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O incêndio de grande proporções, que destruiu o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista nesta madrugada, infelizmente, é parte de uma tragédia anunciada há tempos por causa da falta de políticas dos governos federal, estaduais e municipais que pouco se comprometem com os bens culturais em nosso país.
 
Nos últimos anos, temos assistido e denunciado uma série de medidas, como os ajustes fiscais que Temer e governos como Pezão e Crivella têm promovido, retirando verbas de setores essenciais para garantir os lucros de empresários e banqueiros, por meio da redução do teto de gastos. Com os cortes, escolas, universidades, hospitais, museus, teatros e o serviço público em geral ficaram à míngua e sem os investimentos necessários não só para o atendimento da população como também para a manutenção e garantia da segurança dos seus funcionários e usuários. 
 
No caso do incêndio do Museu Nacional e da destruição do valioso patrimônio histórico e arqueológico ali contido, os bombeiros que foram acionados para debelar as chamas não tinham nem água para combater o incêncio que destruiu o prédio histórico e o acervo ali contido. Há anos, a UFRJ, instituição responsável pelo Museu, luta para aprovar um projeto de melhorias das condições de infra-estrutura e segurança do local com a instalação de equipamentos de segurança contra incêndios, reforma do prédio e melhorias gerais. Mas o governo federal e os órgãos responsáveis pela implementação destas obras não liberaram as verbas. A falta de manutenção também atinge os hospitais federais, estaduais e municipais, assim como as escolas das diversas redes públicas no Rio de Janeiro e demais estados da federação. 
 
A Pec do fim do mundo (241), aprovada por Temer em 2017 pelo Congresso obriga que o governo federal invista o mesmo que em 2017 e até 2037 em cultura, educação, patrimônio e saúde. Inclusive, na conta, estão a construção e restauração de museus, construção de escolas, construção de hospitais e tantos outros investimentos importantes para a população.
 
Agora, as autoridades lamentam o ocorrido. Mas, se elas cumprissem o seu dever de garantir cultura, educação, saúde e segurança para a população  talvez tais tragédias cotidianas não precisassem ocupar o espaço do noticiário diário nos nossos meios de comunicação. 
 
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