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ATUALIZAÇÃO: Leia a notícia com o relato da audiência com o governador

 

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, está em audiência com a coordenação-geral do Sepe. A reunião teve início por volta das 18h e também participa a secretária estadual de Educação, Luciana Calaça, que mais cedo reuniu-se com o governador.

Desde às 14h, profissionais da Educação estadual protestaram em frente ao Tribunal de Justiça, durante a paralisação de 24 horas nesta terça-feira, 05/5. O sindicato havia solicitado um encontro com Ricardo Couto para discutir a pauta de reivindicações da categoria e a assessoria dele entrou em contato com a direção no início da tarde, confirmando a audiência.

Em breve daremos mais informes sobre os resultados da reunião com o governador.

SAIBA MAIS

Rede estadual vai parar por 24h no dia 5 de maio, com assembleia às 10h no Clube de Engenharia seguida de ato às 14h no TJ

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Enquanto a categoria e demais servidores estaduais sofrem com os baixos salários, sem reajuste e sem o pagamento das parcelas restantes da recomposição, os escândalos do governo Cláudio Castro não param. Hoje (5), durante a 4ª fase da Operação Unha e Carne, a Polícia Federal prendeu o deputado estadual Thiago Rangel (AVANTE) e outras cinco pessoas envolvidas em fraudes e na compra de materiais e realizações de obras de reformas nas escolas da Secretaria Estadual de Educação (SEEDUC).

A operação, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), visou o cumprimento dos mandados de prisão preventiva e mais 23 de busca e apreensão em cidades como Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus de Itabapoana.

As irregularidades na SEEDUC, sob a gestão da ex-secretária Roberta Barreto, foram denunciadas na imprensa e o Tribunal de Contas do Estado (TCE RJ) e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e já vinham investigando as compras irregulares na Secretaria de Educação do Estado desde o ano retrasado.

Segundo informações do portal de notícias G1, as apurações da Operação Unha e Carne revelaram direcionamentos das contratações realizadas por escolas estaduais vinculadas à Diretoria Regional Noroeste da Seeduc, uma área de influência política do deputado, segundo a PF, para empresas previamente selecionadas e vinculadas ao esquema. Os investigados poderão ser processados por peculato, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.

Desde dezembro de 2025, foram realizadas três fases desta operação. A primeira fase resultou na investigação que provocou a prisão e posterior cassação do deputado Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, acusado de beneficiar o ex-deputado TH Joias, apontado como articulador político do Comando Vermelho e preso em outra operação da PF.

O sindicato espera que as autoridades de segurança continuem investigando as fraudes e a corrupção não só na SEEDUC, como também nos demais órgãos estaduais durante a gestão de Cláudio Castro e seus apoiadores. Não podemos admitir que os servidores e a população fluminense continuem pagando a conta pela sucessão de irregularidades cometidas durante este governo inimigo da educação e dos servidores públicos estaduais.

Confira o vídeo da reportagem
https://youtu.be/BsTDBv53lIo

 

 

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A rede estadual está realizando uma paralisação de 24 horas nesta terça feira, dia 5 de maio. Pela manhã, foi realizada uma assembleia geral, no auditório do Clube de Engenharia, na qual a categoria aprovou a continuidade do estado de mobilização e aprovou o seguinte calendário de luta:

1) Nova paralisação de 24 horas, no dia 27 de maio, com assembleia, às 10h, em local a confirmar e ato no Palácio Guanabara, a partir das 14h.

2) No dia 26 de maio, às 19h, será realizado um conselho Deliberativo da rede estadual no formato online.

Agora à tarde, os profissionais estão realizando um ato público na porta do Tribunal de Justiça, na rua Erasmo Braga.

SAIBA MAIS
Direção do Sepe está no TJ, em audiência com governador em exercício Ricardo Couto
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A diretoria do Sepe teve audiência com a Secretaria de Estado de Educação do RJ (SEEDUC), na tarde desta quarta-feira, dia 04/03. A subsecretária de Gestão de Ensino, Daniela Pereira Vasques, representou a SEEDUC, que contou com outros integrantes de sua equipe.

