo parlamento municipal levaram a categoria a deflagrar uma greve de 11 dias (de 25/11 a 06/12), em uma resistência aos ataques da prefeitura contra os educadores e demais servidores municipais, com a supressão de direitos, como licenças especiais, férias e vantagens funcionais, aumento da carga horária de aula para professores (minutagem), sem reajuste proporcional entre outros.

O Sepe desde então entrou com uma ação contra as consequências da lei, notadamente a minutagem; também estamos em campanha de denúncias diárias contra essa situação, em uma campanha publicitária nas redes sociais, rádios, carros de som e busdOor.

Veja os ataques contidos no pacote de maldades de Paes e Ferreirinha

– A Lei Complementar nº 276/2024 alterou a contagem das horas-aula dos professores, prejudicando a categoria. O cálculo que considera 1 hora-aula como 50 minutos passou a contabilizar apenas minutos trabalhados. Assim, os docentes tiveram o aumento de 26 para 32 tempos em sala de aula. Por mês, cada professor de 40 horas agora ministra 24 tempos a mais. Como resultado, o tempo destinado ao planejamento extraclasse e às correções caiu de 14 horas para apenas 8 horas por semana.

– A pedido do prefeito também foi aprovada uma emenda que acaba com a Licença Especial para todos os servidores municipais. Até hoje o pagamento em dinheiro e a proporcionalidade dos dias para aqueles que não alcançaram cinco anos não foram regulamentados.

– A Lei Complementar nº 276/2024 também abriu espaço para os desvios de função.

– Aqueles que recém ingressaram na categoria não poderão gozar férias em janeiro no 1º ano na matrícula. A lei também deu carta branca ao prefeito, em relação às férias dos profissionais de educação, pois propõe a criação de “normas específicas” para a regulamentação desse direito do servidor, tais como: parcelar as férias entre janeiro e julho? Os readaptados estão com dificuldades de tirarem férias em janeiro, pois só tem direito a férias em janeiro os profissionais que na avaliação da prefeitura trabalham diretamente com os estudantes.

– A lei criou novas barreiras e problemas para os readaptados: exige formação para ocupar cargo; cria protocolo de perícia médica contínua; pedido de prorrogação e necessidade de retorno a perícia; uma cláusula prevê quando pode haver redução de vencimento.

Assista e compartilhe o vídeo preparado pela Imprensa do Sepe
https://encurtador.com.br/Pphi

Envie o seu depoimento sobre o impacto do aumento da jornada
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Está marcada para a semana de 12 a 19 de dezembro, em plenário virtual do Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento do Tema 1218, sob relatoria do ministro Cristiano Zanin e que trata dos reflexos do piso salarial nacional (Lei nº 11.738) nos planos de carreira dos profissionais do magistério.

Como o julgamento será virtual, uma forma de a categoria tentar sensibilizar os ministros será enviando mensagens aos e-mails dos Gabinetes, explicando a importância que a votação tem para a categoria da rede estadual de educação, que recebe um dos piores salários em nível nacional, já que o governo não cumpre o piso, e para as prefeituras que ainda não cumprem a lei.

A seguir, publicamos um texto modelo que o(a) professor(a) poderá usar, como referência, em sua mensagem aos ministros – atenção, usamos, como exemplo, a situação da rede estadual do Rio de Janeiro. Mas o texto modelo pode ser usado, citando outras redes municipais:

MODELO DO TEXTO:
Vossa Excelência, Senhor Ministro ____________,
“No contexto do julgamento do Tema 1218, que ocorrerá no Plenário Virtual entre os dias 12 e 19 de dezembro, venho respeitosamente manifestar a extrema relevância desta decisão para o magistério brasileiro — em especial para nós, profissionais da rede estadual do Rio de Janeiro, submetidos a um dos piores salários do país devido ao reiterado descumprimento do piso nacional previsto na Lei 11.738/2008. Considerando que o piso foi reconhecido como constitucional por este próprio Supremo Tribunal Federal e deveria servir como vencimento inicial das carreiras, conforme determina o §1º do art. 2º da referida lei, solicito a Vossa Excelência atenção especial aos impactos sociais, profissionais e pedagógicos envolvidos.
Assim, rogo que o voto de Vossa Excelência reconheça a necessidade de que o piso nacional do magistério seja efetivamente observado como referência mínima nos planos de carreira, com os devidos reflexos nas faixas, níveis e classes, assegurando dignidade, valorização e respeito à legislação vigente. Tal decisão representará justiça para milhares de educadores que há anos lutam para que a lei seja cumprida.

Endereços dos(as) ministros(as)
GABINETE MINISTRO EDSON FACHIN (presidente)
gabineteedsonfachin@stf.jus.br
GABINETE MINISTRO GILMAR MENDES
audienciasgilmarmendes@stf.jus.br
GABINETE MINISTRA CÁRMEN LÚCIA
gabcarmen@stf.jus.br
GABINETE MINISTRO DIAS TOFFOLI
gabmtoffoli@stf.jus.br
GABINETE MINISTRO LUIZ FUX
gabineteluizfux@stf.jus.br
GABINETE MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES
Email: gabmoraes@stf.jus.br
GABINETE MINISTRO NUNES MARQUES
gmnm@stf.jus.br
GABINETE MINISTRO ANDRÉ MENDONÇA
secretaria.gmalm@stf.jus.br
GABINETE MINISTRO CRISTIANO ZANIN
gabinete.mcz@stf.jus.br
GABINETE MINISTRO FLÁVIO DINO
agenda.gmfd@stf.jus.br


 
 
 
 
 
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