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O Sepe RJ vem a público expressar a solidariedade da nossa entidade ao presidente nacional do PSTU, José Maria de Almeida, alvo de uma ação movida pela Confederação Israelita Brasileira (CONIB) por causa de um discurso proferido por ele durante um ato político no ano de 2023, em que o dirigente da central de trabalhadores expressou seu apoio aos palestinos. Zé Maria foi condenado ontem (30) pela Justiça Federal de São Paulo, em decisão proferida pelo juiz Massimo Palazzolo, da 4ª Vara Criminal Federal, a dois anos de prisão em regime aberto. O dirigente já afirmou que vai recorrer da sentença.

Como entidade representativa dos profissionais de educação das redes públicas do Rio de Janeiro, frequentemente  instada a emitir opiniões sobre diferentes pautas da conjuntura social e política nacional e internacional, o Sepe não pode deixar de exprimir a sua mais veemente crítica contra a criminalização de Zé Maria, processado numa clara tentativa de silenciamento das vozes que se voltam no mundo inteiro contra o verdadeiro massacre efetuado pelas forças de defesa de Israel contra o povo palestino.

Zé Maria foi processado por ter exercido em um discurso o direito democrático de crítica a uma política do Estado de Israel que, desde outubro de 2023, vem matando dezenas de milhares de pessoas na Faixa de Gaza, atingindo com mísseis e bombas disparados contra escolas hospitais vitimando a população palestina, em sua maioria mulheres e crianças que nada têm a ver com os ataques em território israelense que ocorreram naquele ano. Para justificar o injustificável, os que impetraram a ação na Justiça contra o dirigente sindical tentam enquadrar as críticas políticas ao estado de Israel na nossa lei contra o racismo.

Este tipo de silenciamento contra as vozes discordantes e que se manifestam contra o massacre de populações civis não é novidade, inclusive atingindo jornalistas e outros ativistas em favor da paz e contra os crimes de guerra. Mas a continuidade da luta de todos aqueles que, como Zé Maria, Breno Altman e outros ativistas que tem denunciando as atrocidades cometidas em Gaza e no sul do Líbano pelas forças militares de Israel e sofrido por isso, é uma prova de que o arbítrio não pode calar a voz de quem não aceita e denuncia o sacrifício diário de homens, mulheres e crianças inocentes em nome do lucro e dos interesses geopolíticos.

O Sepe se solidariza com o companheiro Zé Maria, na certeza de que a Justiça não aceitará os argumentos daqueles que defendem o verdadeiro genocídio cometido pelo governo israelense contra os palestinos da Faixa de Gaza.
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A missão humanitária da Flotilha Global pela Liberdade que está a caminho da Faixa de Gaza acaba de ser interceptada pelas forças armadas de Israel.

Cinco ativistas brasileiros foram sequestrados: Nico Calabrese, ex-diretor do Sepe; Gabi Tolotti, do Rio Grande do Sul; a vereadora por São Paulo pelo Psol, Mariana Conti (foto); Bruuno Gilga (São Paulo) e Magno Costa (São Paulo).

As câmeras estão fora do ar e as embarcações foram abordadas por militares. Acompanhe a situação pelo instagram da GMTG Brasil, perfil que acompanha a flotinha  – clique aqui para acessar o perfil.

O Sepe se une aos protestos contra esse ato de arbitrariedade e exige a libertação imediata dos brasileiros!

Veja o vídeo com a denúncia.

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O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Estado do Rio de Janeiro (SEPE-RJ) se coloca mais uma vez ao lado do povo palestino em apoio à sua heroica resistência e existência, mesmo frente ao genocídio em curso na Faixa de Gaza. São mais de quatro meses convivendo com ataques diários e bombardeios de Israel a escolas, hospitais, universidades e residências, que já assassinaram 30 mil palestinos, grande parte mulheres e crianças.

Na entrevista em 19/2, a fala do presidente Lula é a expressão concreta do que vem ocorrendo na Faixa de Gaza: um extermínio étnico promovido pelo governo de Benjamin Netanyahu.

O governo brasileiro desde então vem sofrendo ataques da extrema direita, da grande mídia e do governo de Israel. A fala de Lula ao afirmar que Israel pratica diariamente crimes de guerra contra inocentes parece ter criado mais comoção do que as mortes de crianças por mísseis lançados por ordem de assassinos do governo israelense.

Deixamos nítido que a crítica ao governo de Israel não se confunde com uma postura antissemita. A desproporção entre ação e reação salta aos olhos de modo que é impossível considerar ser apenas um direito de defesa o que o governo de Israel vem executando atual e historicamente desde a criação deste Estado.

Lula está certo ao comparar as ações patrocinadas por Benjamin Netanyahu a um genocídio tal qual aquele cometido por Hitler. Não há como não ter comoção humanitária quando as mortes chegam a casa dos milhares. O povo palestino sofre historicamente um aniquilamento étnico sem precedentes em nosso tempo. Cada criança morta por uma bomba ou pela fome e doenças merece nossa indignação.

Exigimos do governo Lula a ruptura de relações econômicas, políticas, diplomáticas e militares com o Estado genocida de Israel e o cessar fogo imediato!

Por uma Palestina Livre!




LEIA MAIS
Leia a íntegra da fala de Lula

Moção de apoio do Coletivo Estadual de Aposentados do Sepe à fala do presidente Lula

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Panfleto do Sepe com a nota sobre a Palestina (PDF)

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Veja abaixo, uma moção de apoio aprovada pelo Coletivo Estadual de Aposentados do Sepe, durante plenária híbrida realizada nesta terça-feira (dia 20/2), no auditório do sindicato e online:

Lula está certo!

O Coletivo Estadual de Aposentadas/os do Sepe RJ se soma à defesa da declaração do presidente Lula, que classificou de genocídio contra o povo palestino o ataque do Estado de Israel sob o comando do primeiro ministro Benjamin Netanyahu.

O mundo assiste uma guerra contra o povo palestino, que sofre por mais de sete décadas uma limpeza étnica, a qual, inclusive, já foi condenada pela ONU. Mas o governo de Israel não respeita as deliberações do órgão internacional e mantém seus ataques na Faixa de Gaza.

Que o presidente Lula mantenha sua declaração e que os demais países se somem para acabar com essa guerra.”

(Coletivo Estadual dos Aposentados da Educação)

 

 

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