A Regional 9 convoca para assembleia geral dia 3 de outubro (segunda-feira), na
Sede da Regional 9 (Rua Felipe Cardoso nº 166, sala 201, CENTRO COMERCIAL FELIPE CARDOSO, em frente ao BRT de Santa Cruz.
A Regional 9 abrange os bairros de Santa Cruz, Paciência, Guaratiba, Jardim Maravilha, Barra de Guaratiba, Pedra de Guaratiba, Ilha de Guaratiba, Sepetiba, Nova Sepetiba, Manguariba, Jesuítas e Palmares.
Obs.: Informamos que aqueles interessados em participar da Assembleia, mas que por qualquer motivo for chegar após as 19:00h, favor ligar para a Regional IX (3395-3968) até as 17:30, para que o seu nome e RG fique registrado na portaria, garantindo a entrada.
O Departamento Jurídico do Sepe Núcleo Belford Roxo obteve junto à Justiça uma liminar que obriga a prefeitura de Belford Roxo a efetuar imediatamente o pagamento do salário referente ao mês de agosto, respeitando o 5º dia útil de cada mês.
Essa liminar abrange todos os profissionais da educação, ativos e aposentados.
Importante: ressalta-se que até a presente data ainda não receberam: permutados, aposentados, direção de escolas.
Direção Sepe Belford Roxo
Praça Getúlio Vargas, 112 – Sala 202 – Centro – Belford Roxo – CEP 26130-070
Tel: 2761-2514 /sepebelroxo@yahoo.com.br
Sobre o fechamento de turmas nas escolas da Maré.
No último período a Prefeitura tem inaugurado novas Unidades Escolares na Maré e, fechado turmas nas antigas escolas, inclusive do entorno. Tal fato nos causou estranheza, por isso, gostaríamos de expor alguns fatos:
1- Durante a greve da educação em 2013, quando reivindicávamos a redução do quantitativo de estudantes em sala, a Prefeitura alegava que esta medida seria possível com o Programa Fábrica de escolas, conforme descrito no próprio sítio eletrônico da Prefeitura.(http://www.rio.rj.gov.br/documents/10136/4410020/acordos_prefeitura_sepe.pdf). Então, se o prefeito está inaugurando novas escolas por que está fechando turmas?
2- A Portaria E/SUBE/CED nº 15, de 24 de outubro de 2014, não estabelece quantitativo mínimo de estudantes por turma.
3- Na próxima semana se inicia o último bimestre letivo. Mudanças de escolas, de professora e/ou professor prejudicam o processo de ensino-aprendizagem.
4- No início do ano, em uma escola, turmas seriam transferidas para as novas escolas, afim de que climatização fosse feita. A comunidade escolar não aceitou a transferência e, curiosamente a obra não foi feita.
5- Estamos apurando a denúncia de que haveria transferência de funcionários das unidades antigas para as novas. Com esta divisão a carência destes profissionais será ainda maior.
6- As escolas antigas necessitam de reformas. Segundo o último Relatório do Programa de Visita às Escolas do TCM, 43% das escolas tem a condição estrutural precária.
7- Antes da gestão de Eduardo Paes, várias unidades escolares da Maré funcionavam com turmas em horário integral de 8 horas. Durante a atual administração, o turno único foi reduzido para 7 horas diárias. A Lei n 5225, de 5 de novembro de 2010, não impede as 8 horas. O parágrafo 3º é claro: “ § 3º A permanência dos alunos na escola ou em atividades escolares por período superior às sete horas previstas no caput, será optativa, a critério das famílias, dos estudantes e do sistema de ensino.”. Não temos conhecimento de nenhuma consulta feita à comunidade escolar sobre a preferência por 7 ou 8 horas.
8- A proposta de reestruturação/reorganização da rede municipal de ensino foi questionada pelo Sepe, pela falta de diálogo com a comunidade escolar e, pela ausência de planejamento com levantamento de dados da carência de matrículas, profissionais, e anos de ensino, sendo inclusive objeto de Ação Civil Pública do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, IC nº766/12.
Regional IV do Sepe
Os profissionais de educação participarão do Dia Nacional de Lutas Contra as Reformas propostas pelo governo Temer, nesta quinta-feira (dia 29 de setembro). A partir das 16h, haverá uma concentração na porta do Colégio Pedro II (Unidade Centro, na Rua Marechal Floriano) e às 18h, na Cinelândia, será realizado um ato, com uma aula pública cujo tema será as Reformas anunciadas pelo governo federal (Trabalhista, Previdenciária e do Ensino Médio), que ameaçam direitos e conquistas dos trabalhadores e da sociedade em geral. As aitividades que serão realizadas em todo o país são importantes para a preparação de uma greve geral, com o objetivo de impedir a retirada dos nossos direitos e o avanço das propostas neoliberais no país.
