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O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) rejeitou contas de 2025 do ex-governador Cláudio Castro (PL). O resultado foi divulgado no dia 01 de junho pelo Tribunal. Agora, este parecer vai para a Alerj, que é responsável pela decisão de aprovar ou não as contas de Castro que, nos últimos dias, tem sido alvo de uma série de denúncias sobre a sua gestão no Palácio Guanabara e envolvimentos em esquemas de corrupção.

Foram três votos a um pela rejeição das contas do ex-governador. O relator votou pela aprovação e os conselheiros José Gomes Graciosa, Marcelo Verdini Maia e Christiano Lacerda Ghuerren reprovaram as contas do governo do estado referentes ao ano de 2025.

As irregularidades apontadas pelos conselheiros do TCE para reprovação são inúmeras: no seu voto, José Gomes Graciosa apontou irregularidades relacionadas a investimentos financeiros e colocou em xeque operações de cerca de R$ 5,01 bilhões, sendo mais de R$ 900 milhões no Banco Master. Entre os investimentos constam operações com grupos financeiros que aparecem em investigações da Política Federal sobre supostas irregularidades em investimentos do Fundo Previdenciário do Estado do Amazonas. Outro desses grupos, o Geneal, foialvo de uma medida de bloqueio em uma ação envolvendo empresas investigadas por ligação com integrantes do PCC.

No Master, a 8ª fase da operação Compliance Zero da PF apontou que os investimentos do governo do Rio, através do seu fundo de pensão, chegaram a R$ 3,7 bilhões.

Esta é mais uma irregularidade resultante dos anos de desgoverno de Cláudio Castro à frente do Executivo do estado do Rio de Janeiro. O Sepe espera que a Alerj cumpra o seu dever e coloque em pauta imediatamente a decisão do TCE RJ e a confirme, tornado este inimigo da educação pública estadual inelegível de novo, já que o Tribunal Superior Eleitoral o condenou também à 8 anos de inelegibilidade.

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A verdadeira ciranda envolvendo os políticos de direita e extrema direita com o escândalo do Banco Master parece, no momento, ter colocado o ex-governador Cláudio Castro na roda. Nos últimos dias, o nome do político não tem saído do noticiário por causa do envolvimento dele com o escândalo das fraudes e irregularidades cometidas no liquidado Banco Master. Hoje (28), a imprensa em geral repercutiu uma apuração da Globonews, que explicita as relações íntimas entre Castro e Daniel Vorcaro, controlador do banco fechado por irregularidades, por meio de mensagens de celular.

Ou seja, enquanto o estado do Rio de Janeiro enfrentava uma crise fiscal e econômica sem fim, justificativa dada por ele para o arrocho dos servidores e a piora dos serviços prestados à população, o ex-governador  e o banqueiro picareta se divertiam à farta em orgias gastronômicas e degustações de  uísque escocês durante viagens do político a Nova Iorque bancadas integralmente por Vorcaro. Uma das mensagens escritas por Castro durante a farra nos Estados Unidos diz que aquela foi uma “experiência incrível”, após um jantar que teria custado mais de R$ 60 mil.

Este e outros encontros no Brasil e no exterior entre os dois, segundo a investigação, ocorreram sempre antes do governo estadual, através do Rioprevidência, realizar aplicações milionárias no finado banco. Com o passar do tempo estas aplicações “incríveis” continuaram a jogar na fogueira bilhões de reais (3,691 bilhões segundo dados da 8ª fase da Operação Compliance Zero do dia 26 de maio), mesmo com uma série de advertências do Tribunal de Contas do Estado a respeito dos riscos representados pelas operações do Master.

Foi depois da análise deste material sobre Castro e Vorcaro que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do caso, determinou a operação de busca e apreensão da PF na cobertura do ex-governador na terça-feira (26).

