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O Departamento Jurídico do Sepe informa que o Tema 1218 – sobre a incidência do piso nacional do magistério nos planos de carreira dos profissionais de educação – foi retirado da pauta de julgamento do STF desta quarta-feira (14), a pedido do ministro Gilmar Mendes.

Não foi informada uma nova data para retornar.

O Sepe divulgará novas informações assim que estiverem disponíveis.

Esta semana, o tema voltou à pauta do Supremo, após devolução do pedido de vista por parte do ministro Gilmar Mendes. Aguardava-se, dessa forma, o reinicio do julgamento nesta quarta (14) e a publicação do voto de Mendes (o julgamento está ocorrendo em modo virtual), o que não se concretizou.

O Supremo começou a debater o tema em dezembro de 2025, a partir do recurso extraordinário (RE) nº 1326541, oriundo de uma ação no Estado de São Paulo e que deu origem ao Tema 1218.

Até o momento, o placar é favorável ao pleito dos profissionais de educação (2X1): votaram favoravelmente à inclusão do piso nos planos de carreiro os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. O relator, Cristiano Zanin, apresentou um voto sujeito a diferentes interpretações.

A decisão é fundamental para a valorização dos(as) profissionais do magistério em todo o Brasil e essa demora causa enorme ansiedade na categoria, pois a decisão terá repercussão geral.

O piso e a carreira andam juntos: o piso é lei e a carreira é um direito. Sua repercussão nos demais níveis, faixas e classes da carreira escalonada é essencial para garantir remuneração digna, progressão profissional e o reconhecimento dos direitos da categoria.

Dessa forma, o Sepe defende que o piso nacional deve servir de referência mínima para os planos de carreira do magistério, com base no § 1º do art. 2º da norma que diz: “O piso salarial profissional nacional é o valor abaixo do qual a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios não poderão fixar o vencimento inicial das Carreiras do magistério público da educação básica, para a jornada de, no máximo, 40 (quarenta) horas semanais.”

Lembramos que foi em razão deste processo no STF que ocorreu a suspensão da decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, de 2022, que deu ganho de causa na Ação Civil Pública do Sepe em 1ª e 2ª instâncias, determinando o cumprimento do piso para toda a categoria, com retroatividade ao ano de 2015. O Piso resulta de lei vigente há 17 anos, Lei nº 11.738/08 e foi considerado constitucional pelo STF na ADI 4167 há mais de 10 anos. Mas o governo do estado o descumpre desde 2015.

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Nesta quarta-feira (14) está prevista a realização da última sessão de discussão no Senado sobre a proposta que acaba com a escola 6X1. Após a discussão, os parlamentares devem votar em primeiro e segundo turnos a PEC que acaba com o regime de 44 horas semanais de trabalho e prevês dois dias de folga por semana para os trabalhadores sem redução dos salários. A estratégia da bancada governista é trabalhar por uma aprovação de requerimento que acelera a tramitação do texto para que ele seja levado de forma mais rápida para votação em dois turnos no plenário no mesmo dia.

Senadores da base do governo e da oposição afirmam que já existem votos suficientes para aprovar a mudança da escala de trabalho no Brasil.

A intenção é promulgar a PEC até o dia 22 de outubro.

O presidente Lula considera a aprovação do fim da escala 6X1 um tema prioritário do governo federal. A PEC sofreu uma série de ataques da base oposicionista no Congresso, inclusive do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, que agora diz que vai votar a favor. O Partido Liberal, de
Bolsonaro, tentou de todas as formas atrasar o processo, chegando inclusive a lançar uma proposta alternativa que previa a redução das horas trabalhadas vinculada à redução dos salários dos trabalhadores. O fim da 6X1 é o resultado de uma luta que reuniu trabalhadores de todo os país que foram para as ruas exigir uma escala de trabalho mais humana no Brasil.

A primeira sessão de discussão da PEC ocorreu no dia 6 de outubro, dois dias depois do primeiro turno das eleições.

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O Sepe publicou a edição nº 84 do seu boletim, para a rede municipal do Rio de Janeiro. O informativo convoca a categoria para a assembleia geral do dia 28 de novembro, em defesa de reajuste — as perdas acumuladas entre 2019 e maio de 2026 chegam a 27,22%, segundo o Dieese —, demais pautas econômicas e pedagógicas e contra as violências contra os educadores. A edição também cobra a retomada das negociações com a Secretaria Municipal de Educação.

A publicação traz ainda notícia sobre a Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público  para enfrentar a carência de professores na rede, que também questiona a Lei da Minutagem, e um resumo dos resultados do levantamento do Sepe sobre os impactos da medida. Mais de 2 mil docentes responderam ao formulário e 97,3% disseram que os profissionais de suas escolas estão mais adoecidos.

O boletim traz ainda informações sobre o procedimento aberto pelo MPRJ para apurar denúncia de possível assédio eleitoral na rede; o adiamento da abertura da janela de migração do Plano de Saúde do Servidor Municipal (PSSM); a plenária sobre o Plano Municipal de Educação; e o 45º Encontro Estadual de Aposentadas(os) do Sepe.

Leia e compartilhe o boletim com os profissionais da sua escola

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