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Em meio às controvérsias e ameaças de judicialização, o deputado Douglas Ruas (PL) foi eleito, nesta sexta-feira (17/04), sem concorrente, e empossado como novo presidente da ALERJ, em substituição ao ex-presidente da casa cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deputado Rodrigo Bacellar (UNIÃO), atualmente em prisão preventiva na sede da PF do Rio de Janeiro por suspeita de vínculo com o tráfico de drogas, entre outras acusações. O pleito de hoje na ALERJ, que não contou com a participação de 27 deputados dos partidos de oposição, também elegeu o deputado Dr. Deodalto (PL) como segundo secretário da casa legislativa.

Veja na matéria do G1 os deputados que votaram em Ruas.

Em março, o presidente eleito agora já tinha sido escolhido por parte dos deputados, mas a votação acabou anulada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e ele não chegou a tomar posse. Os partidos que não participaram desta eleição já anunciaram que vão acionar o Supremo Tribunal Federal para anular esta nova eleição.

Eleito para a presidência da Alerj, Ruas assume a condição de poder vir a assumir interinamente o governo do estado. Mas uma liminar do STF está mantendo no cargo o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto, até que o Supremo defina como será a eleição para a ocupação do cargo vago deixado por Cláudio Castro no mês de março, antes da sua condenação pelo TSE.

O outro candidato que participaria do processo para eleição da presidência da Alerj, deputado Vitor Junior (PDT), retirou a sua candidatura depois da Justiça manter a votação aberta no plenário da ALERJ hoje. De forma simultânea com a retirada da candidatura de Vitor Junior, uma frente de 25 deputados e 9 partidos (PSD, MDB, Podemos, PT, PDT, PSB, Cidadania, PCdoB e PV) decidiu não participar da votação.

O Sepe se mantém atento, acompanhando o desenrolar desta disputa política entre os partidos de direita e extrema-direita que apoiam explicitamente o novo presidente eleito da Alerj e a oposição. No entender do sindicato, a eleição de Ruas é uma tentativa dos partidos que compuseram a base de sustentação do desgoverno Cláudio Castro de manter as rédeas na política estadual, com vistas a garantir dividendos eleitorais nas eleições gerais de outubro deste ano.

Com isso, perdemos todos: a população fluminense e o conjunto dos servidores, que tanto sofreram ao longo dos últimos anos com a falta de um governo comprometido com o bem-estar do povo e com as políticas voltadas para alavancar setores fundamentais para garantir este direito, tais como Educação e Saúde.

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Os professores e funcionários administrativos da rede pública estadual de educação do Rio de Janeiro realizam uma greve de 24 horas no dia 9 de abril. A categoria realizou uma assembleia no Clube de Engenharia, no Centro do Rio, com a presença de centenas de pessoas.
Logo após a assembleia, os profissionais de educação realizaram ato na ALERJ.

Leia as deliberações da assembleia:

15 de abril: Atos descentralizados no dia nacional da marcha da classe trabalhadora, em Brasília (marcha);

28 de abril: Conselho Deliberativo da rede estadual, com assembleias locais até 27 de abril;

5 de maio: Paralisação de 24 horas, com assembleia às 10 horas (local a confirmar). Neste dia, na assembleia, há o indicativo de discussão de entrada ou não da categoria em estado de greve. Ato público, a partir das 14h.

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O Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) acaba de anular a sessão que elegeu Douglas Ruas (PL) como novo presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj).

A decisão foi tomada horas após a realização da sessão extraordinária, convocada pelo presidente em exercício da Casa, Guilherme Delaroli (PL), no fim da manhã desta quinta-feira (27/03), que elegeu Ruas a toque de caixa – leia nota anterior do Sepe.

O TJ entendeu que o processo eleitoral na Alerj só poderia ser iniciado após a retotalização dos votos pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), já que o ex-presidente da casa, Rodrigo Bacellar, foi cassado pelo STF no dia 24 e sua cadeira está vaga.

