Como entidade representativa dos profissionais de educação das redes públicas do Rio de Janeiro, frequentemente instada a emitir opiniões sobre diferentes pautas da conjuntura social e política nacional e internacional, o Sepe não pode deixar de exprimir a sua mais veemente crítica contra a criminalização de Zé Maria, processado numa clara tentativa de silenciamento das vozes que se voltam no mundo inteiro contra o verdadeiro massacre efetuado pelas forças de defesa de Israel contra o povo palestino.
Zé Maria está sendo processado por ter exercido em um discurso o direito democrático de crítica a uma política do Estado de Israel que, desde outubro de 2023, vem matando dezenas de milhares de pessoas na Faixa de Gaza, atingindo com mísseis e bombas disparados contra escolas hospitais vitimando a população palestina, em sua maioria mulheres e crianças que nada têm a ver com os ataques em território israelense que ocorreram naquele ano. Para justificar o injustificável, os que impetraram a ação na Justiça contra o dirigente sindical tentam enquadrar as críticas políticas ao estado de Israel na nossa lei contra o racismo.
Este tipo de silenciamento contra as vozes discordantes e que se manifestam contra o massacre de populações civis não é novidade, inclusive atingindo jornalistas e outros ativistas em favor da paz e contra os crimes de guerra. Mas a continuidade da luta de todos aqueles que, como Zé Maria, Breno Altman e outros ativistas que tem denunciando as atrocidades cometidas em Gaza e no sul do Líbano pelas forças militares de Israel e sofrido por isso, é uma prova de que o arbítrio não pode calar a voz de quem não aceita e denuncia o sacrifício diário de homens, mulheres e crianças inocentes em nome do lucro e dos interesses geopolíticos.
O Sepe se solidariza com o companheiro Zé Maria, na certeza de que a Justiça não aceitará os argumentos daqueles que defendem o verdadeiro genocídio cometido pelo governo israelense contra os palestinos da Faixa de Gaza.
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