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Operação policial deixou estudante ferido em Ciep municipal na Maré

A Polícia Civil está realizando uma operação dentro do Complexo da Maré desde o início da manhã desta quarta-feira (26). Segundo informações divulgadas pelo RJ TV e pelo Portal Vozes da Comunidade um aluno de 10 anos, foi baleado dentro do Ciep Hélio Smidt (R. Tancredo Neves – Maré) e chegou a ser atendido na Clinica da Família Jeremias Moraes e depois foi transferido para o Hospital Estadual Getúlio Vargas. Ainda não há informação sobre o estado de saúde da criança.

A operação envolvendo policiais da Coordenadoria de Operações Especiais da Polícia Civil (Core) aconteceu no meio da manhã de hoje. O tiroteio chegou a ser presenciado por uma equipe da TV Globo, que fazia uma reportagem na UFRJ, no Fundão, onde uma bala perdida chegou a atingir uma sala de aula, sem ferir ninguém. As imagens da TV Globo e de moradores do local da operação mostram a movimentação de helicópteros e blindados das forças policiais na Avenida Brasil e no entorno da Maré e o som de tiros foi captado em diversas postagens nas redes sociais. A Linha Amarela chegou a ser fechada por causa dos tiroteios.

O Sepe vê com preocupação a ocorrência de mais uma operação das forças estaduais de segurança em comunidades carentes do Rio de Janeiro e que coloca em risco a vida da população inocente. Por inúmeras ocasiões temos interpelado a prefeitura do Rio e a Secretaria Municipal de Educação, assim como o governo estadual e a SEEDUC sobre os protocolos de segurança para eventos deste tipo que, constantemente, colocam profissionais e alunos na linha de tiro e sujeitando as comunidades escolares a acontecimentos como o de hoje, quando um aluno, segundo as informações obtidas até agora, foi baleado dentro de uma unidade escolar municipal.

Em inúmeras vezes, o sindicato recebeu denúncias de profissionais que trabalham em escolas localizadas em áreas consideradas de risco e que têm dificuldades para a suspensão das aulas em dias de operação policial, já que algumas Coordenadorias Regionais de Educação ou a própria SME insistem em manter as unidades abertas, mesmo com o risco acentuado para as comunidades escolares. O prefeito Eduardo Paes e o secretário Renan Ferreirinha se fazem de surdos e não definem medidas como o fechamento das unidades e a adoção dos protocolos possíveis de serem adotados nestes casos para salvaguardar a vida de profissionais e alunos.

O Sepe também condena a política de extermínio da população pobre e favelada que o governador Cláudio Castro vem fazendo uso há muito tempo, incentivando a morte de pessoas nestas comunidades, como ocorreu no dia 28 de outubro, nos Complexos do Alemão e da Penha, ondem foram mortos 122 pessoas, uma verdadeira matança nunca antes vista no país nem na história das operações policiais no estado do Rio de Janeiro. Deste fatídico dia para cá, o govenador, com claros propósitos eleitoreiros vem ameaçando as comunidades com operações policiais de grande porte, que não resolvem os problemas de segurança no estado, aterrorizam os moradores e ameaçam a vida de quem só deseja viver sua vida em paz.  

ATUALIZAÇÃO:
Segundo o site do Jornal O Globo, que apurou junto à SME RJ “o menino atingido na escola é um aluno do sexto ano, baleado na perna. Entre o momento em que a escola comunicou o ferimento e o levou para a Clínica Genaro, na própria comunidade, e a posterior transferência para o Hospital Getúlio Vargas, quase duas horas se passaram. A remoção só não ocorreu antes porque o tiroteio impedia a circulação segura da ambulância.

A SME informou que o estudante participava de uma atividade da disciplina de Ciências no pátio da escola quando foi atingido por um projétil de arma de fogo. A coordenadora pedagógica o socorreu imediatamente e o levou para uma clínica da família próxima, onde o projétil foi retirado. O menino está agora no Hospital Getúlio Vargas, acompanhado da mãe.” fonte: O Globo online

 

 

 

 

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