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Deputados da base do ex-governador Cláudio Castro e do ex-presidente da ALERJ, Rodrigo Bacellar (cassado pelo TSE no dia 24/03), escolheram a jato (a sessão durou apenas meia hora) nesta quinta-feira (26/03) o novo presidente da Casa, passando por cima do regimento e até do Tribunal Regional Eleitoral, que ainda não realizou o cálculo para determinar quem seria o substituto da cadeira de Bacellar — o que só deverá ocorrer na próxima semana.

O eleito, com 45 votos, foi o deputado Douglas Ruas (PL), ex-secretário estadual de Cidades na gestão de Castro. Pela linha sucessória, e diante da vacância atual do cargo de governador, Ruas deverá assumir interinamente o Palácio Guanabara — em mais um episódio que evidencia o quanto o estado está submetido a práticas políticas marcadas pelo mandonismo, com a população afastada das principais decisões.

Partidos de oposição informaram que entrarão na Justiça contra essa eleição.

Na condição de governador, Ruas tende a dar continuidade ao desastroso governo de Castro, especialmente na área da educação, que enfrenta salários rebaixados, denúncias de má gestão e ausência de políticas pedagógicas consistentes.

O novo presidente da ALERJ é filho do Capitão Nelson, prefeito de São Gonçalo — município onde atuou como secretário de Projetos Especiais. Segundo a imprensa, a cidade foi a quinta do país que mais recebeu recursos das chamadas “emendas do orçamento secreto”, posteriormente extintas pelo Supremo Tribunal Federal.

O Sepe protesta contra a forma açodada e sem transparência com que a ALERJ vem conduzindo a sucessão. Trata-se de um grave ataque à democracia fluminense. Diante da profunda crise institucional, política e econômica enfrentada pelo governo, o mínimo que se espera é que os deputados debatam a situação dentro dos marcos legais. No entanto, o que se observa é uma tentativa de manutenção do poder a qualquer custo.

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A Comissão dos Servidores Públicos Estaduais da ALERJ realizou audiência pública, nesta quinta-feira (12/03), sobre a implantação do Piso do Magistério e o financiamento da educação.

A diretoria do Sepe esteve presente na mesa de condução da reunião, assim como representantes da SEEDUC e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Outros integrantes da diretoria do sindicato e dezenas de militantes da educação participaram do plenário. O deputado federal Tarcísio Motta (PSOL) também acompanhou a audiência.

Na audiência, foi deliberado que a Comissão dos Servidores, presidida pelo deputado estadual Flávio Serafini (PSOL), e as entidades da educação presentes reforçarão junto à SEEDUC a urgente necessidade de formação de uma mesa de negociação com o governo do Estado para discutir a questão salarial da educação, com foco na recomposição salarial – incluindo os aposentados -, além de outras pautas colocadas, entre elas: a migração dos funcionários da ex-FAEP para a FAETEC, a questão da Animação Cultural, entre outras.

A representante da SEEDUC, subsecretária Vivianne Ferreira Tavares, que representou a secretária Luciana Calaça na audiência, se comprometeu a articular, em até 10 dias, essa negociação com o governo.

Audiência mostrou dados sobre o desinvestimento na educação

Serafini abriu a audiência com uma análise dos números das receitas e despesas do estado para a educação estadual. Ele informou que de 2019 a 2025 (governos Witzel e Castro) deixaram de ser aplicados na educação R$ 16 bilhões referentes à participação especial dos royalties de petróleo. O deputado informou também que os deputados da oposição na ALERJ entraram com uma denúncia no MPRJ contra este rombo no orçamento.

Ou seja, se o governo cumprisse com a sua obrigação constitucional de aplicar as receitas obrigatórias na educação, não só o piso nacional do magistério e o piso para os funcionários das escolas poderiam já ter sido implementados, como também a estrutura física das unidades escolares estaria em condições bem melhores.

