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Educação Pública Municipal de Cabo Frio vive maior greve de sua história e se mantem firme na luta por direitos


A luta da rede municipal de Cabo Frio começou em outubro do ano passado. Em meio a paralisações e a greve que entrou pelo mês de janeiro cobrando o pagamento do 13º, salário dos aposentados junto com os em atividade, condições de trabalho nas escolas dentre outros pontos da pauta, os profissionais decidiram voltar às salas de aula em março 2016 para que os alunos não fossem tão prejudicados, encerrar o ano letivo de 2015 e permitir que as matrículas de 2016 fossem abertas. Mas os argumentos do prefeito Alair Corrêa, querendo culpabilizar o Sepe Lagos e a categoria por conta da longa greve e prejuízo aos alunos, foram por água abaixo. A categoria retornou às salas de aula mantendo o estado de greve mas encontrou o mesmo quadro de sucateamento da rede pública municipal: as escolas não tinham estrutura para receberem os alunos e nem os profissionais da educação; foram encontradas infestações de ratos e baratas, mato cobrindo as escolas, esgoto a céu aberto e tantas outras irregularidades comprovadas na Fanpage do SepeLagos.


Como as reivindicações não foram cumpridas, mesmo com decisão judicial e as condições de trabalho pioraram de uma forma assustadora, os profissionais da educação decidiram voltar à greve por tempo indeterminado. No início de junho, o movimento foi unificado com a saúde e os profissionais evitaram que a Câmara Municipal votasse proposta do prefeito para que o município pegasse um empréstimo de R$ 200 milhões, o que iria comprometer todas as verbas públicas durante anos.


Atos, protestos, vigílias, ocupações, acompanhamento das sessões na Câmara Municipal, pedágios e evento para arrecadar dinheiro para os servidores sem salário continuam sendo realizados numa luta incansável! Faltam poucos dias para o término do ano e muitos profissionais não receberam o salário de setembro. A situação é tão caótica que muitos servidores não conseguem comprar alimento básico para suas famílias. O Sepe Central atendeu a solicitação do núcleo Lagos quanto a doação de cestas básicas com a arrecadação do funcho de greve e foram recebidas 130 cestas básicas para o Sepe Lagos entregasse aos que reivindicaram tal ajuda. O dinheiro dos pedágios realizado no município e parte arrecadada no evento “Amigos do Servidor” foram utilizados para a compra de mais cestas. A outra parte, juntamente com a Vakinha OnLine, foi destinada para pagar contas emergenciais, como: água e luz cortadas e com aviso de corte e aluguéis com ordem de despejo.


Avançar na luta é cada vez mais necessário em tempos atuais. Falta de pagamento do salário mensal, do 13º, de um terço de férias, do vale-transporte, aposentadoria e tantos outros direitos dos trabalhadores e trabalhadoras fazem parte do pacote de maldades do atual prefeito que segue à risca a política do governo federal antecipando as PECs da maldade que também estão na pauta nacional e na pauta do governo Pezão no estado do Rio de Janeiro.


Essa é a greve mais longa da história do Sepe, pois a categoria não admite perder direitos conquistados com as muitas lutas travadas ao longo se sua história de resistência.


O fato é que os servidores públicos estão tendo que usar a criatividade para tentar driblar o caos, o que é quase impossível. Apesar do visível cansaço atingindo o psicológico de muitos lutadores e lutadoras aguerridos, os funcionários públicos estão firmes e unidos na luta.


Inacreditável que uma cidade tão rica e considerada uma das mais belas, tenha chegado ao fundo do poço devido ao Desgoverno e a falta de respeito com o povo dessa cidade.


Queremos nossos direitos respeitados e uma educação pública de qualidade!


Não vamos sair das ruas enquanto nossos direitos não forem restabelecidos. Exigimos uma educação pública de qualidade com condições efetivas de trabalho.


Lutamos contra a PEC 55, contra a reforma da previdência em curso no governo federal, contra a reforma do ensino médio proposto pelo governo federal, contra o avanço de toda a desregulamentação das leis trabalhistas e o desmonte do serviço público nas três esferas.


 


Direção do SEPE LAGOS