Todas
REDE MUNICIPAL: ATAQUE NA EM TASSO DA SILVEIRA EM REALENGO COMPLETA CINCO ANOS HOJE
7 de abril de 2016
Hoje, dia 07 de abril, lembramos a passagem dos cinco anos da trágica ocorrência na Escola Municipal Tasso da Silveira, Realengo, quando doze alunos morreram vítimas de um homem que invadiu a unidade armado com dois revólveres e promoveu uma matança que entrou para a história de nossa cidade. Nesse dia, há cinco anos, Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, um ex-aluno da Tasso da Silveira, entrou na unidade identificando-se como palestrante e começou a atirar indiscriminadamente nos alunos. O agressor foi ferido por um policial militar nas escadarias da escola e depois se suicidou.
O Sepe, notificado da ocorrência por meio de reportagens nos principais veículos de comunicação, esteve presente no local neste dia para prestar solidariedade e tentar ajudar os profissionais da unidade a enfrentarem a situação e a dor provocada pela morte dos nossos alunos, das nossas crianças. Na ocasião, cumprimos nosso papel de entidade representativa dos profisionais de educação das redes públicas do Rio de Janeiro e que luta pela escola pública e de qualidade e denunciamos os problemas estruturais enfrentados pela categoria no seu trabalho cotidiano: na escola atacada, não havia porteiros, assim como ainda ocorre em várias unidades municipais e estaduais até os dias de hoje.
Na manhã de hoje (dia 7/4), uma cerimônia na Tasso da Silveira homenageou os alunos vitimados, com a participação de ex-alunos que sobreviveram ao ataque, responsáveis e membros da Associação Os Anjos de Realengo, integrada por pais de alunos que morreram ou ficaram feridos pelo ataque. Hoje à tarde, ainda haverá uma cerimônia na Alerj.
O sindicato presta aqui uma homenagem aos nossos jovens alunos, vitimados pela violência, esperando que tais fatos nunca mais possam se repetir. Para isto, estamos presentes e convocamos toda a população para cobrar das autoridades municipais e estaduais garantias para o funcionamento das escolas com as condições ideais de trabalho, tarefa mínima de qualquer governo responsável e cioso do cumprimento dos seus deveres.