A reunião foi iniciada com a diretoria do Sepe cobrando a respeito da pauta econômica – implementação do Piso Nacional do Magistério e do piso dos Funcionários e o pagamento da recomposição salarial. Foi lembrado inclusive que, na audiência anterior com o sindicato, realizada dia 27/02, a então recém empossada secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça, se comprometeu a discutir com a Secretaria de Fazenda a pauta econômica reivindicada pelo sindicato. O sindicato também abordou o calendário da rede estadual.

Em seguida, foram discutidos os demais temas, em sua maioria, relativos às questões pedagógicas. A seguir, relatamos os pontos que foram discutidos:

  • Diário online: foi publicada no Diário Oficial do Estado, no dia 02/03, a revogação da resolução que criou o Diário Eletrônico da rede. A revogação havia sido anunciada pela nova secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça, em audiência com o Sepe, na última sexta-feira (27/02). Já na reunião desta quarta-feira (04), a SEEDUC informou:

– O sistema do Diário Online será revisado pela TI da SEEDUC;

– Assim que a revisão estiver pronta, haverá um período de transição para os lançamentos obrigatórios;

– Serão implementadas melhorias no sistema em um período de testes.

– A obrigatoriedade do lançamento das notas só ocorrerá quando os problemas técnicos forem resolvidos;

– Haverá diálogo com a rede para sugestões de modificações;

  • Matriz Curricular 2027: haverá diálogo com a rede para construir a matriz curricular de 2027, com a realização de reuniões periódicas. A secretaria pretende apresentar um plano inicial para dar início à discussão.
  • Animação cultural: a SEEDUC fará uma reunião específica com a Animação Cultural; a SEEDUC irá aguardar orientações para regular as ações de animação cultural; o GT da Animação Cultural será reativado e será revisto tudo o que foi proposto anteriormente;
  • Inclusão: será feita uma revisão dos contratos do programa de inclusão; também será realizada uma reunião com a Superintendência da Educação Especial. Sobre os Cuidadores de Pessoas com Deficiência (PCD), será rescindido o contrato com a Positiva e todos os trabalhadores serão recontratados por outra empresa;
  • Saúde do professor da educação: a SEEDUC informou que está formando equipes para desenvolver um plano de trabalho com as demandas dos profissionais da educação.

Além disso, a SEEDUC falou sobre as demandas da rede e informou que apresentará estatísticas na próxima reunião.

Já está agendada uma nova audiência com a SEEDUC para o dia 8 de abril.

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O Sepe se reuniu em audiência, nesta sexta-feira (27/02), com a nova secretária de Estado de Educação do Rio de Janeiro, Luciana Calaça. Na reunião – em uma grande vitória de nossa luta! -, a secretária informou que irá revogar a resolução que criou o Diário Eletrônico da rede, que vem sendo bastante criticado pela categoria. Ela afirmou que a revogação será publicada na próxima semana.

Luciana se comprometeu, também, a discutir com a Fazenda a pauta econômica reivindicada pelo Sepe, incluindo a implementação do Piso Nacional do Magistério e o pagamento das parcelas de reajuste salarial acertadas com a ALERJ.

No dia 04/03, está agendada nova reunião, para o aprofundamento da discussão das pautas pedagógicas, como recesso, currículo, aprovação automática e estrutura das escolas. A secretária se comprometeu a atender o Sepe sempre que for solicitada.

A seguir, o resumo das principais questões levantadas na reunião:

Pauta econômica: a secretária terá uma reunião com a Fazenda na próxima semana e vai convocar o Sepe para a discussão sobre as perdas salariais e o debate do piso. A data ainda será confirmada o mais breve possível.

CIEP Ayrton Senna e Colégio Estadual José Leite Lopes (NAVE): as duas unidades estão com graves problemas estruturais elétricos e de climatização. A secretária disse que está ciente da situação e irá intervir para solucionar os problemas – inclusive comunicou que a inspeção às duas unidades pela SEEDUC já ocorrerá na próxima semana.

