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O Sepe sempre lutou contra à exigência de que os professores se filiem ao Conselho Regional de Educação Física da Primeira Região (Cref 1-RJ/ES). O aparelhamento da educação física brasileira por um setor conservador e extremamente corporativista, tem sido um elemento que acompanha a história dessa disciplina no país e desse conselho em particular.

O Conselho Federal de Educação Física (CONFEF), criado em 1998 por lobby dos grandes empresários do ramo fitness e de universidades privadas, teve como principal objetivo dividir a formação e a atuação profissionais. Os conselhos regionais foram criados em 1999.

O Sepe continua a dizer NÃO a essa investida.

Somos todos professores e nosso dia é o 15 de outubro e não o dia 1º de setembro, como afirma o conselho.

Por isso, é importante que os professores de Educação Física se mobilizem para pressionar pela aprovação do PL 2062/23, em tramitação na Câmara dos Deputados, que dispensa os professores do registro e pagamento de anuidade em conselho regional para exercer a docência.

Você pode ajudar votando em “concordo totalmente” na consulta pública, enviando e-mail para os deputados, cobrando a aprovação do projeto.

Link da consulta pública: https://www.camara.leg.br/enquetes/2357670?fbclid=PAdGRjcAMiAwpleHRuA2FlbQIxMQABp25LHjzXm_D8Pjw93j4NrsDcuLxM6n73kHdYSrpL-uKY9kjBoZoFYxFWIsmk_aem_Nq3QdocI9rKkhBn4c5xi4g

ENTENDA A HISTÓRIA

O setor combativo luta por uma educação física ampliada e que entende a disciplina como um instrumento pedagógico de atuação no campo escolar e também “não escolar”, que porta um imenso potencial transformador do senso comum, numa perspectiva integral da docência.

Com isso, a Licenciatura e bacharelado exigem uma atuação docente e pedagógica, em seus múltiplos campos de intervenção. Por exemplo, a atividade do docente de educação física, aonde quer que seja requisitado – escolas, creches, clubes, academias, condomínios, empresas, hotéis, praças, ONGs, personal training, treinamento ou projetos de toda natureza –, denota uma ocupação essencialmente docente, pedagógica, portanto, independentemente da faixa etária e da classe social da aluna ou do aluno a ser trabalhado.

A professora e o professor de educação física têm que ser considerados como trabalhadores da educação, pertencentes à classe trabalhadora brasileira como um todo.

O setor conservador deteve o controle da disciplina, impondo o discurso dominante da reserva de mercado, do corporativismo e da fragmentação da formação acadêmica. Tudo em defesa de uma suposta e abstrata expansão do mercado, que iria absorver todos os professores formados na educação física.

O resultado deste processo se expressa na aprovação da Lei 9696/98, que regulamentou a profissão e, como consequência, criou o Conselho Federal de Educação Física (CONFEF) e seus respectivos Conselhos Regionais (CREFs).

Por isso, o sindicato apoia a aprovação do PL 2062/23.

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