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Secretária municipal de Educação sai pela porta dos fundos e não recebe profissionais


Ontem (dia 7/12), profissionais de educaçao da rede municipal do Rio e diretores do Sepe estiveram na SME para cobrar da secretária Helena Bomeny uma resposta para a questão da perda de origem. O grupo chegou a ocupar a Secretaria para exigir uma audiência com a titular do órgão, mas Bomeny, acobertada por guardas municipais, saiu escondida por um anexo e não recebeu a categoria. (veja matéria pelo link: https://seperj.org.br/ver_noticia.php?cod_noticia=9211

No final da tarde, os profissionais foram recebidos por assessores da SME, mas estes afirmaram que somente a secretária poderia apresentar respostas para solucionar o problema da remoção de professores das suas escolas de origem por causa da reestruturação da rede municipal.

Veja o relato da Regional VI sobre o que aconteceu ontem na SME:



"Na tarde desta quarta-feira, dia 07 de dezembro, um grupo de professores de quatro escolas daCRE foi à SME, acompanhado por duas coordenadoras do sindicato, para buscar uma resposta da secretária municipal de educação, Helena Bomeny, sobre a reivindicação do cancelamento da remoção compulsória, com perda de origem, a que esses profissionais estão sendo submetidos


Na semana anterior, o grupo havia surpreendido a secretária na reunião do Conselho Municipal de Educação, onde ela se viu sem saída, tendo que ouvir os relatos de várias unidades e das situações absurdas que essas quatro escolas estão enfrentando. Na ocasião, a secretária se comprometeu a avaliar caso a caso e sinalizou que daria uma resposta


Na ausência de iniciativa por parte da secretária, o grupo foi à SME buscando um diálogo direto com ela, na tentativa de sensibilizá-la para o problema, porém, o que encontrou foi a falta total de vontade política em abrir um diálogo com os educadores.


A secretária mandou avisar que não receberia o grupo. Como todos permaneceram no corredor, mandou a guarda municipal expulsá-los do prédio. Como, ainda assim, ninguém se dispôs a sair, ela fugiu pelo elevador, escoltada pela guarda, numa atitude que denuncia seu inequívoco despreparo para o cargo que ocupa. Esse governo sai do jeito que entroutotalmente fechado ao diálogo, numa postura autoritária e arrogante, desrespeitando os direitos dos profissionais e ignorando as reais necessidades das comunidades escolares


Diante disso, os professores dessas escolas declaram que não vão fazer a remoção compulsória, determinada pela SME, respaldados no direito à origem, conquistado na greve de 2013!! Todos permanecerão em suas unidades!! Ninguém se submeterá a esse processo de reestruturação sem planejamento, sem organização, sem consulta e diálogo com as comunidades escolares! Essa é uma decisão de quem tem a firmeza de lutar pelos seus direitos, de quem exerce sua cidadania, de quem não vai permitir que uma “canetada” jogue por terra a história de anos de um trabalho de equipe." (direção da Regional VI)