Recepção: (21) 2195-0450. Agendar atendimento no Jurídico: (21) 2195-0457 / 0458 (11h às 16h).

Mais uma operação policial no Complexo da Maré, no início da manhã de ontem (28) deixou pelo menos 16 pessoas baleadas e pelo menos três homens mortos, após diversos tiroteios e apreensão de grande quantidade de armamento e drogas. Por causa desta operação, informações da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro dão conta que 41 escolas municipais não abriram ontem. Também fecharam as portas 4 unidades de saúde básica na região.

Das 13 pessoas feridas a bala durante a operação policial e os confrontos com os traficantes locais, dois adolescentes, de 15 e 12 anos ficaram feridos e foram atendidos em hospitais públicos da região.

O Sepe lamenta a perda de vidas e os confrontos em localidades mais carentes que sempre resultam em ferimentos e, muitas vezes na morte de inocentes. Mais ainda quando se trata de jovens em idade escolar que tombam em meio aos tiroteios que acontecem neste tipo de operação, muitas vezes mal planejadas e em horários de circulação da população a caminho do trabalho ou das escolas.
0

As polícias Civil e Militar entraram no Complexo da Maré desde o início desta madrugada, em mais uma operação contra facções locais que comandam o tráfico de drogas. A polícia visa cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão e, desde cedo, os moradores foram acordados com tiros e barulho de helicópteros sobrevoando o local.

Por conta desta ação policial, cerca de 41 escolas municipais e estaduais permanecem fechadas e unidades de saúde e outros serviços públicos também permanecem fechado.

O Sepe lamenta que, mais uma vez, os moradores destas áreas consideradas de risco sejam prejudicados em seu cotidianos e impedidos de trabalhar e de estudar por conta destas verdadeiras operações de guerra movidas pelas autoridades de segurança que, apesar do aparato bélico e do número de agentes empregados, não conseguem resolver a situação de insegurança de centenas de milhares de moradores que residem em favelas e bairros da periferia.

O sindicato expressa toda a solidariedade da categoria aos profissionais de educação e demais membros destas comunidades escolares submetidas à violência e ao confrontos entre as autoridades que deveriam protegê-los e os membros das facções criminosas que, ano após ano, mantém o domínio em várias áreas da cidade do Rio de Janeiro.

0