O Sepe e os profissionais de educação realizarão um ato público no Museu do Amanhã (Praça Mauá), no dia 01 de outubro, a partir das 10h, para marcar a passagem dos três anos do chamado "Dia da Vergonha", quando as autoridades estaduais e municipais (governos Cabral e Eduardo Paes) instauraram um verdadeiro estado de sítio no Centro do Rio para a aprovação do Plano de Cargos e Carreiras da Educação Municipal, no dia 1º de outubro de 2013.
Desde agosto daquele ano, a rede municipal do Rio estava em greve em luta por reajuste salarial e melhores condições de trabalho e pela implantação de um plano de carreira que contemplasse as reivindicações históricas da categoria. A greve do município logo foi seguida por uma greve da rede estadual, numa unificação histórica que fez com que a educação assumisse a vanguarda das grandes manifestações que se realizaram naquele ano em todo o país. Desde o início da nossa mobilização, os governos municipal e estadual mostraram que não estavam dispostos a negociar nem a dialogar e que a repressão e a violência seriam os seus "instrumentos" de negociação. E isto ficou bem claro durante os atos e passeatas e no triste episódio da desocupação da Câmara Municipal, no final de setembro de 2013, quando a tropa de choque da PM promoveu um verdadeiro massacre, agredindo os profissionais e prendendo vários deles.
Veja pelos links abaixo, algumas imagens da violência contra manifestantes que simplesmente estavam tentando exercer o seu legítimo direito de manifestação e de lutar pelos seus direitos, como o plano de carreira:
https://www.youtube.com/watch?v=NNAojKCjJlw
https://www.youtube.com/watch?v=HuNq92S9O9Y
https://www.youtube.com/watch?v=MsKYboM8SJs
https://www.youtube.com/watch?v=t3gAkh8aXd4
O Sepe/SG, em conjunto com a UERJ/FFP-SG, realizará um debate com os candidatos a prefeito do município, no dia 28/09, a partir das 18h. Cinco dos candidatos já confirmaram a presença e os organizadores estão eperando a confirmação dos demais. O debate será realizado no auditório da UERJ/FFP-SG (Rua Dr. Francisco Portela 1470 – Patronato) e abordará temas sobre Educação e outros pontos relevantes a cidade , onde todos os candidatos poderão expor sua propostas. o debate estará aberto aos estudantes e comunidades de São Gonçalo.
Os funcionários municipais de Nova Iguaçu realizaram nessa sexta-feira,dia 23,o Dia da Verdade, denunciando a situação caótica dos serviços municipais de Nova Iguaçu.
O protesto unificado, que contou com a participação da rede municipal, foi iniciado na Praça Rui Barbosa e seguiu pela Via Light em direção a prefeitura.
Ao chegar à prefeitura, os servidores promoveram uma ocupação pacífica do prédio. Os profissionais de educação da cidade, em particular, tem realizado várias paralisações nesse período. cobrando do governo atual o pagamento dos salários em dia, calendário de pagamento e demais pontos da pauta. Veja abaixo nota do Conselho Regional de Psicologia em apoio ao Movimento Unificado dos Servidores Municipais de Nova Iguaçu:
Nota de apoio do CRP-RJ ao Movimento Unido dos Servidores Públicos de Nova Iguaçu
CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA DO RIO DE JANEIRO – CRP RJ·SEXTA, 23 DE SETEMBRO DE 2016
O Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro vem a público manifestar seu apoio ao Movimento Unido dos Servidores Públicos de Nova Iguaçu (MUSP NI), que agrega servidores estatutários, terceirizados e contratados de diversas categorias e, dentre esses, muitas (os) psicólogas (os). Estes trabalhadores estão em luta para garantir seus direitos e, por extensão, garantir serviços de qualidade à população.
A Baixada Fluminense constitui-se historicamente como um território marcado por violações de direitos. Soma-se a isso o tradicional descaso do poder público em relação à saúde, saneamento básico e educação. Sabemos que a região agrega uma das áreas de grande circulação financeira pela presença de indústrias variadas, localizadas às margens da Via Dutra, gerando impostos que não se revertem em benefícios à população.
Este cenário abre espaço para que a mesma velha política venha sendo praticada, fazendo uso indevido de cargos políticos, reproduzindo a lógica do clientelismo por meio da troca de serviços ao cidadão pelo voto. Neste sentido, o trabalho técnico e especializado dos profissionais perde seu valor e espaço. Os serviços públicos acabam por funcionar na esteira dos interesses partidários, negando o acesso da população aos seus direitos. Vale lembrar que o Estado deve estar a serviço do povo, não devendo esta lógica ser invertida.
A histórica precarização das condições de trabalho e a fragilidade dos vínculos empregatícios somam-se ao panorama do atual momento político, econômico e social que tem sido utilizado como justificativa para atrasos nos pagamentos dos salários do funcionalismo público deste município e de outros da Baixada Fluminense.
Assim, a Psicologia, como ciência e profissão, deve afirmar o seu compromisso social na luta por direitos! A bandeira desses trabalhadores deve ser a nossa bandeira, reafirmando uma Psicologia coletiva e alinhada ao processo sócio-histórico em consonância com nosso Código de Ética Profissional.
