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A Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RJ), ajuizou três ações judiciais para tentar recuperar aproximadamente R$ 641 milhões do Rioprevidência investidos no liquidado Banco Master. As ações foram ajuizadas agora em julho e ganharam amplo destaque na imprensa, já que o fundo de pensão dos servidores estaduais do Rio de Janeiro foi uma das autarquias ligadas à aposentadorias do funcionalismo público envolvidas no escândalo do Master que mais investiram dinheiro a fundo perdido na instituição liderada pelo banqueiro preso Daniel Vorcaro (cerca de 3,7 bilhões).

Os recursos que o governo quer recuperar na Justiça foram investidos em fundos de alto risco ligados ao Master. As principais frentes da ofensiva judicial incluem: Fundo Revolution: O Estado tenta resgatar R$ 481,4 milhões aplicados e busca impedir que a Master Corretora bloqueie a operação.

A PGE também pede o arresto de bens da gestora Acura e de seus diretores. No caso do Fundo Texas, houve aportes de R$ 150 milhões, mas o patrimônio despencou mais de 90% em um ano. A Procuradoria exige o bloqueio de bens das empresas Axor e Trustee DTVM, além de uma auditoria independente.

Na terceira ação judicial, o processo corre sob segredo de Justiça e visa a exibição de documentos complementares sobre as operações. Para garantir o ressarcimento aos cofres públicos, a PGE-RJ solicitou judicialmente o bloqueio de contas bancárias, imóveis, veículos, aeronaves e até criptomoedas dos envolvidos. Os investimentos do Rioprevidência estão sob investigação pela Polícia Federal, que apura aportes em cerca de R$ 3,7 bilhões feitos no conglomerado durante a gestão do ex-governador Cláudio Castro.

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O Jornal Valor Econômico/Globo publicou uma reportagem sobre as mudanças estruturais e novos mecanismos de transparência e gestão do Rioprevidência, o órgão responsável pelos pagamentos de mais de 245 mil servidores estaduais e aposentados do Rio de Janeiro envolvido no chamado escândalo do Banco Master. A matéria cita o Sepe RJ, que avaliou como positivo o decreto 50.376/20226, publicado pelo governador em exercício, Ricardo Couto, na última segunda-feira, dia 13 de julho, determinando as mudanças na gestão do nosso fundo de pensão. Para o sindicato, um dos pontos a destacar no texto do decreto é o fato de Couto ter nomeado servidores de carreira do próprio Rioprevidência para assumir a gestão da autarquia, o que fará com que servidores  sejam responsáveis pela gestão dos próprios recursos previdenciários.

O Decreto do governador determina toda uma revisão na estrutura de gestão do Rioprevidência, criando novos mecanismos de transparência e gestão dos recursos do fundo de pensão. O texto amplia a participação de servidores de carreira em funções estratégicas do órgão, apontado pela Polícia Federal como um dos maiores participantes do escândalo do liquidado Banco Master, onde foram investidos cerca R$ 3,7 bilhões em letras financeiras podres da instituição, que está sendo investigada por uma série de ilícitos cometidos em suas transações financeiras.

Segundo o decreto de Couto, os cargos de diretor de administração e finanças, de seguridade e de investimentos agora passam a ser exclusivos de servidores que ocupem a carreia de “Especialista em Previdência Social”, sendo que o de seguridade será indicado por sindicatos e associações por meio de lista tríplice. Com isto, o governo do estado amplia a participação de servidores de carreira em funções estratégicas e estabelece novos mecanismos de transparência e de gestão previdenciária.

 Em maio deste ano, Ricardo Couto já havia estabelecido regras mais restritas de investimentos para o Rioprevidência, exigindo relatórios semestrais detalhados de instituições financeiras, fundos receptores de investimentos e remuneração pela gestão das carteiras, além de determinar a divulgação de extratos completos das aplicações realizadas pelo órgão.