Enquanto as investigações avançam, os profissionais de educação, servidores aposentados e o conjunto da população do estado do Rio de Janeiro, que certamente ficaram de fora das festas faraônicas onde Vorcaro, Cláudio Castro e outros personagens políticos andaram metidos, torcem para que as apurações avancem e que esse bando de corruptos pague por tantas mazelas que causaram e ainda causam à população do Rio de Janeiro por conta dos seus malfeitos.

Não se pode admitir que o dinheiro suado das contribuições dos servidores, destinado ao pagamento dos aposentados como é o caso do Rioprevidência, tenha sido usado para bancar degustações de bifes de filé salpicados de ouro, champanhes francesas, uísques e vinhos de custo milionário, enquanto as categorias do funcionalismo lutam para manter suas contas em dia depois de quase três anos de congelamento dos salários. Por ironia, o dono do restaurante nova iorquino onde foram gastos R$ 60 mil em um jantar, o turco Nusret Gökçe, é conhecido mundialmente como o “chef da mãozinha”! Lugar bem apropriado para Vorcaro e Castro meterem a mão no dinheiro dos contribuintes brasileiros prejudicados pelo escândalo do Banco Master.

Governador em exercício quer recuperar dinheiro investido

O governador em exercício Ricardo Couto afirmou em entrevista à colunista Míriam Leitão que vai buscar o ressarcimento dos prejuízos causados ao Rioprevidência – o fundo de previdência fluminense – pelos investimentos investigados no escândalo do Banco Master.

Segundo Couto, a primeira iniciativa seria o estado buscar junto ao Master o que foi perdido com os investimentos ao longo dos últimos anos. Depois disso, o governador afirmou que a outra alternativa seria a Procuradoria Geral do Estado ir em cima daqueles que tomaram empréstimos e estão pagando ao Master, pedindo o bloqueio dos valores que estão sendo devolvidos ao banco liquidado.


 
 
 
 
 
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Confira a marcha de carnaval sobre o Rioprevidência
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O Sepe e populares que se encontravam nas imediações da porta do Quartel-General da PM aproveitaram a ida do senador Flávio Bolsonaro ao local na manhã de hoje para realizar um protesto contra o parlamentar, candidato nas eleições presidenciais de outubro.

No protesto, os manifestantes lembraram do envolvimento de Bolsonaro no escândalo do Banco Master, revelados por uma reportagem do site Intercept na quarta-feira (13), quando gravações do celular do banqueiro Daniel Vorcaro mostraram o senador pedindo a doação de mais de R$ 120 milhões.

O ex-governador Cláudio Castro, que hoje foi alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal, no âmbito da Operação que investiga o envolvimento de organizações criminosas com agentes públicos, também foi lembrado pelos manifestantes por causa dos investimentos milionários de recursos do Rioprevidência em operações do banco liquidado pelo Banco Central.



DEU NA IMPRENSA – REPORTAGEM DO UOL

 
 
 
 
 
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Num show de horrores que parece não ter mais fim, o governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, exonerou, no final da semana passada, o presidente interino do Rioprevidência, Nicholas Cardoso. O afastamento se deu por pedido do Ministério Público estadual, durante investigação sobre aportes de R$118 milhões feitos pela autarquia em instituições financeiras não cadastradas. Lembramos que o presidente afastado ocupava o cargo interinamente após a queda da antiga direção do órgão, sob o comando de Deivis Antunes, envolvida nas investigações do escândalo das aplicações no liquidado Banco Master.

Na época das aplicações que levaram ao seu afastamento do cargo, Cardodo ocupava a direção de investimentos do Rioprevidência. Estas aplicações apareceram após as denúncias sobre o escândalo envolvendo o Master, que também recebeu recursos do Rioprevidência (cerca de 1 bilhão de reais).

O governo do estado colocou no lugar do presidente interino afastado o procurador do estado Felipe Derbli de Carvalho Batista.

Segundo as autoridades, o investimento de R$ 118 milhões em 3 fundos de investimentos administrados por instituições financeiras não cadastradas junto à autarquia contraria normas do Conselho Monetário Nacional e do próprio Rioprevidência, fundo que é responsável pelo pagamento de benefícios previdenciários a 235 mil servidores do RJ e seus dependentes, como aposentadorias e pensões.

