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Professora relata agressão em sala de aula e pede transferência de escola

Em mais um caso de violência na rede municipal de educação do Rio de janeiro, uma professora contratada (contrato temporário, sem vínculo estatutário) pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (SME-RJ) relatou ao Sepe ter sido agredida, recentemente, por estudante dentro da sala de aula. Segundo o relato, a agressão ocorreu após a docente solicitar que um grupo de alunos interrompesse uma brincadeira em plena sala, que estava atrapalhando o transcorrer normal da aula. Com isso, ao tentar impedir a brincadeira, a professora recebeu socos no rosto, no peito e na mão da parte desse estudante.

Imediatamente após ser agredida, a docente contatou o diretor e a coordenadora da escola e aguardou o retorno funcional para o seu caso – infelizmente, não foi devidamente acolhida e orientada diante do trágico episódio: a docente permaneceu na unidade até o fim do expediente, dando aulas normalmente; somente após as aulas ela pôde registrar ocorrência policial e passou por atendimento no Instituto Médico Legal – a professora tem tudo devidamente documentado. Nos dias seguintes, ela continuou trabalhando na unidade, apesar de se sentir insegura e com medo de novas agressões.

A professora procurou a direção do Sepe, que a acompanhou à Coordenadoria Regional de Educação (CRE). Lá, ela solicitou sua transferência para outra unidade escolar. Segundo ela, a direção da escola informou que abriria uma sindicância e que não seria possível realizar a troca de unidade por se tratar de uma profissional contratada. Além disso, ela sequer foi orientada a realizar o registro de ocorrência e procurar atendimento médico para possível abertura de processo de acidente de trabalho.

O Sepe acompanha o caso e cobra da SME-RJ providências para garantir a segurança e a integridade da profissional no ambiente escolar. Os casos de violência a profissionais de educação têm aumentado cada vez mais, sem uma política eficaz de garantia de proteção no ambiente escolar – leia aqui o caso de um professor esfaqueado na aula.

O sindicato também denuncia a situação de professoras(es) contratados(as), com vínculo de emprego precário, expostos a todo tipo de assédio, inclusive por parte da própria SME-RJ. Esse é mais um motivo pelo qual o sindicato defende o concurso público.

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