Veja matéria do Valor Econômico/Globo sobre o tema pelos links abaixo:

https://valor.globo.com/financas/noticia/2026/07/13/governo-do-rio-muda-estrutura-do-rioprevidencia-apos-fundo-entrar-na-mira-da-pf-por-ligacao-com-master.ghtml

 

 

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O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, afirmou nesta segunda-feira (8) que espera recuperar cerca de R$ 1,4 bilhão dos recursos do Rioprevidência investidos no liquidado Banco Master durante a gestão Cláudio Castro. Segundo Couto, o Estado do Rio aplicou mais de R$ 3 bilhões na instituição financeira envolvida numa série de denúncias sobre corrupção de políticos e irregularidades em sua gestão sob o comando do banqueiro Daniel Vorcaro, preso em Brasília. Ontem (8), o governador em exercício teve uma reunião com o ministro da Fazenda Dario Durigan para tratar desse e de outros assuntos.

Segundo afirmou para a imprensa, o governo estima que se possa resgatar cerca de 1,4 bilhão do dinheiro investido em operações temerárias realizadas mesmo após o anúncio da falta de confiabilidade do banco e de advertências do Tribunal de Contas do Estado (TCE RJ), além de terem sido realizadas sem o aval do Comitê de Investimentos do Rioprevidência. Para tanto, Couto afirmou que o governo estadual já adotou medidas judiciais para buscar o ressarcimento dos valores e decisões judiciais a favor do Estado já foram obtidas, com parte dos recursos bloqueados como garantia para uma eventual organização.

A Secretaria de Aposentados do Sepe está preparando uma mobilização para denunciar o desvio das verbas do fundo previdenciário para o banco Master. Também em relação ao tema, o sindicato pretende acionar o DIEESE para a confecção de 8um levantamento em todos os municípios do Rio de Janeiro para saber quanto os seus fundos de pensão investiram no Banco Master.  

 

 

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O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) rejeitou contas de 2025 do ex-governador Cláudio Castro (PL). O resultado foi divulgado no dia 01 de junho pelo Tribunal. Agora, este parecer vai para a Alerj, que é responsável pela decisão de aprovar ou não as contas de Castro que, nos últimos dias, tem sido alvo de uma série de denúncias sobre a sua gestão no Palácio Guanabara e envolvimentos em esquemas de corrupção.

Foram três votos a um pela rejeição das contas do ex-governador. O relator votou pela aprovação e os conselheiros José Gomes Graciosa, Marcelo Verdini Maia e Christiano Lacerda Ghuerren reprovaram as contas do governo do estado referentes ao ano de 2025.

As irregularidades apontadas pelos conselheiros do TCE para reprovação são inúmeras: no seu voto, José Gomes Graciosa apontou irregularidades relacionadas a investimentos financeiros e colocou em xeque operações de cerca de R$ 5,01 bilhões, sendo mais de R$ 900 milhões no Banco Master. Entre os investimentos constam operações com grupos financeiros que aparecem em investigações da Política Federal sobre supostas irregularidades em investimentos do Fundo Previdenciário do Estado do Amazonas. Outro desses grupos, o Geneal, foialvo de uma medida de bloqueio em uma ação envolvendo empresas investigadas por ligação com integrantes do PCC.

No Master, a 8ª fase da operação Compliance Zero da PF apontou que os investimentos do governo do Rio, através do seu fundo de pensão, chegaram a R$ 3,7 bilhões.

Esta é mais uma irregularidade resultante dos anos de desgoverno de Cláudio Castro à frente do Executivo do estado do Rio de Janeiro. O Sepe espera que a Alerj cumpra o seu dever e coloque em pauta imediatamente a decisão do TCE RJ e a confirme, tornado este inimigo da educação pública estadual inelegível de novo, já que o Tribunal Superior Eleitoral o condenou também à 8 anos de inelegibilidade.

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A verdadeira ciranda envolvendo os políticos de direita e extrema direita com o escândalo do Banco Master parece, no momento, ter colocado o ex-governador Cláudio Castro na roda. Nos últimos dias, o nome do político não tem saído do noticiário por causa do envolvimento dele com o escândalo das fraudes e irregularidades cometidas no liquidado Banco Master. Hoje (28), a imprensa em geral repercutiu uma apuração da Globonews, que explicita as relações íntimas entre Castro e Daniel Vorcaro, controlador do banco fechado por irregularidades, por meio de mensagens de celular.