O Sepe acompanha com atenção os desdobramentos da crise ética e política envolvendo o Rioprevidência ao longo dos últimos anos. Muito antes do escândalo e das investigações sobre os investimentos em títulos podres do Banco Master, uma CPI do órgão na Alerj já apontava malversação e administração temerária do dinheiro do nosso fundo de pensão. A CPI foi convenientemente arquivada em 2021, mas a controvertida gestão do órgão se manteve até a revelação do presente escândalo financeiro do Banco Master, que mostrou o Rio de Janeiro como o segundo estado com fundos de previdência que mais investiram no malfadado banco. Por conta disto, os profissionais de educação exigem o máximo rigor na apuração das irregularidades e exemplar punição para todos os dirigentes da instituição e políticos, como o ex-governador Cláudio Castro, envolvidos nestas falcatruas que ameaçam  o futuro do nosso fundo de previdência.

 

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A crise do Banco Master, liquidado em novembro do ano passado pelo Banco Central e com suas transações financeiras envolvendo uma série de fundos de previdência de servidores, o Banco Regional de Brasília (BRB), além de governos de municípios, estados e outros políticos, parece não ter fim. Ontem, o portal G1 repercutiu uma matéria da Globonews anunciando que o estado do Rio de Janeiro e mais quatro municípios se encontram sem o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP), certidão que atesta a saúde financeira dos fundos de pensão responsáveis pelos pagamentos de aposentadorias e pensões.

No Estado do Rio de Janeiro, o Rioprevidência e o Itaprev (Fundo de Previdência dos Servidores Municipais de Itaguaí) tiveram seus CRPs vencidos em 5 de outubro e em 24 de novembro do ano passado respectivamente.

O Rioprevidência investiu R$ 970 milhões em letras do Master, enquanto o Itaprev, que teve o CRP cancelado por decisão da Justiça, R$ 59,6 milhões, também em letras financeiras do banco falido. Os outros municípios com problemas no CRP são IPSSC, do município de Cajamar (SP); O Prevcon, de Congonhas (MG); e o IPA, de Angélica (MS).

Sem o CRP, eles ficam impedidos de receber transferências voluntárias de recursos da União e de pegar financiamentos em bancos federais por causa das pendências nos seus fundos de pensão.

A matéria chama a atenção para o fato de que entre os 18 fundos de pensão de servidores estaduais e municipais envolvidos nas transações com o Master, o Rioprevidência foi o que mais investiu dinheiro no Banco, apesar das advertências do TCE e das autoridades do mercado financeiro: R$ 970 milhões.

Não é por menos, que o presidente da autarquia fluminense foi preso no dia 03 de fevereiro em uma operação da Polícia Federal para apurar suspeitas de gestão fraudulenta, desvio de dinheiro e corrupção no fundo dos servidores do estado do Rio de Janeiro. As investigações envolvem os investimentos nas Letras Financeiras do Banco Master.

Outro ponto escandaloso e que chama a atenção é que, proporcionalmente, o maior investimento nas letras do Banco Master foi o do Instituto de Previdência de Itaguaí, no sul fluminense. Segundo as investigações em curso, os quase R% 60 milhões investidos correspondem a 20% do patrimônio total do fundo municipal, fato que pode comprometer em breve a saúde financeira do órgão e o pagamento de aposentados e pensionistas daquele município.

O Sepe continua acompanhando o caso e cobrando das autoridades monetárias e policiais uma investigação profunda, que leve às raízes da crise do Banco Master e os investimentos maciços de políticos ligados ao Centrão e à extrema-direita na instituição financeira. Não podemos aceitar que as direções de autarquias, como o Rioprevidência, do estado e o Itaprev, do município de Itaguaí, possam ter investido tantos milhões dos cofres destas instituições sem o aval ou, quem sabe, a ordem daqueles que nomearam as suas direções. No caso do Rioprevidência, o governador Cláudio Castro (PL) e, em Itaguaí, Dr. Rubião (Podemos). Por isso exigimos investigação e punições severas para todos que não souberam lidar ou malversaram sobre o patrimônio público.