A seguir falou a representante do Sepe, diretora Maria da Conceição F. Nunes (Sãozinha). Ela disse que a nova gestão da Secretaria já adotou algumas medidas dentro do que o Sepe vem propondo, entre elas: revogação do diário online e a saída de policiais da corregedoria da Secretaria – inclusive foi informada na audiência a exoneração de um policial lotado naquele órgão.

A diretora do Sepe alertou que a política de abono não contenta os aposentados: “Precisamos avançar nessa recomposição”. Ela protestou contra o “assalto” ao RioPrevidência via Banco Master. Sãozinha lembrou que a ex-secretária afirmou que o governo pagaria o piso, mas ao final o governo implementou a lei do piso apenas nas primeiras faixas salariais, quebrando o Plano de Cargos e Salários – “piso não pode ser teto”. Ao final, ela disse esperar que outras ações concretas sejam tomadas pela nova gestão da Secretaria, em benefício da categoria.

Falou em seguida a diretora do Sepe e presidente do Conselho de Controle e Acompanhamento do Fundeb (Cacs-Fundeb), Beatriz Lugão. Ela explicou o histórico da criação do Fundeb – criado para ser um fundo de valorização salarial dos professores e professoras do ensino básico, visando à melhoria dos salários, com a implementação do piso nacional, cuja lei existe desde 2008. No entanto, segundo Lugão, essa função foi desvirtuada e a receita do Fundeb está sendo usada para pagar integralmente os salários dos servidores do estado do Rio e dos municípios, e quase nenhum desses entes cumpre com o piso do magistério.

Lugão denunciou a dificuldade para o o CACs-Fundeb obter informações, principalmente em relação aos contratos com empresas terceirizadas. Além disso, ela alertou que não há perspectiva de melhoria salarial, se for contar apenas com o Fundeb, já que o estado vem diminuindo a arrecadação do fundo, com a diminuição significativa do número de matrículas escolares.

As duas representantes do Sepe divulgaram o ato em frente ao Palácio Guanabara, no dia 18, com concentração no Largo do Machado, às 10h.

Fala da SEEDUC

A subsecretária Vivianne Ferreira Tavares falou em nome da SEEDUC. Ela disse que a Secretaria está aberta a uma discussão coletiva; disse que a SEEDUC precisa, nesse período curto de gestão que resta, de entender os pleitos e abrir essa negociação.

Ela afirmou que a Seeduc entende a crítica de que o Plano de Carreira está achatado; disse também que é possível construir um grupo de trabalho para discutir a questão dos gargalos no financiamento da educação.

Promotoras do MPRJ presentes

Agnes Mussliner, promotora de Justiça e Coordenadora do Grupo de Atuação Especializada em Educação (GAEDUC do MPRJ), presente à mesa, afirmou que a questão que mais vem acionando o GAEDUC é a do financiamento da educação pública. Ela informou que existe, no Supremo, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, a ADI 6227, que questiona a aplicação dos royalties do petróleo na educação, determinada, por sua vez, pela Lei Federal 12.858/2013.

Segundo a promotora, o ministro Luiz Fux está analisando essa ação e já determinou que os TCEs e MPs se abstenham de processar os governos estaduais que não estejam cumprindo a lei 12.858/2013. Ela pediu que o movimento social e sindical pressione o Tribunal para que o tema seja julgado o mais rápido possível. Sobre este ponto, o deputado Tarcísio disse que o seu mandato vai buscar agendar uma audiência com o ministro Fux, para discutir o trâmite dessa ADI com todas as instituições interessadas, incluindo o Sepe.  

Já Bianca Mota de Moraes, promotora de Justiça e Coordenadora do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Tutela Coletiva da Educação do MPRJ, pediu que as representações presentes na audiência, além do legislativo, busquem investigar profundamente e divulgar os dados do que deve ser aplicado, por lei, na educação. A divulgação desses dados, para ela, é fundamental para a fiscalização e cobrança do governo. Afirmou também que, independentemente do julgamento no Supremo sobre a lei do piso (Tema 1218), o governo do estado sempre pode abrir uma mesa de negociação com o Sepe para a implementação do piso.

