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O Sepe segue acompanhando o desdobramento de uma operação policial que está sendo realizada desde início da manhã de hoje (dia 8 de julho), em Guadalupe, Zona Norte do Rio. A ação dos policiais provocou a suspensão das aulas em duas escolas estaduais e faz com que escolas municipais em funcionamento na região continuem abertas sem poder liberar os alunos por causa do risco causados pelo tiroteio entre agentes policiais e traficantes locais.

A operação, que provocou o fechamento da Avenida Brasil no entorno do Muqiço nesta manhã, foi iniciada depois de um ataque contra um carro descaracterizado das forças de segurança. Neste confronto inicial dois policiais civis da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense foram feridos e um dos agentes se encontra em estado grave e uma policial sofreu ferimentos na perna.

Depois deste primeiro ataque, foram enviados reforços e os policiais iniciaram uma operação dentro do Muquiço, com intensa troca de tiros entre os policiais e os traficantes do local. Por causa dos tiros duas escolas estaduais foram fechadas, segundo a SEEDUC.  Como o incidente que resultou nos policiais feridos começou após o horário do início das aulas, escolas da rede municipal continuam abertas, funcionando. A SME, segundo reportagem do portal G1, informou que as unidades permaneciam funcionando normalmente e que as atividades só seriam encerradas quando for possível que o os alunos e profissionais se retirem do local em segurança.

O sindicato monitora a situação e lamenta que, mais uma vez, unidades escolares localizadas em áreas de risco fiquem expostas ao perigo resultante dos confrontos entre as forças de segurança e os traficantes. Também criticamos a Secretaria Municipal de Educação, que, de novo, não explicita os protocolos de segurança para este tipo de incidente e deixa unidades escolares funcionando “normalmente” em meio aos confrontos armados nestes locais.
com: G1 e O Globo Online
Veja mais:
https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/rj1/noticia/2026/07/08/tiros-na-avenida-brasil.ghtml

 

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Mais uma vez, a dita política de segurança do governo do Estado do Rio de Janeiro causa terror à população, com pessoas feridas, fechamento de vias de trânsito essenciais, suspensão das aulas em dezenas de escolas e do atendimento em postos de saúde.

Desta vez, tudo isso ocorreu nas comunidades de Vigário Geral, Cidade Alta e Parada de Lucas, Zona Norte do Rio, que sofreram uma megaoperação da parte da Polícia Civil na madrugada e grande parte da manhã desta terça-feira, dia 10/06.

O site Voz da Comunidade repercutiu informações da Secretaria Municipal de Educação, que informou em nota que 21 unidades escolares municipais foram afetadas: Dez nas localidades de Parada de Lucas/ Vigário Geral, oito na Cidade Alta e três nas comunidades Cinco Bocas/Pica-pau.

Quatro pessoas foram feridas dentro de ônibus ou no entorno, vítimas do intenso tiroteio entre a polícia e bandidos.

É o velho filme repetido nesta cidade quase diariamente – no final de semana, o terror atingiu os moradores do Morro Santo Amaro, no Catete, Centro do Rio, em que o jovem Herus Guimarães, de 24 anos, foi morto devido a uma operação da PM, que invadiu a tiros uma festa junina naquela comunidade.

O Sepe vem há décadas criticando essa política que só faz atingir a população mais pobre do Rio, descumprindo inclusive protocolos de segurança mínimos acordados com o próprio Supremo Tribunal Federal (STF); atingindo nossas escolas, os profissionais de educação e estudantes, que praticamente ficam na linha de frente desse tiroteio.

Com isso, o Sepe protesta, veementemente, contra mais essa megaoperação que coloca em risco as vidas de nossos estudantes, profissionais de educação e a população negra e periférica da cidade.
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