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SEPE FEZ COLETIVA DE IMPRESA PARA FALAR DA GREVE DA REDE ESTADUAL E A VIOLÊNCIA CONTRA OS ALUNOS


A coordenação geral do Sepe realizou uma coletiva de imprensa na tarde desta segunda (23) para denunciar o papel do governo do Estado nas ações contra os alunos das escolas ocupadas e principalmente na violenta desocupação da SEEDUC neste final de semana

O Sepe vai acionar o Ministério Público contra a atuação do governo na desocupação das escolas e também na desocupação da SEEDUC (leia a nota oficial do Sepe sobre a desocupação da SEEDUC).

Além disso, o Sepe, na coletiva, fez questão de dar uma satisfação à população sobre os quase 90 dias de greve, que se iniciou no dia 02/03; a direção informou que o governo não vem se esforçando para cumprir a pauta de reivindicações da categoria.

O Sepe também contesta o governador em exercício Francisco Dornelles, que disse em entrevista agora pouco no RJTV, que o sindicato teria acordado com o governo o fim da greve – em momento algum a diretoria do sindicato negociou o fim da greve nas audiências com o governo. A diretoria do Sepe sempre deixou claro ao governo que quem decide o fim da greve é a assembleia de profissionais

Veja matéria no RJ TV2 da rede globo:http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/rjtv-2edicao/videos/t/edicoes/v/professores-da-rede-estadual-estao-ha-tres-meses-em-greve/5043632/



Nessa terça, dia 24, ocorrerá nova assembleia, às 10h, na quadra da Sâo Clemente, na Avenida Presidente Vargas.



Veja a pauta de reivindicações da rede estadual em greve desde o dia 02 de março

1) Reajuste salarial de 30%;

2) Retorno do calendário anterior de pagamento;

3) Fim do parcelamento de salários;

4) Pagamento integral do 13º salário;

5) Arquivamento do Projeto de Lei do governo de reforma do Rioprevidência;

6) Realização de concurso público para funcionários técnico-administrativos;

7) Atendimento da pauta pedagógica (cumprimento da reserva de um terço da carga horária docente para realizações de atividades extraclasse – Lei nº 11.738/2008), nenhuma disciplina com menos de dois tempos semanais, carga horária concentrada em uma única escola, eleição direta para direções escolares, redução do número de alunos em sala de aula e fim da política meritocrática com imposição de avaliações externas sem amplo e prévio debate com as comunidades escolares);

8) Plano unificado de cargos e salários e formação em serviço para os funcionários;

9) Redução da carga horária de 40 para 30 horas semanais para funcionários técnico-administrativos, formalizando o acordo em curso desde meados da década de 90;

10) Efetivação dos enquadramentos por formação dos docentes, incorporando os valores à remuneração docente e pagando os valores pretéritos;

11) Pauta indígena: será votado na ALERJ PL que institui o “professor indígena”

12) Descentralização da perícia médica e fim da terceirização da mesma;

13) Abono de greves anteriores.

14) Resolução assegurando a concessão da licença especial para todos os servidores, independentemente do período de aposentadoria.