Diário Eletrônico: a Seeduc vai emitir uma resolução, na próxima semana, revogando o sistema do Diário Eletrônico. Assim que ele foi criado na gestão anterior de Roberta Barreto, no dia 11/02, o sindicato disponibilizou um formulário eletrônico para a categoria informar a experiência com o uso do Diário Eletrônico nas escolas. O formulário foi preenchido por mais de 200 professores(as) e, entre outras respostas, 85% disseram ter dificuldades para acessar a ferramenta devido à indisponibilidade do sistema – leia o relatório com os dados do formulário.

Corregedoria: já está sendo reestruturada, de acordo com a secretária. As situações de perseguição política e demissões, como a do professor e ex-diretor do Sepe João Paulo Cabrera, serão reavaliadas.

Animação cultural: a questão será estudada, e a Secretaria se dispôs a ajudar na resolução do problema que perdura desde os anos 90, quando essa categoria ainda não foi regularizada nos quadros da SEEDUC.

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O Sepe informa à categoria que provocou o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, no dia 11/02, a respeito da Resolução 6424/2026 (lançamentos no Novo Diário de Classe Eletrônico), com a seguinte REPRESENTAÇÃO:

“O Sepe entende que referida Resolução e demais atos normativos a ela vinculados violam a legalidade, a juridicidade e, sobretudo, a gestão democrática do ensino, princípio fundamental constitucional (…), motivo que nos leva a oferecer a presente Representação, pelo que solicitamos audiência para data o mais breve possível com a Promotoria responsável, aguardando confirmação e contando com a boa parceria sempre presente com este órgão em defesa da educação pública de qualidade do Estado do Rio de Janeiro”.

Informamos que o Sepe oficiou a SEEDUC para a realização de audiência, em caráter urgente, para tratar das pautas pedagógicas, incluindo a questão do Diário online.

Com respeito às pressões sobre os professores da rede estadual em relação às determinações contidas na resolução, o Sepe traz como orientações preliminares à categoria:

1- Como medida preventiva e de forma a assegurar os direitos da categoria, o corpo docente deve reivindicar que sejam realizadas, urgentemente, reuniões com a direção da escola e o Conselho Escolar, e que se registre em ata o fato de a unidade escolar não possuir estrutura viável, como internet e computadores, em cada sala, para a realização do preenchimento do diário virtual. Importante: os professores participantes da reunião com a direção devem obter uma cópia da ata.

2- O(a) professor(a) deverá redigir um documento pessoal sobre as condições estruturais da escola, para ser apresentado à direção, com o respectivo recibo de recebimento, e cópia pessoal. A seguir, uma sugestão de texto:

À Direção do Colégio Estadual ____

Pelo presente instrumento, eu, ______, abaixo-assinado(a), Prof. Doc I/II, XXh, ID Funcional________, solicito à direção que seja encaminhado à Secretaria de Educação o pedido de informação de como serão feitos os lançamentos no Diário online na unidade escolar da minha lotação, que não dispõe dos recursos tecnológicos necessários (computadores, Internet etc), em cada sala. Informo que estarei aguardando resposta com as devidas orientações, de forma oficial, para que possa cumprir as determinações contidas na resolução 6424/2026, pois não disponho de recursos pessoais para efetivar os lançamentos.

3-
O sindicato orienta os(as) professores(as) a informarem, no formulário eletrônico do Sepe, o tipo de estrutura disponível (conexão de internet, computadores, redes etc) – o formulário servirá para que o Sepe tenha mais informações para apresentar à SEEDUC e ao MP – acesse aqui o formulário do Sepe.

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Há poucos dias, o Sepe publicou uma nota sobre a pressão que a SEEDUC vem fazendo nas unidades escolares, visando à implementação de mais uma ferramenta para uso diário dos(as) professores(as). Nesta quarta-feira, dia 11, nossa apreensão se tornou realidade: a Secretaria publicou no Diário Oficial do Estado a Resolução nº 6424/2026, tornando obrigatório o uso da nova ferramenta online, o “Diário de Classe Eletrônico”, que passa a ser o único instrumento oficial de registro da frequência escolar na rede estadual do Rio de Janeiro, a partir do primeiro dia letivo de 2026.

