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Uma reportagem denúncia do portal da internet Brasil de Fato mostra o abandono e o descaso da prefeitura para com a população de Vigário Geral, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. Depois de condenada no ano de 2022, a estrutura da Escola Municipal Jorge de Gouveia foi demolida pela Secretaria de Obras, o que obrigou a transferência dos alunos para uma outra unidade, causando superlotação de turmas e outros transtornos para a comunidade escolar.

Quatro anos após a demolição e promessas de reconstrução, a obra ainda não saiu do papel e, embora tenham sido captados recursos do PAC do governo federal, segue sem previsão de início. A Regional 4 do Sepe contribuiu para a reportagem, com informações sobre o processo demorado para o início das obras de reconstrução da EM Jorge de Gouveia e os impactos negativos causados na comunidade por causa do fechamento da escola.

 A reportagem lembra que o bairro ficou marcado pela chamada chacina de Vigário geral, que completa 33 anos no dia 29 de agosto. Neste incidente, 21 moradores do local foram assassinados por homens encapuzados, apontados posteriormente pela investigação como sendo policiais militares que invadiram casas e mataram os moradores inocentes para se vingar da morte de outros policiais por traficantes locais.

Agora, aponta o Brasil de Fato, a região segue estigmatizada pela violência e novamente enfrenta uma guerra entre facções rivais, envolvendo vários bairros do entorno, mas as políticas públicas continuam passando longe destes locais. Por conta desse contexto de violência e de conflagração, a ausência de uma escola pública como a EM Jorge de Gouveia é motivo de preocupação adicional para os moradores, que veem na Educação uma possível solução para minorar os problemas da violência.

Citado na reportagem, o Sepe afirmou que vem pressionando há anos a prefeitura para que a escola seja reconstruída. Segundo a Regional 4 do sindicato, que participou da reportagem, a maioria dos alunos da Jorge Gouveia foi remanejada para a EM República do Líbano, localizada em Vigário, mas um pouco mais distante. O Sepe lembrou que a transferência prejudicou mais de 400 famílias, já que são crianças das primeiras séries do ensino fundamental e as famílias não contam com o cartão de gratuidade nos transportes para levá-las até a escola.

O sindicato revelou para o Brasil de Fato que havia uma promessa da prefeitura do Rio de reconstrução da escola em poucos meses. Mas o edital de licitação para as obras só foi publicado no Diário Oficial do Município em fevereiro deste ano, quase quatro anos após a demolição.

Leia matéria completa acessando o site do Brasil de Fato pelo link abaixo:
https://www.brasildefato.com.br/2026/08/27/no-marco-dos-33-anos-da-chacina-de-vigario-geral-moradores-lutam-por-reconstrucao-de-escola-demolida/#google_vignette

 

 

 

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