destaque-home-fixo, Todas
Em meio às controvérsias e ameaças de judicialização, o deputado Douglas Ruas (PL) foi eleito, nesta sexta-feira (17/04), sem concorrente, e empossado como novo presidente da ALERJ, em substituição ao ex-presidente da casa cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deputado Rodrigo Bacellar (UNIÃO), atualmente em prisão preventiva na sede da PF do Rio de Janeiro por suspeita de vínculo com o tráfico de drogas, entre outras acusações. O pleito de hoje na ALERJ, que não contou com a participação de 27 deputados dos partidos de oposição, também elegeu o deputado Dr. Deodalto (PL) como segundo secretário da casa legislativa.
Veja na matéria do G1 os deputados que votaram em Ruas.
Em março, o presidente eleito agora já tinha sido escolhido por parte dos deputados, mas a votação acabou anulada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e ele não chegou a tomar posse. Os partidos que não participaram desta eleição já anunciaram que vão acionar o Supremo Tribunal Federal para anular esta nova eleição.
Eleito para a presidência da Alerj, Ruas assume a condição de poder vir a assumir interinamente o governo do estado. Mas uma liminar do STF está mantendo no cargo o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto, até que o Supremo defina como será a eleição para a ocupação do cargo vago deixado por Cláudio Castro no mês de março, antes da sua condenação pelo TSE.
O outro candidato que participaria do processo para eleição da presidência da Alerj, deputado Vitor Junior (PDT), retirou a sua candidatura depois da Justiça manter a votação aberta no plenário da ALERJ hoje. De forma simultânea com a retirada da candidatura de Vitor Junior, uma frente de 25 deputados e 9 partidos (PSD, MDB, Podemos, PT, PDT, PSB, Cidadania, PCdoB e PV) decidiu não participar da votação.
O Sepe se mantém atento, acompanhando o desenrolar desta disputa política entre os partidos de direita e extrema-direita que apoiam explicitamente o novo presidente eleito da Alerj e a oposição. No entender do sindicato, a eleição de Ruas é uma tentativa dos partidos que compuseram a base de sustentação do desgoverno Cláudio Castro de manter as rédeas na política estadual, com vistas a garantir dividendos eleitorais nas eleições gerais de outubro deste ano.
Com isso, perdemos todos: a população fluminense e o conjunto dos servidores, que tanto sofreram ao longo dos últimos anos com a falta de um governo comprometido com o bem-estar do povo e com as políticas voltadas para alavancar setores fundamentais para garantir este direito, tais como Educação e Saúde.

A direção do Sepe esteve na ALERJ na quinta-feira, dia 17 de abril, para articular a intervenção do Legislativo no sentido de marcação de uma audiência do sindicato com o governador em exercício, desembargador Ricardo Couto.
) e solicitaram que o mesmo interceda junto ao governador em exercício para a marcação de uma audiência em caráter de urgência com os profissionais de educação para dar andamento à discussão sobre as pautas da categoria. Em especial o cumprimento do restante do acordo da recomposição salarial, feito com a Alerj pelo ex-governador Cláudio Castro ainda no final de 2021 e, também, a concessão de um reajuste para cobrir os três anos de congelamento salarial, entre outras questões constantes da nossa pauta de reivindicação.
Os profissionais da rede municipal de Duque de Caxias fizeram uma grande mobilização no dia 15 de abril. A categoria ocupou as ruas do Jardim Primavera para protestar na prefeitura contra os quase 11 anos sem reajuste salarial e sem concurso público. Neste dia, também foi realizada uma assembleia massiva que deliberou pelos próximos passos da mobilização da rede. 
No sábado, dia 11 de abril, o Núcleo de Estudos de Educação Inclusiva (NEEDINC) realizou uma reunião, no auditório do Sinpro-Rio. O tema do encontro, que reuniu duas dezenas de profissionais de educação e convidados, foi a discussão sobre a política nacional de inclusão e a situação da inclusão na rede pública de ensino: Diagnóstico geral do Rio de Janeiro, onde as exigências e leis da inclusão não são cumpridas.
Ontem, dia 15 de abril – Dia Nacional de Mobilização da Classe Trabalhadora, os profissionais da rede municipal de Teresópolis realizaram um ato na porta da prefeitura numa atividade em que a categoria reafirmou suas lutas e reivindicações.
O Sepe produziu nova edição do seu boletim, voltado para os profissionais da rede estadual. A edição traz a convocação da paralisação de 24 horas no dia 05 de maio e outras datas do calendário aprovado pela categoria.