O Sepe preparou um formulário eletrônico em nosso site para que a categoria possa informar qual a estrutura de informática, Internet nas unidades escolares, e se já sofreu algum tipo de assédio em relação ao uso da ferramenta de lançamento de notas e presença dos alunos – o sindicato irá levar os dados para a SEEDUC – clique aqui para acessar e responder às perguntas.

Clique no link a seguir para acessar o Levantamento sobre o Diário Eletrônico na rede estadual.

ALERTAS DO SEPE

O Sepe faz alguns alertas sobre a nova ferramenta: com a implementação do novo diário online, certamente ocorrerá uma duplicidade de funções em relação ao atual sistema Conexão RJ, o que poderá impossibilitar o cumprimento dos prazos descritos na publicação e sobrecarregar ainda mais a categoria.

Lembramos também que o prazo de apenas cinco dias para o professor realizar o lançamento das notas no sistema é insuficiente, e isso aumenta a pressão sobre os profissionais.

O sindicato já vinha recebendo uma série de denúncias de profissionais da rede estadual sobre o assédio sofrido para que preencham, no prazo, o diário online – isso sem o devido oferecimento de ferramentas técnicas e suporte tecnológico para que a categoria possa lançar notas, presenças e faltas na ferramenta. Segundo as queixas enviadas ao sindicato, a pressão pelo preenchimento parte das direções das unidades escolares que, por sua vez, também são pressionadas pelas Diretorias Regionais Metropolitanas.

Desde o ano passado, o sistema Conexão RJ tem sofrido com instabilidades, tendo ficado fora do ar por diversos dias, inclusive durante o período de lançamento de notas. Dessa forma, com o novo sistema, a preocupação da categoria só faz crescer.

A resolução também detalha as responsabilidades da SEEDUC, das diretorias regionais, da direção escolar, da secretaria e dos professores – no seu artigo 23, a resolução ameaça especificamente o(a) professor(a): “A omissão recorrente, sem justificativa formal, ensejará apuração de responsabilidade conforme os normativos vigentes”.

A ameaça se repete ao final, no Art. 24: “O descumprimento das normas estabelecidas nesta Resolução sujeitará os servidores às penalidades previstas”.

O Sepe irá analisar as prováveis consequências do uso dessa nova ferramenta e reivindicará uma audiência com a SEEDUC, visando, em um primeiro momento, diminuir a pressão sobre a categoria e exigir melhores condições de trabalho.

Principais pontos da Resolução nº 6424/2026 (Diário de Classe Eletrônico):

– O registro da frequência deve ser feito no mesmo dia da aula ou em até 5 dias úteis.

– A frequência mínima para aprovação continua sendo de 75%.

– O sistema calculará automaticamente o percentual de presença.

– Os dados servirão para relatórios, políticas públicas e controle da evasão escolar.

– O descumprimento pode gerar processo administrativo disciplinar.

Faça o download da Resolução nº 6424
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Em mais um escândalo envolvendo a SEEDUC, a TV Globo veiculou matéria no RJ TV2, no dia 05 de fevereiro, mostrando a total falta de fiscalização e controle dos gastos no órgão, envolvendo contratações de empresas, muitas delas com endereços fantasmas, para execução de obras em escolas a preços superfaturados e, em alguns casos, que nem chegaram a ser executadas em sua totalidade.

Veja a matéria do RJTV2

A matéria mostra como a Secretaria vem se utilizando das Associações de Apoio à Escola (AAEs), um sistema criado para agilizar compras emergenciais nas unidades escolares e para a realização de pequenos reparos, para pressionar as direções a fazerem uso de empresas previamente escolhidas e a um custo muito alto. Esta ação virou alvo de denúncia no Ministério Público Estadual (MPE) e no Tribunal de Contas do Estado (TCE) por suspeitas de falta de transparência e de controle dos gastos.