Tirem as mãos da nossa previdência!

Não vamos pagar mais uma conta que não é nossa!

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Aposentados, destaque-home, Todas

Agentes das Polícias Federal e Rodoviária Federal prenderam nesta terça-feira (3) o ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes, em Itatiaia, no Sul do Rio de Janeiro. O executivo, responsável pelos aportes de quase R$ 1 bilhão em fundos do liquidado Banco Master, foi preso na estrada, quando viajava de São Paulo para o Rio de Janeiro, depois de retornar dos Estados Unidos.

Antunes foi preso durante a segunda fase da Operação “Barco de Papel”, deflagrada pela PF, que cumpre 3 mandados de prisão temporária e 9 de busca e apreensão no RJ e em SC. Os mandados foram decretados pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro com base em indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas.

Antunes, é sempre bom lembrar, foi nomeado pelo governador Cláudio Castro e comandava o Rioprevidência até o dia 23 de janeiro, data em que renunciou ao cargo após uma operação da Polícia Federal para apurar suspeitas de gestão fraudulenta, desvio de dinheiro e corrupção no fundo.

Foi na sua administração e de outros dois ex-diretores da autarquia que o fundo de previdência dos servidores estaduais do Rio de Janeiro investiu quase R$ 1 bilhão em letras financeiras do Banco Master, títulos de investimento de alto risco que não contam com a cobertura do fundo garantidor de crédito.

O Sepe continua acompanhando o desdobramento do escândalo dos investimentos do Rioprevidência em um banco sabidamente com problemas de caixa e de falta de liquidez, que acabaram forçando o Banco Central a decretar a sua liquidação no final do ano passado. Assim como o Rioprevidência, outros fundos de estados e municípios governados por políticos ligados principalmente aos partidos que compõem o chamado Centrão no Congresso também investiram pesadamente na instituição financeira dirigida pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Este último, também chegou a ser preso no final do ano passado e depois solto por um habeas corpus da Justiça Federal.

Como sabemos, o governador Cláudio Castro é do PL, um dos partidos que têm políticos envolvidos nas transações do Banco Master. Difícil de acreditar que Deivis Marcon Antunes, indicado pelo governador, assim como seu quadro diretivo, investiu no Master tal soma de dinheiro sem o aval ou o conhecimento do seu chefe.

Para o sindicato, é necessário avançar nas investigações sobre as ligações do banco com os políticos que tentaram de todas as formas evitar a decretação da liquidação do banco e, também, daqueles que permitiram ou ordenaram que autarquias e bancos como o Banco Regional de Brasília (BRB) despejassem bilhões de reais a fundo perdido no caixa de um banco com notórios problemas financeiros.

 

 

 

 

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O presidente Lula editou uma Medida Provisória (MP) que reajusta em 5,4% o piso nacional do magistério para o no de 2026. Com a medida o piso passará de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 em 2026. Este percentual representa um ganho real de 1,5 ponto percentual acima da inflação e a MP determina que o piso será sempre atualizado e que o reajuste nunca poderá ser inferior à inflação do período (ano) anterior, apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). A MP foi assinada por Lula na última quarta-feira (dia 21 de janeiro). O reajuste, por causa da MP, passa a valer imediatamente.

Desde o início do ano, os profissionais de educação estavam mobilizados para exigir do governo federal a apresentação de uma proposta de reajuste diferente daquela que vinha sendo especulada pelo Congresso e que previa um reajuste de 037%, índice que representaria um aumento simbólico de cerca de R$ 18 no valor do piso nacional. Com a pressão da categoria, o governo federal anunciou o reajuste de 5,4% ontem (21). A MP também prevê novos critérios para cálculo do piso salarial. A atualização do piso será publicada em portaria do ministro da Educação, Camilo Santana, e foi calculada com base nas mudanças previstas na Medida Provisória.

