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Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres: Sepe participa da Marcha das mulheres negras em Brasília hoje (25/11)
25 de novembro de 2025

Ônibus com a representação do Sepe em Brasília partiu ontem (24) pela manhã
Em 1999, a Organização das Nações Unidas oficializou o 25 de novembro como Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres. A data tem origem na luta das irmãs dominicanas Patria, Minerva e Maria Teresa Mirabal, que foram mortas em 1960 por ordem do ditador Rafael Trujillo em resposta à resistência política delas contra o regime. Mesmo com o avanço de políticas e de uma agenda global de enfrentamento às desigualdades de gênero, o problema da violência contra as mulheres ainda é uma chaga que abala as sociedades do mundo inteiro.
Segundo a OMS, em estudo divulgado no dia 19 de novembro, pelo menos 840 milhões de mulheres entre 15 e 49 anos já foram vítimas de violência sexual ou doméstica em algum momento da vida em todo o mundo. Os dados da pesquisa foram colhidos entre 2000 e 2023 em 168 países.
Marcha das Mulheres Negras em Brasília
Ainda dentro das atividades do Dia de luta contra a violência contra as mulheres, o Sepe enviou uma delegação a Brasília para participar da mobilização na capital federal durante o dia de hoje. A organização da Marcha das Mulheres Negras conta com o apoio da CNTE e demais sindicatos e dela participam delegações de vários estados do país. A marcha é iniciativa da Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), da Rede de Mulheres Negras do Nordeste e da Rede Fulanas – Negras da Amazônia Brasileira.
Na reunião de organização e articulação do evento, os participantes pontuaram que a educação deve ser a bandeira central da Marcha, ressaltando o papel estratégico das escolas e dos profissionais da área na construção de uma sociedade mais justa, democrática e livre do racismo. “A gente também tem como prioridade a luta pela educação na marcha, trazer nossas pautas, nossa organização e nossas bandeiras de luta, mas, sobretudo, nossa perspectiva do combate ao racismo, ao machismo, à lesbofobia, à transfobia e a todos os tipos de opressões”, destacou Berenice.
A Marcha também tem como mote a reparação histórica, cultural e social da população negra, especialmente das mulheres, que ainda enfrentam as maiores desigualdades no país.
Com o lema do “bem viver” e a energia da luta das mulheres negras, a expectativa da CNTE é que o ato de 25 de novembro seja o maior já realizado desde a primeira Marcha, há dez anos.