Segundo apuração do RJ2, a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) passou a usar o sistema também para grandes obras estruturais, prática que aumentou em muito o volume de recursos utilizados, como ocorreu nos anos de 2024 e 2025, quando foram gastos R$ 630 milhões e R$ 513 milhões respectivamente. Só para ter uma amostra comparativa, no ano de 2018, estes gastos foram de R$ 58,6 milhões.

A Globo mostrou como exemplo do problema das contratações de empresas de fachada para obras nas escolas uma com endereço registrado numa casa em Quintino: A Flademma, com endereço registrado na Receita Federal naquele local. Seu dono, Anderson José da Silva Monteiro, chegou a receber auxílio emergencial durante a pandemia e não soube explicar por que a sua firma funcionava naquele local sem condições mínimas de habitabilidade, quanto mais de sediar uma empreiteira ou firma de engenharia. A empresa foi aberta em outubro de 2023 e começou a prestar serviços à Secretaria naquele ano. A partir de 2023, a Flademma foi escolhida em pelo menos nove processos de reforma em colégios estaduais e recebeu um total de R$ 7,7 milhões.

A matéria identificou 23 empresas que participaram de cotações e obras em escolas estaduais, dessas. Dentre todas, 14 tem donos que já receberam auxílio emergencial.

Deputado Flávio Serafini denunciou o problema para o MP e para o TCE

O deputado estadual Flávio Serafini (PSOL), autor de uma denúncia enviada para o MPE e o TCE, que aparece na matéria da TV Globo, revelou que um levantamento realizado pelo seu gabinete estima que os repasses da Secretaria de Educação para as Associações de Apoio à Escola (AAEs), responsáveis pelo pagamento das reformas, pularam dos R$ 58,6 milhões em 2018 para R$ 630 milhões em 2024 e R$ 513 milhões em 2025. Segundo o deputado, que é também da Comissão de Educação da ALERJ, são mais de R$ 1 bilhão em gastos nestas obras somente nos últimos dois anos.

Em sua denúncia aos órgãos fiscalizadores do estado, o deputado apresentou a suspeita de utilização de empresas de fachada e de superfaturamento de obras. Ele revela, que a Secretaria estaria pressionando as direções das unidades escolares para contratação deste tipo de empresa, sem transparência e sob o disfarce da descentralização orçamentária. E a coisa só piora, quando ele afirma que as “reformas” não correspondem ao que está previsto nos memoriais descritivos e que estariam sendo utilizados materiais de baixa qualidade.

A reportagem confirmou a pressão da SEEDUC sobre as direções das escolas com o depoimento de uma diretora que afirmou que a cúpula do órgão passou a concentrar as cotações de preços ao invés de deixar a tarefa com a direção das unidades. Ela disse que a qualidade das obras caiu, enquanto o número de intervenções aumentou sem motivo aparente.

Enquanto os gastos crescem de forma exponencial, o seu valor exato não é divulgado no Sistema Integrado de Gestão Orçamentária do governo do Estado. Isto impede saber o quanto cada empresa recebeu no total.

Em sua denúncia enviada para o Ministério Público, Serafini afirma que a SEEDUC descumpre as determinações da Lei Estadual 3067/1998, que instituiu o regime de autonomia administrativa e financeira das unidades da rede estadual, conferindo às AAEs, entre outras atribuições, a responsabilidade pela execução de pequenos reparos e intervenções emergenciais nas escolas. Segundo Serafini, a SEEDUC vem passando à frente das AAEs e impondo às escolas a execução de obras de grande vulto financeiro que extrapolam em muito o conceito de pequenos reparos ou intervenção emergencial.

Como exemplo de casos concretos do descumprimento da lei e das irregularidades no processo, ele cita na denúncia algumas obras realizadas em escolas que são um verdadeiro escândalo e pedem investigação criminal. Um deles, com base em denúncias da comunidade escolar é a contratação para a reforma de um muro e do calçamento de uma escola, com valores de R$3,8 milhões, da empresa Resolve Soluções de Engenharia. Uma diligência realizada na unidade, constatou que o muro tem metade de sua extensão composta por grades metálicas reaproveitada da estrutura anterior e não houve demolição integral do muro preexistente, tampouco sua reconstrução total, mas somente intervenções pontuais de reforma incompatíveis com o valor gasto com a suposta reforma.