O texto novo determina que a atualização anual do piso seja feita a partir da soma do INPC do ano anterior e de 50% da média da variação percentual da receita real, com base no INPC, relativa à contribuição de estados, Distrito Federal e municípios ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), realizada nos cinco anos anteriores ao ano da atualização. Este percentual nunca poderá ser inferior à inflação do ano anterior apurado pelo INPC. O MEC informou que a MP pretende fazer uma adequação à Lei do Novo FUNDEB instituída pela Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que o criou em setembro de 2020.

Desde o início do ano, profissionais da educação pressionavam o governo por um reajuste justo. O Congresso especulava um índice de apenas 0,37%, que representaria cerca de R$ 18. A mobilização foi decisiva para garantir os 5,4%.

Agora é iniciar 2026 com muita luta para pressionar o governador Cláudio Castro e prefeitos para que paguem o novo valor do piso respeitando os planos de carreira. E cobrar dos ministros do STF que retomem o julgamento do piso. No dia 07/03, participe da assembleia da rede estadual.

 

 

 

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O Tribunal de Contas do Estado (TCE RJ) enviou ontem (10) uma recomendação ao govenador Cláudio Castro para afastar dirigentes do Rioprevidência, inclusive o seu presidente Deivis Marcon Antunes, caso os mesmos ainda estejam fazendo parte da estrutura do órgão. A decisão unânime foi tomada depois que o Tribunal constatou as irregularidades nos investimentos do órgão no Banco Master, liquidado pelo Banco Central no mês passado.

Os conselheiros também recomendaram o afastamento de outros diretores e dos membros do Comitê de Investimentos do Rioprevidência.

A recomendação aconteceu depois da leitura do relatório da auditoria sobre as relações financeiras entre o Rioprevidência e o Master, numa sessão do TCE.  Segundo o Jornal O Globo, o conselheiro José Gomes Graciosa, relator, considerou que os investimentos realizados pelo fundo previdenciário não respeitaram os princípios da legislação previdenciárias.

Graciosa recomendou a realização de uma tomada de contas especial em relação às movimentações entre o fundo e o banco, que foi liquidado pelo Banco Central em novembro em meio a investigações da Polícia Federal. O voto foi aprovado pelos conselheiros do Tribunal por unanimidade.

PROTESTO
Na terça-feira, 16/12, às 11h, a Secretaria de Aposentadas do SEPE-RJ fará um ato público em frente à sede do Rioprevidência, denunciando as operações com o Banco Master e os saques de recursos pelo governo do estado. A sede do instituto fica na Rua da Alfândega, 8, no Centro do Rio de Janeiro. Participe!

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Num verdadeiro show de horrores que parece não ter fim, a liquidação do Banco Master e a prisão de vários dos seus diretores assombra os servidores aposentados e pensionistas do estado do Rio de Janeiro, que, a cada dia que passa, veem estampadas nas manchetes dos veículos de informação as ligações espúrias entre o Rioprevidência e a instituição financeira.

Hoje, a imprensa está denunciando que, ao invés dos R$ 960 milhões investidos em letras financeiras do Master, o fundo de previdência dos servidores estaduais, a despeito das advertências do Tribunal de Contas do Estado (TCE), na verdade teria investido a assombrosa quantia de R$ 2,6 bilhões em diversas aplicações na instituição, cerca de 25% do total dos recursos aplicados pelo Rioprevidência. O governo estadual nega e o fundo de pensão afirma que o total das verbas aplicadas é de R$ 960 milhões e que o pagamento das aposentadorias e pensões não estaria em risco.

Mas o Sepe e os servidores do estado perguntam: como acreditar numa instituição que continuou realizando aplicações num banco envolvido numa série de investigações do Banco Central e do mercado financeiro e que atravessava uma crise de liquidez conhecida por todos, anunciada todos os dias pela imprensa durante o suspeito processo de negociação envolvendo o Master e o Banco Regional de Brasília, com a cobertura e apoio de políticos do chamado Centrão? Como acreditar num governador que aprovou a toque de caixa uma lei, que permite o avanço nos royalties do petróleo destinados ao Rioprevidência para o pagamento das dívidas estaduais com a União, fato que ameaça a saúde financeira do órgão e o futuro do pagamento dos servidores aposentados e pensionistas?