Ou seja, enquanto o estado do Rio de Janeiro enfrentava uma crise fiscal e econômica sem fim, justificativa dada por ele para o arrocho dos servidores e a piora dos serviços prestados à população, o ex-governador  e o banqueiro picareta se divertiam à farta em orgias gastronômicas e degustações de  uísque escocês durante viagens do político a Nova Iorque bancadas integralmente por Vorcaro. Uma das mensagens escritas por Castro durante a farra nos Estados Unidos diz que aquela foi uma “experiência incrível”, após um jantar que teria custado mais de R$ 60 mil.

Este e outros encontros no Brasil e no exterior entre os dois, segundo a investigação, ocorreram sempre antes do governo estadual, através do Rioprevidência, realizar aplicações milionárias no finado banco. Com o passar do tempo estas aplicações “incríveis” continuaram a jogar na fogueira bilhões de reais (3,691 bilhões segundo dados da 8ª fase da Operação Compliance Zero do dia 26 de maio), mesmo com uma série de advertências do Tribunal de Contas do Estado a respeito dos riscos representados pelas operações do Master.

Foi depois da análise deste material sobre Castro e Vorcaro que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do caso, determinou a operação de busca e apreensão da PF na cobertura do ex-governador na terça-feira (26).

Enquanto as investigações avançam, os profissionais de educação, servidores aposentados e o conjunto da população do estado do Rio de Janeiro, que certamente ficaram de fora das festas faraônicas onde Vorcaro, Cláudio Castro e outros personagens políticos andaram metidos, torcem para que as apurações avancem e que esse bando de corruptos pague por tantas mazelas que causaram e ainda causam à população do Rio de Janeiro por conta dos seus malfeitos.

Não se pode admitir que o dinheiro suado das contribuições dos servidores, destinado ao pagamento dos aposentados como é o caso do Rioprevidência, tenha sido usado para bancar degustações de bifes de filé salpicados de ouro, champanhes francesas, uísques e vinhos de custo milionário, enquanto as categorias do funcionalismo lutam para manter suas contas em dia depois de quase três anos de congelamento dos salários. Por ironia, o dono do restaurante nova iorquino onde foram gastos R$ 60 mil em um jantar, o turco Nusret Gökçe, é conhecido mundialmente como o “chef da mãozinha”! Lugar bem apropriado para Vorcaro e Castro meterem a mão no dinheiro dos contribuintes brasileiros prejudicados pelo escândalo do Banco Master.

Governador em exercício quer recuperar dinheiro investido

O governador em exercício Ricardo Couto afirmou em entrevista à colunista Míriam Leitão que vai buscar o ressarcimento dos prejuízos causados ao Rioprevidência – o fundo de previdência fluminense – pelos investimentos investigados no escândalo do Banco Master.

Segundo Couto, a primeira iniciativa seria o estado buscar junto ao Master o que foi perdido com os investimentos ao longo dos últimos anos. Depois disso, o governador afirmou que a outra alternativa seria a Procuradoria Geral do Estado ir em cima daqueles que tomaram empréstimos e estão pagando ao Master, pedindo o bloqueio dos valores que estão sendo devolvidos ao banco liquidado.


 
 
 
 
 
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Confira a marcha de carnaval sobre o Rioprevidência
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O Sepe e populares que se encontravam nas imediações da porta do Quartel-General da PM aproveitaram a ida do senador Flávio Bolsonaro ao local na manhã de hoje para realizar um protesto contra o parlamentar, candidato nas eleições presidenciais de outubro.

No protesto, os manifestantes lembraram do envolvimento de Bolsonaro no escândalo do Banco Master, revelados por uma reportagem do site Intercept na quarta-feira (13), quando gravações do celular do banqueiro Daniel Vorcaro mostraram o senador pedindo a doação de mais de R$ 120 milhões.

O ex-governador Cláudio Castro, que hoje foi alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal, no âmbito da Operação que investiga o envolvimento de organizações criminosas com agentes públicos, também foi lembrado pelos manifestantes por causa dos investimentos milionários de recursos do Rioprevidência em operações do banco liquidado pelo Banco Central.



