Nós, profissionais da Educação Pública da Rede Municipal do Rio de Janeiro, reunidos em Assembleia, no dia 26 de setembro de 2026, reafirmamos nosso compromisso com a classe trabalhadora, com a escola pública, com os direitos sociais e com a democracia.
Nas eleições de 4 de outubro, estarão em disputa diferentes projetos de sociedade e, consequentemente, diferentes concepções sobre o papel da educação, do Estado e dos direitos individuais. Por isso, posicionamo-nos contra o avanço da extrema direita e de projetos autoritários que ameaçam conquistas democráticas e sociais.
Defendemos a eleição de Lula na atual conjuntura, pois isso significa garantir que a organização dos movimentos sociais, o livre direito à manifestação, a participação política e a liberdade de expressão, bem como o ambiente escolar como espaço de pluralidade, conhecimento e formação cidadã continuem em vigor.
Defendemos que a escola deve permanecer pública, laica, tornar-se de fato inclusiva, comprometida com a ciência, a cultura e o pensamento crítico e movida pela gestão democrática. O trabalho educativo não pode ser reduzido à obediência ou ao cumprimento mecânico de metas. Assim, rejeitamos o modelo de escolas cívico-militares, projeto da extrema direita.
Além disso, a transformação de profissionais da educação em alvos políticos e o discurso da “doutrinação” criam um ambiente de intimidação incompatível com a educação democrática. A escola precisa poder discutir desigualdade, racismo, violência, diversidade e direitos humanos com base no conhecimento e no diálogo.
A liberdade de ensinar e aprender é condição para uma educação verdadeiramente crítica.
Assim, a defesa da escola pública está ligada à defesa dos trabalhadores que a constroem. Defendemos concurso público, carreira, salários dignos, respeito à jornada, liberdade sindical, direito de greve e condições adequadas de trabalho. Rejeitamos a transformação da educação em mercado, a precarização do serviço público e a transferência de responsabilidades do Estado para interesses privados.
A classe trabalhadora conhece as consequências da censura, da perseguição política, da repressão sindical e do autoritarismo. Por isso, não naturalizaremos o discurso de ódio, a violência política nem os ataques às liberdades individuais e coletivas.
Nossa luta, portanto, ultrapassa as reivindicações corporativas. Defendemos uma sociedade em que direitos não sejam privilégios, a educação seja efetivamente pública e a democracia seja respeitada.
Defendemos a eleição de Lula por um Brasil soberano.
