Recepção: (21) 2195-0450. Agendar atendimento no Jurídico: (21) 2195-0457 / 0458 (11h às 16h).

O Sepe informa que o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro (MPRJ) abriu um procedimento para apurar denúncias contra o candidato a deputado federal Renan Ferreirinha (PSD) – ex-secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro na gestão do então prefeito Eduardo Paes – por suposto assédio eleitoral contra profissionais da rede municipal de Educação.

O procedimento foi instaurado a partir de denúncia apresentada pelo sindicato ao MPRJ, em agosto, na qual o Sepe solicitou a apuração de possível uso da estrutura e do pessoal da Secretaria de Educação pelo ex-secretário e atual candidato.

Desde o envio da denúncia, o Departamento Jurídico do sindicato vem subsidiando o MPRJ com novos elementos e provas de assédio eleitoral em escolas e demais dependências da Secretaria Municipal de Educação (SME-RJ).

A expectativa é que a investigação, diante das provas apresentadas pelo Sepe ao MPRJ, possa resultar na instauração de um inquérito no âmbito da Justiça Eleitoral.

Além do MPRJ, dado que muitos profissionais de educação, inclusive os das creches e escolas conveniadas, relataram possíveis situação de constrangimentos para comparecimento em atividades de campanha e pré-campanha, o Sepe representou a denúncia também junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT), no dia 18/09.

O jornal Folha de S.Paulo, em 21 de agosto, publicou reportagem de destaque sobre a denúncia apresentada pelo Sepe contra o ex-secretário.

NOVAS PROVAS APRESENTADAS PELO SEPE

O Departamento Jurídico (DJ) do Sepe apresentou ao MPRJ e ao MPT novas provas sobre o assédio eleitoral por parte da campanha de Renan Ferreirinha nas escolas municipais, além daquelas apresentadas em agosto. Segundo o DJ, “As possíveis irregularidades eleitorais com o uso da máquina pública, assédio eleitoral – mais especialmente a contratados – e cargos de chefia em campanha se intensificaram com o andamento do calendário eleitoral. Há o agravante de pessoas em cargo público, aparentemente em horário de trabalho, trabalhando como cabos eleitorais”.

Entre as novas denúncias, o DJ cita o comício de campanha da candidata a deputada estadual Carol Guedes (PSD) e Renan Ferreirinha, no Club Municipal, na Tijuca, no dia 13 de setembro. Segundo a denúncia do sindicato: “o evento foi convocado por grupos oficiais, por diretoras e coordenadores de escolas, direcionado aos profissionais contratados temporariamente. Diversos relatos trazem o modo de convocação de forma oral, chamando os trabalhadores na sala da direção para solicitar presença, bem como por meio de ligações para seus telefones pessoais a partir de fontes de divulgação de seus números desconhecidas e não autorizadas”.

Além desse comício no Club Municipal, o Sepe levou ao MPRJ e ao MPT prints de conversas no WhatsApp, fotos e vídeos, como provas concretas da convocação para eventos diversos, de pedidos de votos e da vinculação direta da SME-RJ com a candidatura de Ferreirinha, bem como de assédio direto a servidores contratados.

O sindicato apresentou ainda, entre outros elementos, provas da participação de Ferreirinha em uma cerimônia de formatura realizada em junho, período em que ele já havia se desincompatibilizado do cargo de secretário e se apresentava como pré-candidato. O sindicato também denunciou a utilização das Coordenadorias Regionais de Educação, cujos diretores teriam utilizado as estruturas dos órgãos para encaminhar convites para atos do ex-secretário. O Sepe apresentou, também, dezenas de diálogos pelo WhatsApp entre coordenadores de CREs e servidores e contratados, convocando os trabalhadores para eventos do ex-secretário.

Por recomendação do Departamento Jurídico, não iremos reproduzir as provas nesta matéria.

SEPE FAZ CAMPANHA CONTRA O ASSÉDIO ELEITORAL

Com o objetivo de denunciar práticas de assédio eleitoral envolvendo políticos que disputam cargos eletivos no pleito de outubro, o Sepe lançou uma campanha contra o assédio eleitoral nos ambientes de trabalho dos profissionais de educação das redes públicas do estado. O sindicato busca coibir pressões e constrangimentos nos locais de trabalho durante o período eleitoral, de modo a garantir a democracia e o direito de cada cidadão ao voto livre de intimidações ou pressões por parte de candidatos.

Intitulada “Diga não ao assédio eleitoral”, a campanha mostra à categoria que nenhum profissional é obrigado a participar de atos de campanha, divulgar candidatos em suas redes sociais, declarar em quem pretende votar ou apoiar qualquer candidatura por pressão de seus superiores. O sindicato também alerta que é proibida a utilização da estrutura dos locais de trabalho para fins eleitorais.