Falhas crônicas na contabilidade

Outro a falar foi o coordenador do Fórum Permanente de Acompanhamento do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério da Educação Básica, professor da UFRJ Fábio Souza. Ele disse que há um problema crônico na Seeduc com a produção do orçamento, com falhas nas receitas e despesas, segundo dados do TCE. Ele denunciou que o estado, pelo menos desde 2021, não vem aplicando o percentual mínimo de 25% do orçamento na educação, como manda a Constituição.

A professora Teresa Pimentel, presidente da Associação dos Diretores de Escolas Públicas do Estado do Rio de Janeiro (ADERJ), disse ser “muito doloroso que os aposentados vivam com os atuais salários, suficientes somente para sobreviver”.

Maria Teresa Avance de Oliveira, integrante do Comitê Diretivo da Iniciativa Nacional pelo Direito à Educação, defendeu a implementação do Piso Salarial e criticou a falta de transparência e de fiscalização do uso do dinheiro público do estado.

Falas do plenário

Em seguida, ocorreram as falas do plenário, incluindo de integrantes da diretoria do Sepe: as coordenadoras Helenita Beserra e Rosilene Almeida; além do diretor Mário Sérgio; da diretora Maria da Penha; do ex-diretor do sindicato Flavio Lopes e do funcionário ex-FAEP, Danilo. A direção do Sepe cobrou a resolução da grave questão da migração dos funcionários ex-FAEP para a FAETEC, que vem sendo postergada pelo governo, entre outros temas.

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A ALERJ revogou a prisão preventiva do presidente da casa, deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil), ocorrida na semana passada por suspeita de vazamento de informações na operação que resultou na prisão do então deputado TH Jóias em setembro, por ligações do mesmo com a facção criminosa Comando Vermelho. Bacellar foi preso na última quarta-feira (3) pela Polícia Federal a mando do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e do procurador geral da República, Paulo Gonet. O placar da votação que derrubou a ordem de prisão do STF foi de 42 a 21.

A despeito das graves acusações que pesam sobre o presidente da ALERJ, apontado pela Polícia Federal de ter repassado informações para TH Jóias sobre a operação policial que resultou na prisão do último, Bacellar contou com o apoio de deputados de diferentes bancadas para ter revogada sua prisão, mas a votação não decidiu sobre sua volta para a presidência do legislativo fluminense. Esta decisão ficará a cargo do ministro Alexandre de Moraes, que também pode determinar outras medidas cautelares contra Bacellar, como o uso de tornozeleira eletrônica, por causa da gravidade das acusações contra ele de suposto envolvimento com o crime organizado.

O Sepe espera que as investigações sobre o caso sejam aprofundadas e que as autoridades continuem apurando as ligações de parlamentares de todas as esferas do legislativo e até mesmo do executivo estadual com o crime organizado. Para o sindicato, é inadmissível que aqueles que têm o dever de zelar e propor leis para garantir o bem-estar da sociedade favoreçam ou se envolvam com a corrupção e facções criminosas que eles deveriam combater ao invés de se aliarem em ações que trazem grandes prejuízos ao Estado.

COMO VOTARAM OS DEPUTADOS E OS PARTIDOS




 

 

 

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A Comissão de Servidores Públicos, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), realizou audiência pública nesta segunda-feira (10/11) para debater a reforma administrativa contida na Proposta de Emenda Constitucional 38/2025 (PEC 38/2025) e os impactos nos servidores no estado.

O encontro destacou que a PEC representa um ataque amplo ao serviço público, alterando 44 artigos da Constituição Federal. Parlamentares e entidades reforçaram a necessidade de mobilização dos servidores e da sociedade contra a proposta.

