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Folha de São Paulo repercute denúncia do Sepe ao Ministério Público Eleitoral contra ex-secretário Renan Ferreirinha

A coluna Painel da Folha de São Paulo desta sexta-feira está veiculando uma reportagem baseada na denúncia do Sepe RJ contra o assédio eleitoral sobre profissionais da rede municipal de Educação do Rio de Janeiro, por parte do candidato a deputado federal Renan Ferreirinha (PSD). No dia 20 de agosto, o sindicato entrou com uma representação junto ao MPE, pedindo que o órgão investigue o uso da estrutura das escolas municipais do Rio pelo ex-secretário e agora candidato.

Na representação para o MPE o Sepe a participação de Ferreirinha em uma cerimônia de formatura em junho, período em que ele já havia se desincompatibilizado do cargo de secretário e se apresentava como pré-candidato. O sindicato também denunciou a utilização das Coordenarias Regionais de Educação, cujos diretores usaram as estruturas desses órgãos para enviar convites para atos do ex-secretário.

O Sepe, preocupado com o assédio de políticos que concorrem a cargos eletivos no pleito que será realizado em outubro, está lançando uma campanha contra o assédio eleitoral dentro do ambiente de trabalho dos profissionais de educação de todas as redes públicas do estado. O objetivo do sindicato é o de coibir as pressões e o assédio nos locais de trabalho por causa do período eleitoral, para garantir a democracia e o direito de todo cidadão ao voto livre de intimidações e pressões da parte dos candidatos.

Sepe lançou campanha contra o assédio eleitoral

Intitulada “Diga não ao assédio eleitoral”, a campanha será levada para todas as escolas das redes públicas do estado e municipais. Ao lado da campanha, o Sepe também determinou que o seu Departamento Jurídico entre com uma representação no Ministério Público eleitoral para que o órgão atue no sentido de coibir as pressões sobre os profissionais de Educação da rede municipal RJ em favor de determinadas candidaturas, como ocorreu agora com a representação contra o ex-secretário Renan Ferreirinha.

Na campanha, o Sepe deixa claro para a categoria que ela não é obrigada a participar de atos de campanha, divulgar candidatos em suas redes sociais, declarar em quem pretende votar ou apoiar qualquer candidatura por pressão de seus superiores. Também alertamos que é terminantemente proibido o uso da estrutura do local de trabalho para fins eleitorais.

Card da campanha do Sepe nas redes contra o assédio eleitoral

O sindicato conclama os profissionais de educação a denunciarem imediatamente qualquer tentativa de utilizar a rede pública para favorecer campanhas eleitorais ou constranger os trabalhadores.




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