Com base em exemplos como este, o deputado solicitou ao MPE a instauração de um inquérito e a realização de busca de apreensão de documentos. Além disso ele também pediu uma auditoria independente e suspensão cautelar dos contratos de obras, encaminhamento ao MPF, TCER RJ e CGE-RJ, além de auditoria patrimonial dos agentes públicos citados e garantia de proteção às direções escolares para prevenção de represálias.

Diante da gravidade de mais esta denúncia contra a gestão da secretária de Estado de Educação Roberta Barreto, o Sepe exige das autoridades competentes e do governo estadual as medidas cabíveis para investigar, apurar e punir todos os envolvidos em mais um escândalo envolvendo a Secretaria de Educação.

Como temos visto nos últimos anos, a SEEDUC tem sido alvo de várias denúncias de irregularidades no trato da coisa pública que partiram de órgãos como o MP e o TCE sobre gastos superfaturados em compras de materiais e equipamentos com dispensa de licitação como aquisição de livros paradidáticos, kits de robótica, aluguel da nova sede do órgão entre outras transações envolvendo milhões de reais. E, até agora, o governo estadual nada fez para apurar e punir os responsáveis pelas irregularidades apontadas pelos órgãos de controle do Estado.

O sindicato entende que a não responsabilização e a não punição dos envolvidos nessas atividades que ultrapassam o bom senso e a legalidade indispensáveis ao trato da coisa pública não pode continuar, enquanto os profissionais da rede estadual sofrem com salários defasados e as unidades escolares não funcionam por conta da falta de condições de infraestrutura.

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O telejornal RJ TV2 do dia 10 de dezembro mostrou que a Secretaria Estadual de Educação (SEEDUC) mentiu quando afirmou que a aprovação automática segue um padrão adotado em diversos estados do país que já adotam o regime da progressão em caso de reprovação em diversas disciplinas. A SEEDUC incluiu o estado do Paraná entre as unidades que fazem uso deste tipo de regime, mas a informação foi negada pelo governo paranaense.

A SEEDUC não quis explicar a mentira de ter incluído o estado do Paraná na relação das unidades que adotam a progressão. O telejornal tentou ouvir a secretária Roberta Barreto, mas não teve resposta.

A reportagem também ouviu o integrante da Comissão de Educação e Cultura da Alerj, deputado Flávio Serafini (PSOL), que apresentou um projeto no fim de novembro para suspender o decreto do governo que permite a progressão. O projeto de Serafini ainda aguarda publicação da ALERJ para ser levado a plenário.

A matéria também mostrou que a aprovação automática realmente é aplicada em muitos estados, mas somente Rio de Janeiro, Paraíba e Rio Grande do Norte permitem a progressão de alunos reprovados em 6 matérias.

Confira o vídeo do RJ TV2

Reportagem desmente Seeduc sobre aprovação automática


Leia o manifesto contra a aprovação automática


 

 

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Reunião online, URGENTE, do Grupo de Trabalho do Sepe sobre Ensino Médio na Rede Estadual do Rio de Janeiro nesta sexta-feira, dia 21/11, às 10h30.

Hoje, os professores foram mais uma vez surpreendidos pela SEEDUC: uma política de aprovação automática maquiada de combate à evasão escolar e, também, a implementação de políticas meritocráticas que irão “premiar” professores de escolas que obtiverem um alto percentual de aprovação foram publicadas em DO de 19/11.

Diante de mais esse grave ataque à educação pública, o GT convoca todos e todas para a plenária emergencial que debaterá centralmente esta pauta.

Link: https://us02web.zoom.us/j/89350922667?pwd=JNFN6OcbAnx5pejJVbaab5fPuvQbHa.1

ID da reunião: 893 5092 2667

Senha: 790134

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