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Neste mês de março, em que se aponta para uma diversidade de debates que envolvem a luta incessante das mulheres por direitos e o combate ao feminicídio e às mais variadas formas de violência impostas historicamente pelo patriarcado, caminhando ao lado de todas as mulheres que lutam, a Secretaria de Saúde e Direitos Humanos e a Secretaria de Gênero e Defesa dos Direitos LGBTQIA+, do Sepe, também desejam somar-se às mobilizações em curso, chamando a atenção para um tema fundamental em nosso tempo: a sobrecarga das mulheres que atuam na educação básica pública na atualidade.

Constituindo majoritariamente a força de trabalho na educação básica, nós, mulheres, estamos em todos os espaços da escola pública. Somos professoras, funcionárias administrativas, cozinheiras escolares, pedagogas, bibliotecárias, auxiliares de portaria, inspetoras, coordenadoras de turno, secretárias, dentre outras tantas funções existentes nas escolas. Estamos presentes, ainda, nas equipes diretivas e de apoio. Mas, guardadas as diferenças entre as distintas tarefas que desempenhamos na escola, um dado comum vem unificando nossas vozes, seja nas conversas informais, seja nas reuniões coletivas: estamos profundamente sobrecarregadas, esgotadas e desvalorizadas.

Numa sociedade que ridiculariza vínculos empregatícios estáveis, trabalhar até a exaustão é considerado um valor. “Trabalhe enquanto eles dormem” é um dos discursos mais difundidos nas redes. Apesar da profusão de discursos meritocráticos e da romantização do cansaço, razões estruturais para esse esgotamento não faltam. Ano após ano, o orçamento público para a educação vem sofrendo cortes, especialmente no que diz respeito às iniciativas de valorização dos profissionais de educação. Concursos vêm sendo substituídos por contratos frágeis e terceirizações. Escolas vêm funcionando com uma estrutura precária. E o argumento da “responsabilidade fiscal” segue sustentando o projeto de desmonte da educação básica pública pelos governos, em todas as esferas. Contudo, para além do debate sobre as causas político-econômicas que estão na base da presente discussão, nos parece importante refletir sobre como esse projeto de desmonte se materializa no cotidiano concreto das profissionais e das escolas. Você já se perguntou como é o dia a dia das professoras e funcionárias nas escolas onde nossas crianças e jovens estudam?

Nas salas de aula, nas cozinhas e nos demais ambientes das unidades escolares, educadoras de todas as idades seguem atuando, procurando desempenhar suas funções apesar das condições adversas de trabalho. Todos os dias, as mulheres trabalhadoras da educação enfrentam cargas horárias extensas – muitas vezes ampliadas arbitrariamente pelos governos –, duplas e triplas jornadas, seja para pagar contas básicas, seja para especializar-se e/ou dar conta dos afazeres domésticos que a sociedade do capital nos impõe. À ampliação do tempo dedicado ao trabalho, na escola ou em casa, e às exigências de formação soma-se a realidade da falta de profissionais nas unidades, o acúmulo gradativo de funções, o retrabalho, a política de “índices” e “metas”, a ausência de reajuste ou a insuficiência de recomposição de perdas inflacionárias, o poder de compra diminuindo mês a mês, o achatamento dos planos de carreira, os direitos negados, os assédios constantes, a responsabilização, a culpabilização, a vigilância, a violência, o enfrentamento de projetos de educação autoritários e meritocráticos, as turmas superlotadas, a insuficiência de profissionais de inclusão, além de questões de ordem estrutural, como unidades sem climatização, sem itens básicos de trabalho, com frequente falta de luz, água e salubridade. O tempo das mulheres é quase inteiramente dedicado à expropriação da sua força de trabalho e, na maioria das vezes, ainda é sobrecarregado pelo trabalho doméstico. E, por óbvio, a consequência imediata desse estado de esgotamento e sobrecarga é o adoecimento físico e mental das profissionais de educação, tanto professoras quanto funcionárias. Quem se importa com as mulheres que educam?

Neste mês de março, a Secretaria de Saúde e Direitos Humanos do Sepe e a Secretaria de Gênero e Defesa dos Direitos LGBTQIA+, ao mesmo tempo em que se solidarizam com todas as mulheres que atuam na educação básica pública, querem afirmar a todas as educadoras: a saúde física e mental de quem trabalha na educação é pauta de luta, é bandeira do Sepe e essa luta é de todas nós. Lutar por valorização salarial, por 1/3 de planejamento, por condições dignas de trabalho, por redução de carga horária, por Piso Nacional do Magistério e de Funcionários, por climatização em todos os espaços da escola, por segurança e liberdade de ensinar e aprender é lutar também contra o que nos adoece no dia a dia. Lutar por direitos é lutar por saúde para quem constrói a educação pública em cada creche, em cada escola. Lutar por direitos é lutar pela saúde das mulheres educadoras!

Secretaria de Saúde e Direitos Humanos do Sepe

Secretaria de Gênero e Defesa dos Direitos LGBTQIA+ do Sepe

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A Secretaria de Gênero e Defesa dos Direitos LGBTQIAPN+, do Sepe, está selecionando, através do Edital de Chamamento Público nº 001/2026, propostas artístico-culturais destinadas à criação de um mural artivista, em celebração ao Dia Internacional da Mulher, o 8M.

O sindicato, com essa iniciativa, quer valorizar produções que dialoguem com as pautas do movimento feminista e com o enfrentamento à violência de gênero no Brasil.

Podem participar educadoras filiadas ao Sepe – concursadas ou contratadas das redes públicas ou privadas de ensino, além de profissionais da educação fora de rede, desde que estejam em dia com a contribuição sindical do Sepe.

As inscrições serão realizadas entre os dias 8 e 29 de março de 2026.

O projeto vencedor receberá subsídio para a execução do mural, que poderá ter até 20 metros quadrados e será instalado em local a ser definido pelo sindicato.

Todas as etapas do processo seletivo e os resultados serão divulgados no site e nas redes sociais oficiais do Sepe.

Edital

Formulário de inscrição.

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O Sepe, juntamente com os profissionais das redes públicas do estado do Rio de Janeiro e aposentadas(os) da Educação, fez parte da grande manifestação organizada na Praia de Copacabana pela passagem do dia 8 de Março (8M), Dia Internacional de Luta da Mulher), neste domingo.

Desde cedo, a manifestação organizada para se concentrar na altura do Posto 3 juntou manifestantes, que protestaram contra oi feminicídio, o estupro e outras violências de gênero e políticas públicas para o seu enfrentamento. Também foi lembrada a luta pelo fim da escala 6X1 e pelo aborto legal, seguro e gratuito. Depois, foi realizada uma passeata até o Leme.

O Sepe participou do evento, com representações de vários núcleos municipais e regionais do sindicato, que levaram bandeiras e cartazes alusivo ao dia de Luta Internacional da Mulher. Cerca de mais de 80 entidades, reunindo sindicatos, movimentos populares, organizações feministas e parlamentares participaram do evento na Praia de Copacabana.

Veja galeria de fotos do ato ontem em Copacabana pelo link abaixo:
https://www.instagram.com/p/DVojSXzGtnw/?igsh=MWltZHl4NGZmeGdhbg==

 

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