DEU NA IMPRENSA – REPORTAGEM DO UOL

 
 
 
 
 
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Num show de horrores que parece não ter mais fim, o governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, exonerou, no final da semana passada, o presidente interino do Rioprevidência, Nicholas Cardoso. O afastamento se deu por pedido do Ministério Público estadual, durante investigação sobre aportes de R$118 milhões feitos pela autarquia em instituições financeiras não cadastradas. Lembramos que o presidente afastado ocupava o cargo interinamente após a queda da antiga direção do órgão, sob o comando de Deivis Antunes, envolvida nas investigações do escândalo das aplicações no liquidado Banco Master.

Na época das aplicações que levaram ao seu afastamento do cargo, Cardodo ocupava a direção de investimentos do Rioprevidência. Estas aplicações apareceram após as denúncias sobre o escândalo envolvendo o Master, que também recebeu recursos do Rioprevidência (cerca de 1 bilhão de reais).

O governo do estado colocou no lugar do presidente interino afastado o procurador do estado Felipe Derbli de Carvalho Batista.

Segundo as autoridades, o investimento de R$ 118 milhões em 3 fundos de investimentos administrados por instituições financeiras não cadastradas junto à autarquia contraria normas do Conselho Monetário Nacional e do próprio Rioprevidência, fundo que é responsável pelo pagamento de benefícios previdenciários a 235 mil servidores do RJ e seus dependentes, como aposentadorias e pensões.

O Sepe acompanha com atenção os desdobramentos da crise ética e política envolvendo o Rioprevidência ao longo dos últimos anos. Muito antes do escândalo e das investigações sobre os investimentos em títulos podres do Banco Master, uma CPI do órgão na Alerj já apontava malversação e administração temerária do dinheiro do nosso fundo de pensão. A CPI foi convenientemente arquivada em 2021, mas a controvertida gestão do órgão se manteve até a revelação do presente escândalo financeiro do Banco Master, que mostrou o Rio de Janeiro como o segundo estado com fundos de previdência que mais investiram no malfadado banco. Por conta disto, os profissionais de educação exigem o máximo rigor na apuração das irregularidades e exemplar punição para todos os dirigentes da instituição e políticos, como o ex-governador Cláudio Castro, envolvidos nestas falcatruas que ameaçam  o futuro do nosso fundo de previdência.

 

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A crise do Banco Master, liquidado em novembro do ano passado pelo Banco Central e com suas transações financeiras envolvendo uma série de fundos de previdência de servidores, o Banco Regional de Brasília (BRB), além de governos de municípios, estados e outros políticos, parece não ter fim. Ontem, o portal G1 repercutiu uma matéria da Globonews anunciando que o estado do Rio de Janeiro e mais quatro municípios se encontram sem o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP), certidão que atesta a saúde financeira dos fundos de pensão responsáveis pelos pagamentos de aposentadorias e pensões.

No Estado do Rio de Janeiro, o Rioprevidência e o Itaprev (Fundo de Previdência dos Servidores Municipais de Itaguaí) tiveram seus CRPs vencidos em 5 de outubro e em 24 de novembro do ano passado respectivamente.

O Rioprevidência investiu R$ 970 milhões em letras do Master, enquanto o Itaprev, que teve o CRP cancelado por decisão da Justiça, R$ 59,6 milhões, também em letras financeiras do banco falido. Os outros municípios com problemas no CRP são IPSSC, do município de Cajamar (SP); O Prevcon, de Congonhas (MG); e o IPA, de Angélica (MS).

Sem o CRP, eles ficam impedidos de receber transferências voluntárias de recursos da União e de pegar financiamentos em bancos federais por causa das pendências nos seus fundos de pensão.

A matéria chama a atenção para o fato de que entre os 18 fundos de pensão de servidores estaduais e municipais envolvidos nas transações com o Master, o Rioprevidência foi o que mais investiu dinheiro no Banco, apesar das advertências do TCE e das autoridades do mercado financeiro: R$ 970 milhões.