Segundo matéria do Jornal o Globo de hoje e de vários outros veículos de comunicação, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) já tinha aberto uma investigação no ano passado para apurar a gestão de operações feitas pela autarquia, destinando 25% de todos os recurso aplicados no mercado financeiro ao grupo Master, que se vendia como uma instituição agressiva no mercado que oferecia taxas muito acima da média das outras. O Jornal deu quase metade da capa e três páginas internas sobre o escândalo, com textos sobre a investigação a cargo da Polícia Federal sobre as transações envolvendo o banco liquidado e instituições como o Banco Regional de Brasília (BRB), Rioprevidência e as ligações do dono, Daniel Vorcaro, preso ontem, com políticos ligados ao Centrão.

Na parte referente ao fundo de pensão, o jornal mostra que o TCE-RJ identificou um “atropelo” do Rioprevidência no processo de habilitação e escolha do Master para aplicação dos seus recursos. O Tribunal enviou um documento ao órgão, avisando que qualquer nova operação com o Master implicaria na integral aceitação do risco de possíveis irregularidades da parte da direção do fundo. Em outubro, o Tribunal determinou o impedimento de quaisquer outras operações com o Master.

Mas, “estranhamente”, de 20 de maio a 25 de julho deste ano, mesmo com a ampla divulgação da difícil situação do banco, o Rioprevidência aplicou R$ 1,1 bilhão em fundos geridos pela instituição financeira em crise. A desculpa dada pela direção do órgão eram as “taxas vantajosas oferecidas pelo Master, muito superiores aos outros investimentos disponíveis no mercado”. O resultado não poderia ser outro: ontem, o dono do banco Master e vários diretores foram presos pela Polícia Federal na operação “Compliance Zero” e o Banco Central decretou a liquidação da instituição, deixando milhares de investidores, entre eles diversos órgãos públicos, como o Rioprevidência e o BRB na incerteza do retorno do dinheiro investido, já que o Fundo Garantidor de Crédito só cobre operações no mercado financeiro até R$ 250 mil.

Há muito tempo, o Sepe, em especial a Secretaria de Aposentados do sindicato, vem denunciando a má gestão e as falcatruas realizadas com o dinheiro das nossas aposentadorias através do Rioprevidência, em sucessivas gestões de governos estaduais. Não é uma simples coincidência o “esquecimento” e posterior arquivamento dos resultados da CPI do órgão, realizada pela ALERJ em 2019 e que apontou uma série de operações irregulares com o dinheiro das contribuições dos funcionários estaduais, como a “Operação Delaware”, que tungaram milhões dos cofres do fundo para utilização em operações milionárias de risco que causaram prejuízo.

No entender do sindicato, é necessária a abertura imediata de uma investigação profunda e séria com relação à saúde financeira do Rioprevidência e o modo como o nosso fundo é administrado, inclusive com responsabilização do Poder Executivo, que é o responsável final pela nomeação da sua direção geral.  Não é possível que centenas de milhares de aposentados e pensionistas corram um risco real de, num futuro muito próximo, não terem o pagamento das suas aposentadorias, pensões e benefícios pagos por causa da falência de um órgão para o qual contribuíram pesadamente em boa parte das suas vidas. Operação Delaware, liquidação do banco Master, má administração e gestão temerária, confisco dos royalties do petróleo do caixa… Por quanto tempo vamos ter que aturar os escândalos e falcatruas envolvendo o nosso fundo de pensão? Ninguém é preso, ninguém sofre punição? Quem afinal, vai pagar por isso?

Tirem as mãos da nossa Previdência!

Veja matéria do RJTV da TV Globo sobre o escândalo do Banco Master, com participação da diretora da Secretaria de Aposentados do Sepe, Odisseia Pinto de Carvalho – clique aqui para ver o vídeo.

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