O deputado estadual Flavio Serafini (PSOL), presidente da Comissão, abriu o debate lembrando do arroxo salarial do servidor estadual, que não tem reajuste desde 2020, cuja situação ficará ainda pior, se essa PEC for aprovada: “Ela criaria uma norma constitucional que oficializa o arroxo, com a aplicação de um teto de gastos”, ele disse.

Ele propôs ao plenário e foi aprovada a criação de uma Frente Parlamentar Mista no Estado do Rio, com deputados em todos os níveis, para articular o combate à PEC. A orientação geral aprovada foi a de unificar a resistência em todos os níveis – sindical, movimentos sociais, mandatos parlamentares, entre outros.

Em seguida, a audiência foi aberta à fala dos convidados. Primeiro a falar, o professor da UFRJ e pesquisador da reforma administrativa, Gênesis Oliveira, detalhou a PEC e fez um histórico das reformas e atos administrativos que atingiram os servidores, ao longo da história recente.

A atual PEC, segundo Gênesis, tem como formato básico a criação de um teto de gastos que, na prática, vai estrangular o serviço público, especialmente em relação aos salários dos servidores, que irá sofrer arroxo e congelamento.

O teto de gastos proposto pela PEC 38/2025 limita o crescimento das despesas públicas dos entes federativos à inflação do ano anterior, com pequena margem de aumento (máximo de 2,5%) quando houver crescimento real de receita.

SEPE PROPÕE REUNIÃO URGENTE PARA ARTICULAR RESISTÊNCIA

Representando o Sepe na mesa, a coordenadora-geral do Sepe, Helenita Beserra, lembrou que diversos municípios do estado do Rio já vêm desmontando o serviço público, através da aprovação de leis que atingem diretamente o concurso público, a previdência social, entre outros.

Ela lembrou, também, da emergência da resistência dos servidores contra as reformas no estado do Rio, nos municípios e em Brasília contra a PEC. Ela propôs uma reunião com todas as entidades sindicais, mandatos parlamentares, entre outros, na próxima terça-feira, no dia 18, às 19h, na sede do sindicato, para articular a reação no estado contra a PEC.

Paulo Lindesay, da Associação dos Servidores do IBGE, alertou sobre o desmonte do Estado que a PEC propõe, com a iniciativa privada dominando quase totalmente o orçamento e sua implementação.

Ivanilda Oliveira, da FASUBRA, falou sobre a importância do serviço público principalmente para a população mais carente do país: “Essa PEC não quer melhorar o serviço público, mas abri-lo ainda mais para a iniciativa privada, com todos os males que isso traz”.

Vinicius Zanata, do FOSPERJ, lembrou que o estado que mais deu assinaturas de deputados em apoio à PEC foi o Rio, “isso sem falar do próprio relator, deputado Pedro Paulo”.

Marcos Soares, do ANDES, último convidado a falar, afirmou que a reforma ainda está em disputa, em relação ao que a população conhece da proposta. Não por coincidência, segundo ele, logo após o ato dos servidores em Brasília, 16 deputados retiraram suas assinaturas da PEC.

Em seguida às falas dos convidados, o debate foi aberto ao público.

Ao final da audiência, foi informado que a liminar que suspendia a lei 11010/2025, que retira a receita dos royalties do petróleo do Rioprevidencia, acaba de cair. O próprio desembargador relator do processo que havia concedido a liminar, a partir de uma ação de vários deputados da oposição ao governo Castro, voltou atrás. O Sepe irá informar aos profissionais de educação os próximos passos para luta contra essa lei, que coloca em risco a aposentadoria dos servidores estaduais.

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Os deputados estaduais aliados do governo Cláudio Castro aprovaram, na tarde desta quarta-feira (22/10), na ALERJ, o substitutivo ao Projeto de Lei nº 6.035/2025. A proposta autoriza o governo do estado a retirar do Rioprevidência os recursos provenientes de royalties e participações especiais do petróleo para o pagamento da dívida pública do estado com a União. Atualmente, esses recursos são destinados ao Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio. Estima-se que cerca de R$ 5 bilhões possam ser retirados do Rioprevidência.

