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O Sepe realizou Assembleia Estatutária no dia 02 de dezembro, no auditório da ABI. Cerca de 360 filiados compareceram à Plenária, oriundos de todo o estado do Rio de Janeiro, e deliberaram o seguinte:

– Devolução integral do imposto sindical à categoria, da ativa e aposentados, filiados e não filiados, da parte que coube ao Sepe na ação judicial;

– Aprovação do conjunto do relatório da comissão que prevê os procedimentos para essa devolução;

– O valor depositado em conta separada e nenhum uso do mesmo após a devolução, até a decisão das respectivas assembleias estatutárias.

A seguir, o detalhamento do que ocorreu na assembleia.


SOBRE A ASSEMBLEIA:


A assembleia foi iniciada com os informes da comissão responsável pelo acompanhamento e análise das possibilidades de devolução e de repasse do imposto sindical da rede municipal do Rio de Janeiro. Em uma 2ª parte, foi apresentado informe da Tesouraria do Sepe sobre a cota reservada ao sindicato em cima deste imposto, após o acordo entre os sindicatos e a Justiça.

Abertas as inscrições para as defesas de propostas na assembleia, os debates ocorreram da seguinte forma: de um lado aqueles em defesa de que 100% do imposto sindical fossem repassados para a categoria, da ativa e aposentados, filiados e não filiados, levando em conta o percentual que o Sepe ganhou.

A segunda proposta defendia que 70% do imposto sindical fossem repassados para os filiados e 30% fossem para o sindicato.

A primeira proposta foi vitoriosa.

Em seguida foram aprovados os seguintes encaminhamentos:

– Foi aprovado a realização de uma assembleia da rede municipal do Rio de Janeiro e uma outra assembleia estatutária para eleger a comissão que acompanhará o processo de devolução do imposto sindical para a categoria;

– Se após a devolução do imposto sindical houver sobras de valores, serão convocadas novas assembleias da rede municipal do Rio e estatutária para discutir o destino dessas sobras em conjunto com a categoria.

HISTÓRICO DA DISCUSSÃO:

1) A contribuição voluntária que o Sepe cobra de seus filiados, mensalmente, nada tem a ver com a “contribuição sindical compulsória anual” de que trata o referido imposto sindical; 

2) O Sepe sempre foi contrário à cobrança do imposto sindical compulsório, que trazia, em sua essência, a obrigatoriedade de o trabalhador pagar o referente a um dia do seu salário para manter a entidade que o representa, independentemente se o trabalhador fosse filiado ou não à entidade sindical. Este tipo de cobrança, no entanto, deixou de ser obrigatório a partir de 2017;

3) Já o profissional de educação, no ato de sua filiação ao Sepe, assina uma ficha, de forma voluntária, concordando com o desconto mensal (contribuição sindical), tornando-se filiado ao sindicato – trata-se de uma contribuição voluntária, que pode ser cancelada a qualquer momento pelo filiado;

4) Esta cobrança do imposto sindical compulsório vinha sendo feita pela prefeitura do Rio de Janeiro desde 1989 a todos os servidores municipais, incluindo os da Educação, sempre nos contracheques de março, a pedido de algumas entidades sindicais – à época, o Sepe pediu na Justiça o fim desta cobrança e que o dinheiro descontado fosse bloqueado até a decisão final da Justiça, o que ocorreu em 2023, daí a assembleia convocada pelo Sepe para discutir o destino desse montante.

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O Sepe São Gonçalo realizou um Encontro de Aposentados das redes estadual e municipal de São Gonçalo. O evento foi realizado no dia 4 de dezembro e serviu para a realização de um debate sobre o funcionamento dos diversos sistemas de previdência, atualmente ameaçados pela malversação das verbas da contribuição mensal de milhares de trabalhadores. O debate contou com a participação da direção da Secretaria de Aposentados do Sepe Central e da técnica do Sepe/Dieese. 

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O telejornal RJ TV1 da TV Globo apresentou uma reportagem nesta terça-feira, dia 05 de dezembro, sobre o questionamento do Tribunal de Conta do Estado (TCE) à Secretaria Estadual de Educação (SEEDUC), a respeito do contrato de aluguel, sem licitação, de parte de um prédio localizado na Cidade Nova ao custo de R$ 500 mil mensais. O contrato não passou por nenhum processo licitatório e atinge o total de R$ 15,5 milhões a título de aluguel do espaço por 30 meses. Estes são os valores lançados no Diário Oficial do Estado e que constam do processo aberto pelo TCE. Segundo a secretária Roberta Barreto, o espaço foi alugado para a instalação da nova sede da SEEDUC, já que a antiga, localizada no Santo Cristo, foi interditada por causa do risco de desabamento.

 

Ainda de acordo com a reportagem, os altos gastos desta operação cercada de sigilo da parte do órgão estão sendo cobertos com a mesma fonte de recursos utilizada para o pagamento dos profissionais da rede estadual de Educação. Mesmo após o TCE franquear o conteúdo do processo para o público a SEEDUC, até agora, não revelou os motivos dos gastos tão elevados com o aluguel da sua nova sede.

 

Ouvido pelo programa, o Sepe repudiou a transação obscura e lembrou que a Secretaria e o governo estadual vivem alegando a crise financeira no Rio de Janeiro para não pagar o piso nacional do magistério para os profissionais da rede estadual e burla a lei ao pagar um vencimento menor que o salário mínimo para os funcionários administrativos das suas escolas. Para o sindicato, a falta de licitação e de explicação da SEEDUC para a transação e a utilização dos recursos da folha de pagamento da categoria para o pagamento do aluguel exigem uma investigação rigorosa e a abertura dos dados referentes a este e outros gastos da Secretaria.

 

Há pouco tempo, a imprensa revelou que enquanto o governo diz não ter dinheiro para reajustar salários e pagar o piso para os professores e funcionários das escolas estaduais, a secretária Roberta Barreto recebe dois salários: como secretária e como profissional da rede municipal de Duque de Caxias, o que é proibido por lei. A TV Globo também mostrou que Barreto e parentes também foram denunciados por ter a folha salarial duplicada na folha secreta do escândalo do CEDERJ.

 

Há poucos meses, outro escândalo com a utilização de verba pública para a compra de livros paradidáticos ao custo de R$ 618 milhões, também sem licitação, também ganhou a página dos jornais e foi contestada pelo Sepe e pelo Ministério Público Estadual. O contrato com uma empresa do Espírito Santo encarregada da distribuição dos títulos chegou a ser suspenso mas, segundo a TV Globo, os pagamentos já começaram a ser feitos e os livros distribuídos depois que a “sindicância” interna aberta pela Secretaria para apurar a compra esgotou o exíguo prazo de 10 dias e concluiu que o processo não continha irregularidades.

Veja o vídeo completo da reportagem do RJ RV1 com o novo escândalo de gastos da SEEDUC pelo link abaixo:
https://encurtador.com.br/gksI2

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A direção do Sepe, por meio da Secretaria de Funcionários, juntamente com profissionais da antiga Fundação de Apoio à Escola Pública (FAEP), esteve na Alerj hoje (dia 05/12). O objetivo da ida à sede do legislativo foi o de participar de uma reunião promovida pela deputada estadual Elika Takimoto (PT) para tratar da aprovação projeto de migração destes profissionais que, há anos, lutam para serem migrados da SEEDUC para a FAETEC e ter regularizada a sua situação profissional.

Após o encontro, a Secretaria de Funcionários do Sepe e profissionais visitarão os gabinetes dos parlamentares em busca de apoio para o projeto de migração.

 

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