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Ex-secretária Roberta Barreto foi alvo de operação policial para apurar contratos irregulares de R$ 1,6 bilhão em reformas irregulares de escolas da rede do estado
1 de outubro de 2026

Operação policial “Escola de Papel” esteve na casa de Roberta Barreto em Caxias para busca e apreensão de documentos sobre contratos irregulares para reformas em escolas da rede estadual durante sua gestão
A ex-secretária de Educação do governo Cláudio Castro, Roberta Barreto é alvo de uma operação policial que investiga contratos irregulares da SEEDUC para reformas de escolas estaduais, que chegam a R$ 1,6 bilhão. Segundo apuração do Jornal O Globo, a Ministério Público Estadual e a Polícia Civil cumprem na manhã desta quinta-feira (01) 19 mandados de busca e apreensão numa operação que mira integrantes que compuseram a cúpula da Secretaria na gestão do ex-governador Cláudio Castro. Ainda segundo as autoridades, o bloqueio dos bens dos investigados chega a cerca de R$ 19 milhões.
Os agentes estiveram na casa de Roberta Barreto, em Duque de Caxias, durante a operação denominada “Escola de Papel” que investiga uma organização suspeita de desviar dinheiro destinado a reformas de unidades escolares da rede estadual. Segundo a reportagem do Jornal O Globo de hoje (01), além de Barreto, estão sendo investigados integrantes da sua gestão na SEEDUC durante o governo Cláudio Castro, inclusive o genro dela, Yurie Ormonde André e o ex-subsecretário de administração, David de Andrade Marinho Filho. Há buscas também na capital, em Cabo Frio, em Arraial do Cabo e em Niterói.
O jornal vem publicando uma série de reportagens sobre as suspeitas de desvio de verbas da SEEDUC, com contratos sem licitação para reformas de escolas estaduais durante o governo Cláudio Castro. Segundo o Globo, com base em informações do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governador em exercício Ricardo Couto, investigações e auditorias apontam, entre outras irregularidades, a suspeita de cartel em vários contratos num suposto esquema de cartas marcadas apontando vencedores para tocarem as obras nas unidades educacionais. O GSI apurou que estas contratações ao longo dos últimos anos alcançaram a soma de R$ 1,6 bilhão entre 2023 e 2025.
Além de indícios de direcionamento de contratações, a apuração aponta superfaturamento e lavagem de dinheiro, afirma o MPRJ. São investigados os crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Entre os alvos na operação desta quinta-feira, Yurie é capitão do Corpo de Bombeiros. Também estão na mira Fabio Martins Pereira, apontado como braço financeiro do esquema e proprietário da Virtual Construtora; e o policial militar Yan Lopes Fonseca Ormonde André, irmão de Yurie.
A operação é coordenada pelos promotores com Atribuição Originária Criminal do procurador-geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira, e pela Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro (CIAF), da Polícia Civil.
Para os investigadores, a ex-secretária e o ex-subsecretário ocupavam postos estratégicos na autorização das despesas e na liberação dos recursos. A apuração também encontrou vínculos entre os responsáveis pelos saques e pelo transporte do dinheiro e pessoas próximas à antiga direção da Seeduc.
Para o Sepe, o anúncio destas operações contra a ex-secretária estadual de Educação Roberta Barreto e integrantes da sua administração não chegam a causar espanto. Durante toda a gestão de Barreto, denunciamos em nossas redes sociais os resultados de investigações e denúncias apuradas pelo Tribunal de Contas do Estado e do Ministério Público Estadual sobre realização de compras superfaturadas e com dispensa de licitação efetuadas pela SEEDUC e uma série de outras acusações envolvendo malversação e desvio de verbas no órgão.
O sindicato defende a continuação das operações policiais para apuração dos desvios e fraudes na Educação Estadual e espera que todos os envolvidos nesta apropriação bilionária do dinheiro que deveria ser investido na educação dos filhos da classe trabalhadora sejam responsabilizados e respondam perante a Justiça por todos os seus malfeitos.