A oposição conseguiu aprovar uma emenda ao substitutivo, limitando a vigência da lei até 31 de dezembro de 2026.

O Sepe se posiciona contra a aprovação do projeto. Mesmo com a limitação conquistada pela oposição, o governador, na prática, terá permissão para esvaziar o cofre do Rioprevidência. O sindicato também pretende discutir com outras entidades de servidores a possibilidade de recorrer ao Judiciário contra a medida.

No entendimento do sindicato, o projeto aprovado hoje na ALERJ é um paliativo diante da desastrosa gestão do governo atual, que caminha para uma situação de falência, semelhante ao que ocorreu durante os governos Pezão e Cabral, quando servidores, aposentados e pensionistas sofreram com atrasos salariais e graves dificuldades financeiras.

Confira como votou cada deputado e guarde o nome de quem permitiu o saque no Rioprevidência

ATO PÚBLICO CONTRA O PL

Deputados da oposição destacaram, em suas falas no plenário, que a emenda foi uma tentativa de reduzir os prejuízos aos servidores, ao impedir um ataque permanente ao Rioprevidência e limitar a permissão do governo apenas até dezembro de 2026. Ainda assim, a oposição votou CONTRA o substitutivo, pois não concorda com o mérito do projeto, que mantém o Rioprevidência sob ameaça, mesmo que temporariamente. Os deputados também não descartam questionar a constitucionalidade do projeto junto ao Tribunal de Justiça. O texto foi aprovado com 48 votos a favor e 21 contrários.

Centenas de servidores ocuparam a entrada e a galeria da ALERJ para se manifestar contra o projeto. Foi realizado um ato público, com a participação dos profissionais da educação convocados pelo Sepe.

PARALISAÇÃO DIA 29/10 CONTRA A REFORMA ADMINISTRATIVA

O sindicato convoca uma paralisação de 24 horas dos profissionais da educação da rede estadual no dia 29 de outubro (quarta-feira), em protesto contra a reforma administrativa em tramitação no Congresso Nacional, que ataca direitos dos servidores públicos (PEC 32/2020).

No mesmo dia, o Sepe realizará um ato público em frente à ALERJ, às 14h, junto a outras categorias de servidores, e participará da Marcha Nacional contra a Reforma Administrativa, em Brasília, convocada pela CNTE, à qual o Sepe é filiado.

VEJA O VÍDEO DO ATO NA ALERJ

 
 
 
 
 
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O Sepe iniciará, a partir de segunda-feira (20/10), uma vigília contra o Projeto de Lei nº 6.035/2025, de autoria do governo do estado, que autoriza o Executivo a retirar quase R$ 5 bilhões da receita proveniente dos royalties do petróleo, atualmente destinados ao Rioprevidência. A direção do sindicato e militantes também farão um corpo a corpo nos gabinetes dos deputados, com o objetivo de convencê-los a não aprovar o PL.

A votação do PL 6.035/2025 está prevista para ocorrer entre terça e quinta-feira (21 a 23/10). Por isso, o Sepe alerta que a mobilização e a pressão dos servidores estaduais serão fundamentais para impedir que a bancada do governo aprove o projeto.

Na terça-feira passada (14/10), centenas de servidores de diversas áreas do estado protestaram em frente à ALERJ. Na ocasião, a Presidência informou que as mais de 100 emendas ao projeto feitas pelos deputados seriam discutidas antes dele ir a voto no plenário.

CALENDÁRIO DA VIGÍLIA

2ª feira (20/10): o Sepe está analisando o melhor horário;

3ª feira (22/10): a partir das 10h;

4ª feira (23/10): a partir das 10h.

Concentração na entrada principal da ALERJ.