Com isso, o sindicato conclama os profissionais de educação a denunciarem imediatamente qualquer tentativa de utilização da rede pública para favorecer campanhas eleitorais ou constranger trabalhadores em razão de suas escolhas políticas e eleitorais.

0

A assembleia dos professores usuários do Plano Unimed, realizada em 16 de setembro, aprovou, por unanimidade, o reajuste de 5,56% nas mensalidades, resultado das negociações conduzidas pelo Sepe com a Unimed Brasil.

Inicialmente, a Unimed Brasil havia proposto um reajuste de 12,01% nas mensalidades. Em resposta, argumentamos que esse percentual desconsiderava aspectos fundamentais da realidade do plano, entre eles a dinâmica recorrente de baixa sinistralidade verificada, no mínimo, ao longo dos últimos dez anos, além do cenário dos últimos anos, marcado por insegurança e instabilidade na assistência médica.

Diante desses elementos, apresentamos como contraproposta a aplicação do índice de reajuste sinalizado pela ANS para 2026, de 5,1%, percentual que entendíamos ser mais compatível com a realidade do plano e com a necessidade de preservar o equilíbrio entre a sustentabilidade da assistência e a capacidade de pagamento dos usuários.

Após as negociações, a Unimed Brasil admitiu reduzir o percentual inicialmente proposto, chegando ao índice de 5,56%, correspondente ao IGP-Saúde, para as mensalidades a partir de outubro.

O resultado da negociação foi apresentado à assembleia, que aprovou por unanimidade o reajuste de 5,56%, consolidando a posição dos professores usuários do plano.
0

Reportagem do portal do Jornal O Globo de hoje (30) apresenta uma série de denúncias a partir de investigações e auditorias efetuadas pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governador em exercício Ricardo Couto em contratos da gestão do ex-governador Cláudio Castro, em especial na SEEDUC, sob a gestão da ex-secretária Roberta Barreto. Segundo a matéria, o GSI estima que até R% 1,6 bilhão em contratos de obras e serviços da Secretaria de Estado de Educação contenham indícios de fraude e, até mesmo, de formação de cartel.

Segundo o Globo, com base em informações do governo estadual os contratos foram suspensos para reavaliação. A suspeita é de que 95% das 1.241 escolas estaduais tenham contratado obras de forma irregular, segundo o Gabinete de Segurança do governador em exercício.

A reportagem mostra que entre os indícios de atos ilícitos há dispensas de licitação – uma prática recorrente durante a gestão de Barreto à frente da SEEDUC e alvo de diversas investigações do Tribunal de Contas do Estado e do Ministério Público Estadual, como no caso das compras de livros paradidáticos – para reformas na unidades escolares, os quais, pelos valores envolvidos, não poderiam ter sido feitas. Desde 2022, uma resolução do então secretário Alexandre Valle criou um teto de R$ 880,00 para despesas de emergência.

Ainda de acordo com a reportagem do Portal do Globo, as investigações e auditorias apontam para a suspeita de existência de um cartel em vários contratos analisados, um suposto esquema de cartas marcadas para vencedores tocarem reformas em unidades educacionais.

Um dos exemplos apontados mostra uma escola cívico-militar de Realengo, que deveria ser inaugurada no início de 2026, mas no local só existe refugo de obras espalhado. O endereço da unidade fantasma – um dos carros chefes das promessas de campanha de candidatos da extrema direita ligados ao Bolsonarismo (no debate dos candidatos a governador do dia 29/9, o presidente da ALERJ, Douglas Ruas, exaltou este nefasto modelo de educação militarizada) –, onde já deveria funcionar a tal escola cívico-militar, o cenário é de abandono, segundo a equipe do jornal que esteve no local.

De acordo com o GSI, foram aprovados R$ 14,3 milhões em despesas para a construção desta unidade fantasma, englobando quatro contratos firmados com empreiteiras e R$, 47 milhões só para desapropriação do terreno.

As denúncias das auditorias realizadas até agora prosseguem com os contratos de obras e reformas em outras unidades da rede estadual, que também foram feitos de forma irregular. Segundo o GSI todas a auditorias com indícios de crime foram encaminhadas ao Ministério Público Estadual. Segundo a reportagem as irregularidades foram encontradas em outas secretarias da antiga gestão de Cláudio Castro. De acordo com o chefe do GSI, delegado Roberto Leão, os responsáveis identificados responderão por improbidade e terão de ressarcir os cofres públicos.

A matéria completa pode ser lida no link: http://glo.bo/bo6312e
0