Não é por menos, que o presidente da autarquia fluminense foi preso no dia 03 de fevereiro em uma operação da Polícia Federal para apurar suspeitas de gestão fraudulenta, desvio de dinheiro e corrupção no fundo dos servidores do estado do Rio de Janeiro. As investigações envolvem os investimentos nas Letras Financeiras do Banco Master.

Outro ponto escandaloso e que chama a atenção é que, proporcionalmente, o maior investimento nas letras do Banco Master foi o do Instituto de Previdência de Itaguaí, no sul fluminense. Segundo as investigações em curso, os quase R% 60 milhões investidos correspondem a 20% do patrimônio total do fundo municipal, fato que pode comprometer em breve a saúde financeira do órgão e o pagamento de aposentados e pensionistas daquele município.

O Sepe continua acompanhando o caso e cobrando das autoridades monetárias e policiais uma investigação profunda, que leve às raízes da crise do Banco Master e os investimentos maciços de políticos ligados ao Centrão e à extrema-direita na instituição financeira. Não podemos aceitar que as direções de autarquias, como o Rioprevidência, do estado e o Itaprev, do município de Itaguaí, possam ter investido tantos milhões dos cofres destas instituições sem o aval ou, quem sabe, a ordem daqueles que nomearam as suas direções. No caso do Rioprevidência, o governador Cláudio Castro (PL) e, em Itaguaí, Dr. Rubião (Podemos). Por isso exigimos investigação e punições severas para todos que não souberam lidar ou malversaram sobre o patrimônio público.

Tirem as mãos da nossa previdência!

Não vamos pagar mais uma conta que não é nossa!

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Aposentados, destaque-home, Todas

Agentes das Polícias Federal e Rodoviária Federal prenderam nesta terça-feira (3) o ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes, em Itatiaia, no Sul do Rio de Janeiro. O executivo, responsável pelos aportes de quase R$ 1 bilhão em fundos do liquidado Banco Master, foi preso na estrada, quando viajava de São Paulo para o Rio de Janeiro, depois de retornar dos Estados Unidos.

Antunes foi preso durante a segunda fase da Operação “Barco de Papel”, deflagrada pela PF, que cumpre 3 mandados de prisão temporária e 9 de busca e apreensão no RJ e em SC. Os mandados foram decretados pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro com base em indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas.

Antunes, é sempre bom lembrar, foi nomeado pelo governador Cláudio Castro e comandava o Rioprevidência até o dia 23 de janeiro, data em que renunciou ao cargo após uma operação da Polícia Federal para apurar suspeitas de gestão fraudulenta, desvio de dinheiro e corrupção no fundo.

Foi na sua administração e de outros dois ex-diretores da autarquia que o fundo de previdência dos servidores estaduais do Rio de Janeiro investiu quase R$ 1 bilhão em letras financeiras do Banco Master, títulos de investimento de alto risco que não contam com a cobertura do fundo garantidor de crédito.

O Sepe continua acompanhando o desdobramento do escândalo dos investimentos do Rioprevidência em um banco sabidamente com problemas de caixa e de falta de liquidez, que acabaram forçando o Banco Central a decretar a sua liquidação no final do ano passado. Assim como o Rioprevidência, outros fundos de estados e municípios governados por políticos ligados principalmente aos partidos que compõem o chamado Centrão no Congresso também investiram pesadamente na instituição financeira dirigida pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Este último, também chegou a ser preso no final do ano passado e depois solto por um habeas corpus da Justiça Federal.

Como sabemos, o governador Cláudio Castro é do PL, um dos partidos que têm políticos envolvidos nas transações do Banco Master. Difícil de acreditar que Deivis Marcon Antunes, indicado pelo governador, assim como seu quadro diretivo, investiu no Master tal soma de dinheiro sem o aval ou o conhecimento do seu chefe.

Para o sindicato, é necessário avançar nas investigações sobre as ligações do banco com os políticos que tentaram de todas as formas evitar a decretação da liquidação do banco e, também, daqueles que permitiram ou ordenaram que autarquias e bancos como o Banco Regional de Brasília (BRB) despejassem bilhões de reais a fundo perdido no caixa de um banco com notórios problemas financeiros.

 

 

 

 

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