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A nova rodada de ataques contra a República Islâmica do Irã, iniciada no último sábado (28/2), com ataques simultâneos das forças aéreas dos Estados Unidos e Israel contra alvos espalhados pelo país, já tem um saldo trágico e inaceitável como resultado parcial: segundo o Ministério da Educação iraniano, pelo menos 153 alunas foram mortas num bombardeio realizado a uma escola em Minab, na província de Hormozgan, no Sul do país. Além das mortes até o momento, pelo menos 95 meninas ficaram feridas no ataque, segundo as autoridades iranianas, que responsabilizam os americanos e israelenses pelo ataque.

Já no domingo, 1º de março, A UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) condenou firmemente o bombardeio à escola, em meio à escalada dos conflitos por todo o Oriente Médio. A violência dos bombardeios, que estão atingindo diversos centros urbanos iranianos sob a desculpa de destruição de instalações militares e morte das lideranças políticas e militares do país, é uma séria ameaça contra a população civil dada a potência explosiva dos mísseis e bombas utilizadas pelas forças armadas agressoras – centenas de pessoas já morreram em poucos dias de ataques.

Em sua manifestação, a UNESCO cita explicitamente o Conselho de Segurança das Nações Unidas e a Resolução 2601 (2021), que condena ataques a escolas em situações de conflito armado e reforça a obrigação das partes envolvidas de proteger ambientes educacionais. Não se pode admitir que as crianças não possam ter direito ao acesso à escola e à educação e as partes conflitantes deveriam ser as primeiras a zelar pela segurança dos estudantes e dos profissionais de educação.

O Sepe se solidariza com o povo iraniano e as famílias das meninas vitimadas neste bombardeio insano, que escapa a qualquer juízo de razão. Sob qualquer aspecto a morte destas crianças é imoral e inaceitável. Elas foram em busca da educação, do conhecimento, um direito humano universal e se depararam, dentro da escola, com uma bomba guiada, dotada de todos os requintes da moderna tecnologia da morte que o complexo industrial militar coloca nas mãos de tiranos, que ceifou suas vidas e as dos profissionais que ali trabalhavam.

Por mais que a mídia queira nos enganar com termos como “ataques cirúrgicos” contra alvos militares ou com videogames mostrando a trajetória das bombas e mísseis contra os alvos, como num filme de qualquer streaming, ninguém é idiota o suficiente para não entender que não existe qualquer possibilidade de “cirurgia localizada” contida numa ogiva de bomba ou míssil que carrega até uma tonelada de explosivos.

O resultado está aí para quem tiver olhos para ver: centenas de iranianos entre eles, uma centena e meia de meninas já perderam a vida estupidamente em dois dias em meio à tecnologia do massacre imposta por uma superpotência e seu parceiro de primeira hora contra civis indefesos e que não dispõem de bunkers para se abrigar dos invisíveis bombardeiros semeadores da morte.

Não podemos aceitar que a tradição do multilateralismo e da priorização da negociação diplomática, marca dos organismos criados depois de 1945, após a 2ª Guerra Mundial, passe a ser escanteada e substituída pela guerra total para a obtenção de objetivos políticos, estratégicos ou econômicos – organismos criados exatamente para evitar que guerras se sobreponham à diplomacia. Este tipo de atitude tem sido o carro chefe da política externa do governo Trump, seja invadindo um país para sequestrar seu presidente, seja bombardeando cidades para matar seus líderes civis ou religiosos. 

A vida humana vale muito mais que isso.

Com isso, o Sepe se solidariza com os familiares das estudantes mortas no Irã.

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Na madrugada deste sábado, (03/01), forças militares norte-americanas bombardearam a capital da Venezuela, Caracas, e outras três regiões, deixando um rastro de destruição no País. Pela manhã, Trump comemorou o sequestro de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que teriam sido retirados do país em um avião, e a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, exigiu “uma imediata prova de vida” do casal. O governo venezuelano declarou estado de emergência e anunciou que os ataques deixaram venezuelanos mortos e feridos.

O Sepe repudia a agressão militar imperialista contra a Venezuela e envia toda a solidariedade ao povo venezuelano. Os bombardeios ordenados por Donald Trump são uma agressão à soberania do País e a toda a América Latina e ao direito à autodeterminação dos povos. Reivindicamos ainda a libertação de Nicolás Maduro e de sua esposa, levados presos sob a absurda acusação de narcoterrorismo, usada como cortina de fumaça para ocultar o objetivo de saquear o petróleo venezuelano.

O governo da Venezuela repudiou a agressão militar ao País e solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Os ataques foram condenados também por diversos países, como Chile, Colômbia, Rússia e Irã. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou o envio de forças militares para a fronteira com a Venezuela e classificou os bombardeios como “um ataque à soberania da América Latina”. A Espanha exigiu “respeito ao direito internacional”, assim como a União Europeia. O governo brasileiro convocou uma reunião de emergência nesta manhã e declarou a ação como “inaceitável”.

Os ataques também foram criticados por parte da imprensa dos Estados Unidos, como o editorial do New York Times, que classificou o ataque de Trump à Venezuela como “ilegal e imprudente”.

Os bombardeios fazem parte da escalada autoritária e fascista do presidente norte-americano em seu segundo mandato, marcado pela guerra comercial e perseguição a imigrantes. Trump vem, nos últimos meses, preparando o ataque à Venezuela, posicionando porta-aviões no Mar do Caribe e sequestrando navios petroleiros, ampliando o bloqueio econômico e piorando as condições de vida do povo venezuelano. Estamos diante de uma tentativa de reedição dos princípios da Doutrina Monroe, que orientou a política externa dos Estados Unidos no passado, sob o lema “América para os americanos”.

Os Estados Unidos continuam considerando a América Latina como o seu quintal, como quando promoveram ditaduras no continente, e não medirão esforços para interferir nos destinos dos povos, promovendo ações militares e econômicas, atuando contra processos eleitorais e até mesmo derrubando governos para preservar seus interesses.

A agressão contra a Venezuela é uma ameaça a todos os povos e governos da região, como a Colômbia e o Brasil, e precisa ser combatida. Também é parte da política de Trump para tentar impedir o avanço do alimanhamento dos países da América Latina com o BRICs.

Abaixo a agressão imperialista de Trump
Fora Estados Unidos da Venezuela!

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