A crise do Banco Master, liquidado em novembro do ano passado pelo Banco Central e com suas transações financeiras envolvendo uma série de fundos de previdência de servidores, o Banco Regional de Brasília (BRB), além de governos de municípios, estados e outros políticos, parece não ter fim. Ontem, o portal G1 repercutiu uma matéria da Globonews anunciando que o estado do Rio de Janeiro e mais quatro municípios se encontram sem o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP), certidão que atesta a saúde financeira dos fundos de pensão responsáveis pelos pagamentos de aposentadorias e pensões.
No Estado do Rio de Janeiro, o Rioprevidência e o Itaprev (Fundo de Previdência dos Servidores Municipais de Itaguaí) tiveram seus CRPs vencidos em 5 de outubro e em 24 de novembro do ano passado respectivamente.
O Rioprevidência investiu R$ 970 milhões em letras do Master, enquanto o Itaprev, que teve o CRP cancelado por decisão da Justiça, R$ 59,6 milhões, também em letras financeiras do banco falido. Os outros municípios com problemas no CRP são IPSSC, do município de Cajamar (SP); O Prevcon, de Congonhas (MG); e o IPA, de Angélica (MS).
Sem o CRP, eles ficam impedidos de receber transferências voluntárias de recursos da União e de pegar financiamentos em bancos federais por causa das pendências nos seus fundos de pensão.
A matéria chama a atenção para o fato de que entre os 18 fundos de pensão de servidores estaduais e municipais envolvidos nas transações com o Master, o Rioprevidência foi o que mais investiu dinheiro no Banco, apesar das advertências do TCE e das autoridades do mercado financeiro: R$ 970 milhões.
Não é por menos, que o presidente da autarquia fluminense foi preso no dia 03 de fevereiro em uma operação da Polícia Federal para apurar suspeitas de gestão fraudulenta, desvio de dinheiro e corrupção no fundo dos servidores do estado do Rio de Janeiro. As investigações envolvem os investimentos nas Letras Financeiras do Banco Master.
Outro ponto escandaloso e que chama a atenção é que, proporcionalmente, o maior investimento nas letras do Banco Master foi o do Instituto de Previdência de Itaguaí, no sul fluminense. Segundo as investigações em curso, os quase R% 60 milhões investidos correspondem a 20% do patrimônio total do fundo municipal, fato que pode comprometer em breve a saúde financeira do órgão e o pagamento de aposentados e pensionistas daquele município.
O Sepe continua acompanhando o caso e cobrando das autoridades monetárias e policiais uma investigação profunda, que leve às raízes da crise do Banco Master e os investimentos maciços de políticos ligados ao Centrão e à extrema-direita na instituição financeira. Não podemos aceitar que as direções de autarquias, como o Rioprevidência, do estado e o Itaprev, do município de Itaguaí, possam ter investido tantos milhões dos cofres destas instituições sem o aval ou, quem sabe, a ordem daqueles que nomearam as suas direções. No caso do Rioprevidência, o governador Cláudio Castro (PL) e, em Itaguaí, Dr. Rubião (Podemos). Por isso exigimos investigação e punições severas para todos que não souberam lidar ou malversaram sobre o patrimônio público.
Tirem as mãos da nossa previdência!
Não vamos pagar mais uma conta que não é nossa!

cumpre 3 mandados de prisão temporária e 9 de busca e apreensão no RJ e em SC. Os mandados foram decretados pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro com base em indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas.
O presidente Lula editou uma Medida Provisória (MP) que reajusta em 5,4% o piso nacional do magistério para o no de 2026. Com a medida o piso passará de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 em 2026. Este percentual representa um ganho real de 1,5 ponto percentual acima da inflação e a MP determina que o piso será sempre atualizado e que o reajuste nunca poderá ser inferior à inflação do período (ano) anterior, apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). A MP foi assinada por Lula na última quarta-feira (dia 21 de janeiro). O reajuste, por causa da MP, passa a valer imediatamente.
Num verdadeiro show de horrores que parece não ter fim, a liquidação do Banco Master e a prisão de vários dos seus diretores assombra os servidores aposentados e pensionistas do estado do Rio de Janeiro, que, a cada dia que passa, veem estampadas nas manchetes dos veículos de informação as ligações espúrias entre o Rioprevidência e a instituição financeira.
A Operação “Compliance Zero” que a Polícia Federal está realizando desde o início da manhã de hoje (18) para apurar um esquema de negociação de títulos falsos por instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional já levou à prisão de dirigentes de instituições como o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ao mesmo tempo em que a operação policial era realizada, o Banco Central decretou, também pela manhã, a liquidação extrajudicial do Banco Master.
Um monitoramento do Tribunal de Contas do Estado (TCE) detectou que o Rioprevidência, fundo que gere os recursos previdenciários para o pagamento de mais de 235 mil servidores estaduais aposentados e pensionistas, investiu R$ 100 milhões num fundo composto em 96% por ações da Ambipar, empresa brasileira da área de gestão ambiental que se encontra em recuperação judicial e teve bloqueado pela justiça a venda de ações por bancos, cujo valor vem caindo acentuadamente na Bolsa de Valores.