No dia 16 de setembro, o Sepe e diversas entidades promoveram um debate com candidatos à prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, na ABI, rua Araújo Porto Alegre, 71, 9º andar, a partir das 18h.
As entidades que organizaram o debate com os candidatos foram: AFA RIO, ATCERIO ENDEMIAS, SINPRO, SEPE-RJ, ASPREV-RIO, COMISSÃO DE SERVIDORES DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA.
Sobre a contrarreforma do Ensino Médio do governo golpista.
Gaudêncio Frigotto!
A reforma de ensino médio proposta pelo bloco de poder que tomou o Estado brasileiro por um processo golpista, jurídico, parlamentar e midiático, liquida a dura conquista do ensino médio como educação básica universal para a grande maioria de jovens e adultos, cerca de 85% dos que frequentam a escola pública. Uma agressão frontal à constituição de 1988 e a Lei de Diretrizes da Educação Nacional que garantem a universalidade do ensino médio como etapa final de educação básica.
Os proponentes da reforma, especialistas analfabetos sociais e doutores em prepotência, autoritarismo e segregação social, são por sua estreiteza de pensamento e por condição de classe, incapazes de entender o que significa educação básica. E o que é pior, se entende não a querem para todos.
Com efeito, por rezarem e serem co-autores da cartilha dos intelectuais do Banco Mundial, Organização Mundial do Comércio, etc., seus compromissos não são com direito universal à educação básica, pois a consideram um serviço que tem que se ajustar às demandas do mercado. Este, uma espécie de um deus que define quem merece ser por ele considerado num tempo histórico de desemprego estrutural. O ajuste ou a austeridade que se aplica à classe trabalhadora brasileira, da cidade e do campo, pelas reformas da previdência, reforma trabalhista e congelamento por vinte anos na ampliação do investimento na educação e saúde públicas, tem que chegar à escola pública, espaço onde seus filhos estudam.
A reforma do ensino médio que se quer impor por Medida Provisória segue figurino da década de 1990 quando MEC era dirigido por Paulo Renato de Souza no Governo Fernando Henrique Cardoso. Não por acaso Maria Helena Guimarães é a que de fato toca o barco do MEC. Também não por acaso que o espaço da mídia empresarial golpista é dado a figuras desta década.
Uma reforma que retrocede ao obscurantismo de autores como Desttut de Tracy que defendia, ao final do século XIX, ser da própria natureza e, portanto, independente da vontade dos homens, a existência de uma escola rica em conhecimento, cultura, etc., para os que tinham tempo de estudar e se destinavam a dirigir no futuro e outra escola rápida, pragmática, para os que não tinham muito tempo para ficar na escola e se destinavam (por natureza) ao duro ofício do trabalho.
Neste sentido é uma reforma que anula Lei Nº. 1.821 de 12 de março de 1953. Que dispõe sobre o regime de equivalência dos cursos de grau médio para efeito de matrícula nos curso superiores e cria novamente, com outra nomenclatura, o direcionamento compulsório à universidade. Um direcionamento que camufla o fato de que para a maioria da classe trabalhadora seu destino são as carreiras de menor prestigio social e de valor econômico.
Também retrocede e torna, e de forma pior, a reforma do ensino médio da ditadura civil militar que postulava a profissionalização compulsória do ensino profissional neste nível de ensino. Piora porque aquela reforma visava a todos e esta só visa os filhos da classe trabalhadora que estudam na escola pública. Uma reforma que legaliza o apartheid social na educação no Brasil.
O argumento de que há excesso de disciplinas esconde o que querem tirar do currículo – filosofia, sociologia e diminuir a carga de história, geografia, etc. E o medíocre e fetichista argumento que hoje o aluno é digital e não agüenta uma escola conteudista mascara o que realmente o aluno desta, uma escola degradada em seus espaços, sem laboratórios, sem auditórios de arte e cultura, sem espaços de esporte e lazer e com professores esfacelados em seus tempos trabalhando em duas ou três escolas em três turnos para comporem um salário que não lhes permite ter satisfeitas as suas necessidades básicas. Um professorado que de forma crescente adoece. Os alunos do Movimento Ocupa Escolas não pediram mais aparelhos digitais, estes eles têm nos seus cotidianos. Pediram justamente condições dignas para estudar e sentir-se bem no espaço escolar.
Por fim, uma traição aos alunos filhos dos trabalhadores, ao achar que deixando que eles escolham parte do currículo vai ajuda-los na vida. Um abominável descompromisso geracional e um cinismo covarde, pois seus filhos e netos estudam nas escolas onde, na acepção de Desttut de Tracy estudam os que estão destinados a dirigir a sociedade. Um reforma que legaliza a existência de uma escola diferença para cada classe social. Justo estes intelectuais que em seus escritos negam a existência das classes sociais.
Quando se junta prepotência do autoritarismo, arrogância, obscurantismo e desprezo aos direitos da educação básica plena e igual para todos os jovens, o seu futuro terá como horizonte a insegurança e a vida em suspenso.
* Filósofo e Educador. Professor do Programa de Pós Graduação em Políticas Públicas e Formação Humana da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