O GLOBO DENUNCIA GESTÃO TEMERÁRIA DO RIOPREVIDÊNCIA

O Globo fez matéria nesta sexta-feira sobre o Rioprevidência; segundo o jornal, “o fundo que gere os recursos que pagam aposentadorias e pensões de mais de 235 mil servidores públicos estaduais, investiu nos últimos meses cerca de R$ 1 bilhão em aplicações do Banco Master. Os aportes foram feitos mesmo após alertas do Tribunal de Contas do Rio (TCE-RJ) e em meio à crise envolvendo a instituição financeira”.

A matéria continua: “Em maio, após encontrar ‘graves irregularidades’ nas aplicações, o TCE fez um alerta aos gestores do fundo de pensão, informando que novas operações resultariam ‘na integral assunção do risco de possíveis irregularidades pelo Rioprevidência e por seus agentes, pessoalmente’”.

O jornal afirma também que: “Apesar (do alerta), técnicos do tribunal constataram que, entre maio e julho, cerca de R$ 1 bilhão foi aportado no Banco Master. A análise observou que há uma ‘concentração crítica’ do patrimônio do Rioprevidência no Master, com R$ 2,6 bilhões, mais de 25% do fundo, ‘expostos a títulos emitidos ou fundos administrados pela instituição financeira’”.

O Globo citou uma fala da relatora do caso no TCE, conselheira Mariana Montebello Willeman: “os novos aportes apontam para um ‘agravamento do cenário e irregularidades’ e evidenciam ‘uma gestão possivelmente irresponsável dos recursos’”.

O TCE continua a investigação sobre a gestão temerária no banco.

A matéria pode ser lida aqui (somente assinantes).

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Centenas de servidores estaduais realizaram, a partir das 15h, um ato público em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em protesto contra o Projeto de Lei nº 6.035/2025, de autoria do governo do estado. A proposta autoriza o Executivo a retirar quase R$ 5 bilhões da receita proveniente dos royalties do petróleo, atualmente destinados ao Rioprevidência — autarquia responsável pela previdência social dos servidores aposentados e pensionistas.

O Sepe convoca os profissionais da educação a ficarem atentos às próximas mobilizações, às visitas aos gabinetes parlamentares e ao dia da votação do PL, quando será realizada uma vigília dos servidores na Alerj em defesa da previdência pública estadual. Com isso, a categoria deve ficar em estado permanente de alerta para a data da votação do PL.

MUITOS SERVIDORES EM FRENTE À ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

O protesto em frente à ALERJ contou com forte participação dos profissionais da educação, convocados pelo Sepe-RJ, além de servidores de outros setores, como Segurança Pública, Saúde e UERJ.

Comissões formadas por diretores e militantes do Sepe visitaram os gabinetes dos parlamentares e acompanharam os debates no plenário. Segundo alguns deputados, caso o projeto seja aprovado, deverá ser alvo de ações judiciais por inconstitucionalidade, com o apoio do Sepe e de outras entidades representativas do funcionalismo.

Durante a sessão, a Presidência da Alerj anunciou que mais de 100 emendas parlamentares foram apresentadas ao PL. As propostas serão analisadas pelas comissões da Casa antes de seguirem para votação em plenário. Ainda não há data definida para a votação final, mas o Sepe orienta a categoria e os demais servidores a manterem a mobilização e participarem das visitas que o sindicato fará aos deputados, pressionando pelo arquivamento do projeto, que ameaça as aposentadorias e pensões do funcionalismo estadual.

O Rioprevidência foi criado para garantir o pagamento de aposentados e pensionistas, e não para servir de “salva-vidas” das finanças dos governos que levaram o Tesouro estadual à falência e agora tentam raspar os cofres da previdência.

Os royalties do petróleo são hoje uma fonte essencial para o equilíbrio financeiro do sistema previdenciário estadual: o Rioprevidência arrecada apenas um terço do necessário para manter seus compromissos anuais, e depende desses recursos para assegurar o pagamento em dia de aposentados e pensionistas.

Vamos manter a pressão e ficar atentos à convocação do Sepe para as nossas próximas ações.

 

 

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