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Leia a Carta à População da Educação Estadual que será distribuída no dia 11/11
10 de novembro de 2016
Nessa sexta-feira, dia 11, os profissionais de educação farão paralisação de 24 horas, contra o pacote de maldades de Pezão e contra a PEC 55 que congela os investimentos do governo federal em educação, saúde, previdência social e até mesmo a política do salário mínimo – , essa PEC 55 está no Senado para ser votada e terá repercussão em todos os estados e municípios, se aprovada.
Ontem (09/11), o presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani (PMDB) anunciou a devolução do Projeto de Lei que prevê a criação de alíquotas de contribuição previdenciárias extraordinárias de 16% e 30%. Segundo o próprio Picciani, todos os 16 deputados do PMDB apoiaram a devolução do documento, mas se comprometeram a discutir as outras 21 propostas contidas no pacote de Pezão.
A seguir, leia CARTA À POPULAÇÃO
CARTA À POPULAÇÃO
Os servidores estaduais não vão pagar a conta de uma crise que não é nossa! Nenhum direito a menos!
A volta do governador Pezão, após longo período de licença médica, foi coroada com um dos mais violentos ataques já desfechados contra o funcionalismo estadual e população em geral. Pezão acaba de enviar para a Alerj um pacote de medidas, que representam o golpe final contra os servidores e a população que depende de subsídios e de ajuda do poder público para garantir as condições mínimas de sobrevivência.
Desde 2006, o Rio de Janeiro vem sendo administrado por um grupo político liderado pelo PMDB, que já teve à frente o ex-governador Sérgio Cabral, substituído por Pezão e, durante o período do afastamento do atual governador, Dornelles, que faz parte de um partido coligado ao PMDB durante as eleições de 2014. O mesmo partido que preside a Assembleia Legislativa por meio do deputado Jorge Picciani.
O que junta Cabral, Pezão e Dornelles são alguns fatos: 1) todos são investigados pela Operação Lava Jato, por suspeita de receberem propinas de empreiteiras e empresários; 2) Desde 2006, eles vêm concedendo incentivos e benefícios fiscais para empresas e empresários amigos que alcançam a marca de quase R$ 200 bilhões!; 3) Todos sustentaram uma política de arrocho dos servidores e de sucateamento dos serviços públicos em nosso estado, principalmente no tocante à Educação e Saúde.
Parece até uma ironia, mas justamente aqueles que levaram o estado do Rio de Janeiro para o fundo do poço agora querem colocar sobre as costas dos trabalhadores e cidadãos a conta dos seus desmandos e da farra feita com os bilhões dos royalties do petróleo durante esses anos todos.
Vamos lembrar também que o estado do Rio participou dos gastos bilionários para a realização dos chamados megaeventos, que provocaram a retirada de milhares de pessoas de regiões que foram desocupadas à força para a construção de obras diversas.
Veja como o “pacote de maldades” de Pezão afeta o servidor e o restante da população:
Atinge os servidores:
Aumento da contribuição previdenciária para 14% – o governo chegou a enviar uma proposta de confisco de 16% dos vencimentos dos aposentados e dos salários dos servidores;
Congelamento salarial;
Congelamento dos triênios;
Atinge a população:
Fim do aluguel social para 9.640 famílias atingidas por enchentes e outros desastres;
Limitação e reajuste do bilhete Único de R$ 6,50 para R$ 7,50;
Fim do Programa Renda Melhor que faz parte do Programa de Erradicação da Pobreza no Estado, atingindo 54 mil famílias;
Fim dos restaurantes populares
Diante de tão graves ataques, convocamos todos, servidores e a população a se juntarem à nossa luta contra o Pacote do Pezão.
SEPE RJ – SINDICATO ESTADUAL DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO DO RIO DE JANEIRO
