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Mais Artes já – leia o texto e veja o vídeo em defesa da disciplina de Artes
25 de maio de 2016
A disciplina Artes, tal como a conhecemos hoje já passou por diversas transformações, desde sua implementação pela Lei nº 5692 em 1971. O ensino da Arte tem apenas 40 anos de ensino obrigatório e ainda padece no processo de inserção como uma disciplina obrigatória no currículo das escolas em todos os anos (séries) de ensino fundamental e médio no Brasil.
Veja o vídeo "Mais Artes já!"
A Arte não é um privilégio de artistas, ela procura, através das tendências individuais, amadurecer a formação do gosto, estimular a inteligência e contribuir para a formação da personalidade do indivíduo. Ela é “conhecer e um fazer” inerente à condição humana. Um autoconhecimento, na pesquisa das próprias emoções, sensações, organização de pensamentos, o raciocínio e a imaginação. Tudo inserido em contextos sociais e educacionais.
“O homem cria não apenas porque quer, porque gosta, e sim porque precisa: ele só pode crescer enquanto ser humano, coerentemente, ordenando, dando forma, criando” (Ostrower )
A disciplina de Artes se configura com saberes específicos em quatro linguagens diferentes – Artes Visuais, Dança, Música e Teatro. E hoje, após o lançamento dos PCNs de 1998, não possui mais o caráter da polivalência, o que foi uma conquista. A Música, as Artes Visuais, o Teatro e a Dança são linguagens artísticas autônomas. Somos professores de Artes e amamos o que fazemos!
No entanto em pleno sec. 21 a educação em Arte agoniza. Apesar de documentos oficiais, PCNs, LDBs, propostas e discursos de órgãos gestores, a valorização da arte fica só no campo da imaginação e de discursos belos e bem elaborados. Na rede pública não há nenhuma preocupação com a prática em Artes, o tempo de aula é curto, faltam recursos, material didático (livros não contemplam a autonomia e individualidade de cada linguagem) e o acesso aos bens culturais também é limitado.
A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 resguarda o direito a educação e expressão artísticas:
Artigo 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
[…]
II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;
Artigo 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de:
[…]
Inciso V – acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um.
O Homem deixou as cavernas para ver e transformar seu meio, seu mundo. Deixou nas paredes sua marca, em sangue muitas vezes. Esperamos que o Seeduc não leve o ensino das Artes de novo ao fundo das cavernas, tirando dos nossos filhos e filhas, alunos e alunas a possibilidade de ver a Luz e não viver nas trevas. A gestão da Rede pública não debate, consulta, conversa, ela impõe sem ao menos prever consequências de seus atos. A disciplina Artes somente no terceiro ano, significa mais professores sobrando, pois a quantidade de turmas no terceiro ano é menor que no segundo ano, é um retrocesso. Nossos alunos tem direito ao ensino de Artes como uma disciplina obrigatória no currículo das escolas em todos os anos (séries) de ensino fundamental e médio no Brasil.
Durante o ato, a categoria também reivindicou que as negociações com o governo avancem – alguns pontos importantes, como o 1/3 de planejamento, o pagamento do enquadramento por formação e a pauta salarial não avançaram até o momento.
